Entendendo o Movimento Maker

By 13 de agosto de 2014Maker Movement

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O Movimento Maker não é nada novo. Na verdade, a cultura do DIY (Do-it-Yourself)/”faça você mesmo”  já existe há muitas décadas. Vários educadores e estudiosos vêm, inclusive, falando da importância do fazer, do experimentar, errar e acertar para o aprendizado. Mais recentemente, a neurosciência, aproximando-se cada vez mais da educação, também tem mostrado resultados por meio de estudos do cérebro o quão importante é para a retenção na memória que nossos alunos tenham uma experiência sensorial, prática, com experiências, co-construindo conhecimento.

Esse conceito de fazedores tem tido cada vez mais repercussão nos Estados Unidos e mundo afora por meio de espaços makers que proporcionam o aprendizado em conjunto em um ambiente de criação com diversos tipos de máquinas, impressoras 3D e objetos para montagem e experimentação. É também no movimento Maker que o sistema educacional tem vislumbrado a possibilidade de desenvolver nas crianças o interesse pelas ciências, matemática, engenharia e as artes, criando, brincando, e trabalhando em projetos de eletrônica, audiovisual, programação, e artes.

No Brasil, a cultura de fazedores começa a despontar em grandes centros com espaços para criação e prototipagem,  como o

  • Rede Fab Labum programa educacional do Center for Bits and Atoms (CBA) do MIT – Massachusetts Institute of Technology – e cada um dos labs se caracteriza como uma plataforma de prototipagem de ideias visando a inovação e invenção e proporcionando estímulo para o empreendedorismo local. É também uma plataforma para a aprendizagem: um lugar para jogar, criar, aprender, orientar e inventar.
  • Garagem Fab Lab, um laboratório de fabricação digital,
  • Pedro Terra Lab, um laboratório de manufatura que explora novas possibilidades em Fabricação Digital e Open Source Hardware.
  • Colégio Liessin, uma escola no Rio de Janeiro que transformou um espaço em laboratório para o desenvolvimento de projetos
  • Colégio Bandeirantes, uma escola em Sâo Paulo que transformou a sala antes usada para aulas de informática no Hub, nome do salão que pode ser usado por qualquer professor, para qualquer projeto. Os antigos computadores deram lugar a laptops em mesas móveis e a bancadas com materiais de costura, tintas, madeira, papéis. 

Se você tem interesse nesse movimento, o primeiro passo é começar a explorar o que vem sendo feito no Brasil e no mundo para entender as possibilidades e como você se insere no processo.

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