O movimento do fazer bem de perto

By 28 de julho de 2015Português

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Em uma postagem intitulada “Sim, Podemos. Mas Deveríamos? As Consequências Não Intencionais do Movimento Maker”, Allison Arieff levanta questões interessantes sobre o movimento do fazer que precisam ser abordadas. Allison fala eloquentemente sobre o movimento e o risco de causar mais danos ao ambiente do que nunca. Segundo ela, estamos em um período em que quase todos têm as ferramentas para fazer quase tudo, mas há dúvidas sobre estarmos fazendo as coisas certas ou mais e mais das coisas erradas. Ela menciona a impressão 3D e como essa tecnologia permite que uma criança de quatro anos faça um mini Darth Vader do nada. Porém, a impressora 3D consome cerca de 50 a 100 vezes mais energia elétrica do que moldagem por injeção para fazer um item com o mesmo peso. Ela também destaca o uso exagerado do plástico do filamento enquanto muitos lutam para usar menos plástico em mercados e embalagens.

Por mais interessantes que as idéias no artigo pareçam ser, o Movimento do Fazer questiona a forma como consumimos, a abundância de produtos padronizados de baixo custo e a enorme pressão que tudo isso exerce sobre o meio ambiente. A maioria das pessoas está se distanciando das experiências de fabricação. Muitos de nós vivemos com escolhas limitadas de comprar algo novo ou não fazer nada só porque acreditamos que não somos capazes de produzir coisas de valor.

Talvez seja o momento certo de nos tornarmos criadores especializados e produtores, além, claro, de consumidores conscientes. Se cada vez mais pessoas consertassem e criassem coisas de valor agregado ao invés de apenas jogar fora – e se o ambiente escolar estimulasse pessoas a criarem colaborativamente soluções para problemas locais e globais -, talvez teríamos a chance de, em um futuro breve, viver para fazer e fazer para viver!