Por onde começar um ‘makerspace’

By 18 de março de 2015Makerspaces, Português

Por vezes a curiosidade abre novos

 

O movimento do fazer e a filosofia Maker dá aos educadores a chance de fomentar em jovens e crianças o prazer pela descoberta. Crianças de uma forma geral têm a predisposição de colocar a mão na massa, mas precisam muitas vezes da ambiência e de ferramentas para explorar seu potencial. A Casa Thomas Jefferson, junto à Embaixada dos Estados Unidos e ao Instituto Smithsonian, reorganiza as bibliotecas e as transforma em espaços colaborativos e dinâmicos de aprendizado.  Compartilhamos aqui algumas dicas para pessoas ou instituições que pretendam criar ambiências onde jovens brasileiros possam explorar atividades extracurriculares que estimulam a criatividade e os garantem a possibilidade de vivenciar na pratica assuntos que, em métodos mais tradicionais de ensino, somente veriam na teoria.

Comece pelo começo

Não importa o que você tem – muito ou pouco. O que importa é que você mergulhe e comece a criar. Se você tem ferramentas, coloque-as à disposição dos alunos para trabalhar e construir algo; faça alguma coisa com o que você tem ao alcance das mãos. Sessões de ‘Free making’ podem ser muito interessantes para os alunos. Quantos dos nossos jovens já tiveram a oportunidade de abrir um brinquedo quebrado e construir algo? Ou quantos já se envolveram em uma construção coletiva? A hora é agora!

 Comece pequeno

É tentador querer fazer tudo de uma vez, sair comprando circuitos, motores, impressora 3D, etc., mas todo esse equipamento pode sobrecarregar os participantes e frear o entusiasmo. Começar pequeno permite iniciar mais rápido, errar e aprender com os erros. A falha é necessária para a construção de um espaço colaborativo. Projetos mão na massa são muito divertidos, mas os alunos enfrentarão dificuldades que podem desencorajar alguns. Incentive-os a perseverar. Ensine-os a interagir, corrigir erros e começar de novo. Os alunos devem aprender a aceitar o fracasso como parte do processo.

Construa para si mesmo

Deixem os alunos construírem dispositivos, jogos e projetos para próprio uso. Dê aos alunos a oportunidade de criar ou reinventar as coisas e se tornarem consumidores mais conscientes.Incentive seus alunos a sair de suas zonas de conforto, sujar as mãos e vivenciar a criação do divertimento. Os alunos geralmente adoram saber fazer coisas e criar jogos ao invés de baixá-los da internet. Toda essa experiência pode abrir as portas da criatividade.

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