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MINHA JORNADA MAKER por Julyana Brasil

By | Agency by Design, Aprendizagem Craitiva, CEM, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Narrativas Incríveis, Português, Project Zero, Sala de Aula, Testemunhos, Thinking Routines | One Comment
Julyana Brasil tem 22 anos e é professora aqui na CTJ.
Ela foi um dos 40 educadores que participaram da
primeira edição da Certificação de Educador Maker,
e conta aqui para nós como foi sua experiência.

“Assim como muitos educadores, eu tenho o sonho de transformar a educação. Tenho o sonho de que o conhecimento seja acessível e prazeroso para todos e que promova um impacto positivo capaz de transformar pessoas e realidades. Sei que é um sonho ambicioso e muitas vezes me sentia desencorajada com o cenário ao meu redor.  Foi então que ouvi sobre o aprendizado centrado no fazer (Maker-Centered Learning) e um pontinha de esperança se reacendeu no meu coração.

Nesse semestre, eu tive o privilégio de participar da Certificação de Educador Maker (CEM) promovida pela Casa Thomas Jefferson. Pude conhecer de perto os conceitos por trás da metodologia maker, como também projetos incríveis que têm mudado realidades mundo afora. Tivemos um curso online intensivo que terminou com um final de semana de imersão aqui no Makerspace da Thomas.

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Que final de semana! Quantas pessoas de todo Brasil empenhadas em fazer da educação uma experiência significativa e transformadora. Foi inspirador conhecer profissionais que têm de fato colocado a mão na massa. Com essa experiência, percebi que muito mais do que conduzir projetos inovadores, a educação centrada no fazer desperta a curiosidade e a vontade de aprender. É maravilhoso ver o brilho no olhar dos alunos quando eles conseguem construir algo ou quando eles superam algum obstáculo e descobrem tantas coisas novas. É ainda melhor quando vemos que, além de aprenderem a fundo sobre um tema, os alunos são capazes de usar aquele conhecimento para buscar solucionar problemas do cotidiano.

Comigo não foi diferente. Na CEM eu tive a oportunidade de me colocar no lugar dos meus alunos. E como foi bom poder aprender colocando a mão na massa e, além de aprender de forma prazeirosa, poder ver o resultado dos nossos projetos. Ainda mais quando o trabalho final resulta nos rostinhos sorridentes dos nossos alunos.

O desafio era montar uma trilha de aprendizagem maker e aplicá-la em sala de aula. Até aí tudo bem. Pensei em falar sobre instrumentos musicais, pois era o que estávamos aprendendo. Para isso, contei com a ajuda de uma amiga musicista que trouxe vários instrumentos. Ela os apresentou, tocou e permitiu que fossem manuseados pelos alunos. Foi lindo vê-los animados com os sons e perdendo o medo de explorar e de tocar os instrumentos. Trabalhamos o vocabulário relacionado ao som dos instrumentos, às partes do corpo que usamos para tocá-los e às famílias musicais a que eles pertencem. Além de aprender sobre música em inglês, eles estavam desenvolvendo o que o Agency by Design chama de capacidade maker de “olhar de perto” (looking closely).

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Depois disso, partimos para a parte de “explorar a complexidade” (exploring complexity). E aí é que veio o desafio. Inspirada nas ideias incríveis que vimos no Makerspace, resolvi dar uma de programadora e utilizei a plataforma Scratch para fazer um programa que simulasse o som dos instrumentos. A princípio, eu estava muito receosa, pois nunca havia feito nada do tipo. Se tinha uma pessoa que não entendia nada de programação e linguagem computacional, essa pessoa era eu. No entanto, lançado o desafio e com a ajuda e encorajamento do pessoal do Makerspace, lá fui eu explorar essa plataforma e tentar fazer essa programação. E como é bom quando a gente percebe que nossos medos muitas vezes são infundados ou muito maiores do que a realidade. Foi isso que eu percebi. Descobri que o Scratch é super tranquilo de mexer e que até uma leiga como eu poderia fazer projetos super legais usando linguagem de  programação.

Para completar o desafio, resolvi usar também o Makey Makey. Ele é um hardware que se comunica com o Scratch e faz com que a sua programação ganhe vida. Resumindo, com ele seria possível conectar a programação feita no Scratch à objetos que, quando manuseados pela sua superfície condutora, poderiam emitir sons. Parece complicado né?! Mas para minha surpresa não foi.

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Os próprios alunos construíram seus instrumentos de papelão. Eles colocaram alumínio em algumas partes (porque o alumínio é condutor) e então o ligaram ao Makey Makey. Em certo ponto da lição, eles mesmos fizeram a programação para que saíssem outros sons e até gravaram algumas informações sobre o instrumento. Tudo em inglês, claro!

Essa foi uma experiência muito desafiadora, mas  extremamente gratificante. Juntamente com os alunos, superei medos e acabei aprendendo muito com isso. Para mim, educação centrada no fazer é sobre isso. É sobre colocar a mão na massa e superar obstáculos. É sobre cooperação, percepção, criatividade e interação. É sobre ser professor e aluno tudo ao mesmo tempo.  Agora, o céu é o limite!”

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[MAKER FAIRE NYC 2018] Oito aprendizados da Maker Faire para a sala de aula

By | Food for thought, Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Testemunhos | No Comments

 

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Se tivéssemos que resumir nossas experiências na Maker Faire NY 2018 em 8 dicas para sua sala de aula, com certeza seriam essas:

20180923_1203511. Faça conexões

Educadores que participam de uma feira maker presenciam os pilares da educação progressista em ação. Vemos acontecer na frente dos nossos olhos o que Dewey disse ser a essência  do aprendizado: “Dê aos alunos algo para fazer, não algo para aprender; e se a atividade exigir pensar e conectar ideias, os estudantes naturalmente aprenderão“. Se o filósofo participasse de qualquer uma das oficinas da feira, ele reconheceria facilmente o aprendizado que descreveu ao observar os alunos consertar e experimentar, repetir e fracassar e refletir sobre suas experiências práticas para informar suas decisões.

2. Compartilhe o que os alunos criam. Isso faz muita diferença

A maioria das plataformas usadas na Maker Faire (Scratch, Makerscad, Tinkercad, Solidworks Apps for Kids, etc) proporciona às pessoas a oportunidade de compartilhar com uma audiência autêntica os seus projetos. Fazedores compartilham não só os acertos, mas todo o processo de aprendizado. Durante a feira, as pessoas se ajudam, vibram e aprendem juntas. A inteligência do grupo faz com que a pessoa reflita, questione e refine o processo e tome decisões informadas. Na nossa sala de aula, o compartilhamento com uma audiência autêntica estimula o refinamento da produçāo escrita ou oral além de dar ao nosso aluno a oportunidade de analisar e produzir textos de diversos gêneros literários. Por exemplo, ao pedir que os alunos façam um site, o professor pode incentivar que os alunos analisem as características, voz e público alvo.  De porte dessas informações e sabendo que o site será lido por pessoas na vida real, os alunos, provavelmente, se empenharāo mais do que se estivessem escrevendo somente para o professor.

20180923_1258283. Incentive seus alunos a criar algo tangível (digital ou analógico)

O Construcionismo, uma visão desenvolvida pelo matemático e educador Seymour Papert, diz que o aprendizado acontece mais facilmente quando estudantes manipulam mídia (Legos, blocos de código, etc.). Papert, conhecido como o pai do movimento do fazer, foi o pioneiro do uso da tecnologia educacional para a criação de artefatos digitais que podem ser compartilhados, modificados e melhorados. O educador ficaria muito feliz em ver o que o movimento do fazer traz de oportunidade para a educação e como alunos e professores estão criando soluções, animações, tecnologia assistiva e educacional e gerando impacto social com propósito e significado.

4. Acredite no encantamento

A Maker Faire é um lugar mágico. Conhecemos pessoas apaixonadas pelo que estão compartilhando. Brilho nos olhos, sorrisos e abraços permeiam a forma com que as pessoas se relacionam por lá. As crianças estāo felizes e mergulhadas em descobertas. Artistas, designers, educadores, cientistas e inventores conversam e se conectam. Nāo tem ninguém tentando convencer ninguém que a educação precisa mudar. A forma de aprender e ensinar já é diferente. Antes de pensar no currículo, na pergunta norteadora e na sequência das atividades, experimente e sinta na pele o que é ser um aprendiz em um mundo diverso, plural e rico de recursos e oportunidades. Dê aos seus alunos a possibilidade de se apaixonar pelo aprendizado e pelo ambiente vibrante da sua sala de aula. Planeje sua aula para encantar que o engajamento vem a reboque.

5. Competências primeiro, TECNOLOGIA DEPOIS

As ferramentas que vimos sendo usadas na Maker Faire são fantásticas e poderosas. No entanto, elas nāo sāo o fim, mas o meio. Numa aula que observei recentemente, a professora pediu que os alunos criassem a escola do futuro. Durante o processo, comunicaram idéias, colaboraram e aprenderam a cortar, desenhar e fazer uma animaçāo. Saber como criar ecossistemas que promovem  colaboração, comunicação genuína e motivante é a grande vantagem de se ter um modelo mental maker.

6. Seja resiliente

Tanta novidade e curvas de aprendizado a nossa frente pode ser aterrorizante. Acredite que você pode transformar a sua maneira de ensinar, nāo tenha medo de errar e tenha sempre perto de você a sua rede de apoio – pessoas que compartilham o seu sonho. Se nós professores formos curiosos, humildes e soubermos encarar os desafios de uma forma positiva, o impacto na nossa sala de aula será enorme.

7. Prototipe suas ideias e peça ajuda

Durante Maker Education Forum (pré-evento da Maker Faire), ouvimos o Aaron Cunningham (da Google) nos falar sobre a implementaçāo dos makerspaces por lá. No começo, as pessoas usavam o espaço para programar e as impressoras 3D ficavam lá juntando poeira. Segundo ele, somente depois de algum tempo as pessoas começaram a vir prototipar suas invenções. De repente, as pessoas estavam ensinando e aprendendo e o espaço deixou de ser somente a “sala da impressora 3D” para se tornar em um espaço de aprendizado. Na nossa prática de sala de aula, é a mesma coisa. Queremos colocar ideias em prática, mas temos medo. Precisamos que a nossa sala de professores nos inspire a aprender. Precisamos que a nossa sala de aula nāo seja um espaço de ensinar técnicas e fórmulas e sim em um espaço onde as pessoas se apoiam na construção do aprendizado.

8. Ensine 20180922_130938para a vida

Universidades renomadas apontam para a tendência emergente de focar nas experiências dos alunos em espaços do fazer. O Chris Anderson do MIT deu uma mini palestra nos gramados da Maker Faire onde falou sobre como eles agora analisam os currículos dos seus candidatos. Segundo ele, os candidatos que conseguem apresentar um portfólio consiste  e explicar os projetos versando bem sobre seus propósitos, levam uma grande vantagem na admissão do tão disputado instituto. É importante para o MIT que o candidato seja capaz de criar uma narrativa sobre o que é os projetos que vai criar no instituto, para que ele serve e para quem ele cria impacto. Claro que bem pouquíssimos alunos brasileiros são aceitos no MIT e que o nosso sistema de aprovaçāo para o ensino superior é bastante engessado e arcaico. Mas, se provocarmos nossos jovens a terem esse tipo de reflexāo, mostrarmos as possibilidades de ferramentas gratuitas e comunidades de apoio, eles ficarāo mais preparados para as incertezas do futuro.

Veja outros posts sobre nos ida à Maker Faire NY 2018 aqui.

Veja o álbum de fotos aqui.

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[MAKER FAIRE NYC 2018] Day One full of awesomeness

By | Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Testemunhos | No Comments

There were hundreds of people sharing their work. As an educator who learned to see people wondering how things could be hacked, improved, made more ethical or effective, I could not help but smile every single time I heard someone say: “…and then I thought, what if I…”. With this line I heard a group of students talk about their new product – 5 Axis Maker – a cheap plug’n’play CNC. They seemed sure that their invention will be very useful at makerspaces.

With the same question in mind, the New York Hall of Science team came up with a wonderful station to teach people how to use tools and collect data. They had a bunch of questions on the walls and the answers were given by using one tool. For example: to answer the question what decade were you born? Students had to measure a piece of wood, cut it using a saw and display so that the demographic of the faire will be visible.

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Another station that called my attention was the soldering one. Students also had a goal for their making. They should acquire maker skills to put together their own International Morse Code gadget.

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Limitless learning opportunities that should put the maker faire on top of the list of any educator willing to learn about the maker movement in educational settings.

SOLIDWORKS App for Kids  brings tinkering with 3D modeling to a whole new level. Their sites brings lesson plans totally integrated with the Next Generation Science Curriculum.

Another highlight was the maker kit Itty Bitty City Microduino. It brings Lego closer to STEAM projects for little makers.

I am sure we will see many other beautiful resources today. Stay tuned.

See other blogposts about our trip to the Maker Faire NY 2018 here.

Check our photo album too.

 

[MAKER FAIRE NYC 2018] Make Education Forum – Highlights

By | Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Makerspaces, Testemunhos | No Comments

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If you are at home eager to have an overview of everything that happened at the Make Education Forum, this post is for you. The Forum aimed at spreading the word that one  important outcome for maker education is helping more students find meaningful, productive work. At this year’s Education Forum at World Maker Faire NY, a great lineup of speakers  look at how maker educators can help students navigate the future of work–a future that focuses on curiosity and innovation.Speakers and panelists provided insight into how hands-on learning experiences  develop future-forward skills and mindset.

Innovating the School Experience

Sarah Boisvert with Fab Lab Hub operates 2 Fab Labs in Santa Fe, NM and has developed Digital Badges for operators and service techs. Her work mapping what skills are needed for today’s operators and technicians point to the  realisation that 95% of the manufacturers said they are looking for people with problem-solving skills. All the work All work is documented online and accessible to those willing to master important skills for the jobs of the future.

The New Collar Workforce

At the heart of making is the belief that we have the chance to tackle the problems we are passionate about. Carlos Moreno, Co-Executive Director of Big Picture Learning, is unapologetically passionate about promoting equality. He supports schools and educational leaders who are creating high-quality, non-traditional schools.

Fostering Maker Empowerment and a Sensitivity to Design

Senior Research Manager Andrea Sachdeva from the Agency by Design (AbD) research initiative at Project Zero (Harvard Graduate School of Education) took us beyond thinking of making as a skill to be applied. She shared some relevant frameworks to help educators think of  making as an educational approach to design and instruct maker activities across the curriculum. She brought along examples far from the technical skills and offered a fresh look to making. The Project’s site is undergoing massive changes soon.

What School Makerspaces Can Learn From Co-Working Spaces

Azadeh Jamalian, the former head of Education Strategy at littleBits, is the founder of the world’s first incubator + invention hub for kids.  She got Inspired by new working environments and a their flat hierarchy to think of ways schools can promote new social + invention hub for kids to do what they dream.

Makerspaces in the Workspace

Aaron Cunningham, the global makerspace lead at Google, Leads a team of over 250 volunteers. They focus  on Google engagement and growth at over 50 makerspaces in Google offices around the world. Google encourages making as a means of driving innovation across Google. In the beginning, people would come to a google makerspace to code. Then, 3d printers were introduced to prototype products.  3d printers started to collect dust and the office understood that what makes the place are the people in them. Aaron shared his personal story – he does not have a college degree but by volunteering and working together with other makers at  a makerspaces developed in him the skills that landed him a job at Google. Aaron urged educators and people to encounter the maker movement. “…We should not worry about certificates. We need dispositions to make things happen at google.”

Connecting Students and Seniors for Real-World Problem Solving

Niti Parikh shared the process and findings from a pilot workshop offered in Spring 2018 where 6 senior community members were paired up with 6 Cornell Tech graduate students. The methodology used is fascinating and the results were interesting.

Inspiring Makers, Dreamers and Entrepreneurs

Michael Holmstrom introduced us to STEM Punks and inspires a new generation of creative and innovative thinkers. Their  eLearning programs have been developed to enable online learning of our Innovation Programs.

Solving Hard Problems in Challenging Situations

Brad Halsey of Building Momentum in Arlington, VA has applied his diverse maker skills in maker training for the Marines as well as deployments in disaster relief. Brad is a motivated scientist who thrives at leading others to develop and use technology to rapidly solve critical problems, especially in challenging, austere, and combat environments. He advocates for Problem solving being used as a tool and says that all one need to find solutions is confidence and permission. He challenged educators to throw a real challenge at the school community and he would help youth build the confidence and competence needed  to make changes.

See more blogposts about our trip to the Maker Faire NY 2018 here.

Check our photo album too.

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[MAKER FAIRE NYC 2018] Here we go!

By | Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Makerspaces, Testemunhos | No Comments

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Este ano, o time do CTJ Makerspace participará pela segunda vez de uma das maiores feiras Maker do mundo, a Maker Faire NY.

Maker Faire NY é uma celebração de invenção, criatividade e curiosidade com o objetivo de exibir o melhor do Movimento Maker global.

Passaremos 2 dias inteiros visitando mais de 600 projetos, escolhendo dentre 26 workshops e de olhos grudados em 8 palcos, tudo com conectado com o “fazer”, focado no bem-estar social, na saúde, na tecnologia, na eletrônica, na impressão e fabricação 3D, na produção de alimentos, na robótica, na arte e muito mais!

Na véspera do evento participaremos também do Maker Education Forum, com uma programação desenhada especificamente para educadores maker de forma a promover a discussão e reflexão sobre como experiências de aprendizado ativas e mão na massa podem ajudar a desenvolver habilidades e mentalidade para o profissional do futuro. 

E vamos compartilhar com vocês, tudo o que nos encantar por lá. Fique ligado nos posts que vamos fazer aqui, no álbum do fotos e no nosso Instagram, assim você não perde nada.

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Democracy Day – Teacher’s VOICE

By | American Spaces, Escolas Públicas, Makerspaces, Narrativas Incríveis, Programas Sociais, Projetos, Testemunhos | No Comments

On the occasion of the Democracy Day, Casa Thomas Jefferson and many other BNC’s in Brazil celebrated Democracy Day. Having amazing language teachers in our community, CTJ Makerspace partnered with Elizabeth Silver, an American Space English teacher to create a very rich learning experience for CTJ and public school language students.

Democracy Day Activities September 17, 2018

By Elizabeth Silver

Commemorating International Democracy Day with two classes at the Casa Thomas Jefferson Resource Center and the CTJ Makerspace was quite the experience. After consulting the International Democracy Day Toolkit from American Spaces, teams from the BNCs came together at a webinar to brainstorm activities. From this point, the program narrative was decided on and closed: MAKE A DIFFERENCE: How can we take democratic action to change the way we promote citizen participation?

The event focused on introducing the principles of democracy by way of three rotating tech stations. These involved asking democracy questions to an Alexa virtual assistant, using Osmo for democracy vocabulary, and HP’s Reveal AR experience on the concepts that drive democracy. The students participated in a vote on the democratic principle they found the most relevant to their lives. The objective for the students now became producing a digital artifact related to promoting democracy. In groups, they chose one digital media genre to work with: a meme, a poster, a stop motion or a rap. The participants were students coming from a public language school and Casa Thomas Jefferson in Brasilia. They had the unique opportunity to interact and work with each other to undertake the activities put forth. They engaged readily from the beginning until the very end. The final artifact they made was both inspiring and insightful, while showing what can be accomplished in a relatively short time frame when a democratic mindset is put into play – the majority ruled while the minority was respected and heard. After some critical thinking, various contributions to the narrative came up like the realisation that your vote is your voice, that freedoms cannot be taken for granted and the importance of having informed citizens to have an informed vote. What’s more, they showed enthusiasm at learning a new digital skill that they could walk away with and share with their communities, families and friends, ultimately expanding on the idea of citizen participation via an accessible digital media. They proved themselves to be apt learners of democracy in the digital age. In the end, the impact on both the students and organizers was profound and uplifting, pointing to a future generation that is optimistic, critical and informed.

See some amazing photos here.

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Arduino Watering System

By | 21st Century Skills, Competência Digital, Makerspaces, Testemunhos | No Comments

In our makerspace, we many times need to design lessons, workshops, or programs that deal with innovative tools to boost learning and interaction. One of my favorite things is to use maker kits that are easy to understand and have students creating with. However, those kits sometimes are quite expensive, especially if you are in Brazil and want to multiply active learning.  Arduinos seem to be a good choice in terms of accessibility. But, if you are just like me – an educator learning new skills in order to understand tech and use this knowledge to design your lessons -, the Arduino learning curve could be a little steep. Luckily I happen to work in a space where we learn together. So, my learning path was easier because I could partner with Angelita Torres – our Computer Engineer who is everyday improving her own teaching skills.

First things first – Start with a real challenge

We all know that we need to make sure we use our planet’s water resources more carefully if we are to survive. So, making a low-cost water system is not only appealing, but also may trigger student’s curiosity. Start a vegetable garden at school and invite teachers, makers, and students to improve it by automatizing it.

Develop internal Expertise

The resource centers at Casa Thomas Jefferson are dynamic learning environments. In April, one of the activities counted with the expertise of Larissa Goulart, who found an online tutorial, trained teachers, and delivered a session.
http://www.learnbywatch.com/automatic-watering-system-for-plants-using-arduino/

I made the circuit, uploaded the code, ran it and came to the conclusion that the code was not quite right to what I needed. My project needed to be adjusted, for I did not only need the pump off (soil wet) or on (soil dry). Angelita taught me that I would need to learn how to use the soil moisture sensor in the analog mode so that I would be able to adjust the pump to the correct amount of humidity my plant needed. See below the code that we wrote together. One tip: one of the sensor pins will need to go to an analog pin like A0 in the Arduino board.

See a complete tutorial and the codes here

Makerspace & EFL | Unique Learning Experiences

By | 21st Century Skills, English, Maker Movement, Narrativas Incríveis, Problem Solving, Sala de Aula, Testemunhos | No Comments

To solve the many problems we humans are bound to face, we will need to have people who know how to collaborate and efficiently put thoughts and skills to work together to solve challenges. So, it is phenomenal when teachers see their English Teaching practice as malleable and experiment with Maker-Centered Learning [MCL] within their curriculum so as to provide youth with exciting and dynamic learning experiences. Last week, a CTJ teacher, who loves seeing teens thrive and engage in the learning process, brought her group to the school’s makerspace. Her journey underlines some of the real benefits of adopting a framework for Maker Empowerment. What you will read below is Elizabeth Silver‘s testimonial of her class. Enjoy and become part of a growing number of educators willing to experiment and identify the benefits of MCL.

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“Want to do something fun and easy with your class? This activity is adaptable to any level and can be done in both the Makerspace and/or the classroom. The challenge is to see how much weight dry spaghetti noodles can support. This idea was inspired by 5B’s Unit 9 – Engineering Wonders.  To take better advantage of the content offered here, I went looking around on the internet for something to construct with my class. I came upon these two sources:

https://frugalfun4boys.com/2016/10/25/strong-spaghetti-stem-challenge-kids/

https://www.scientificamerican.com/article/strength-in-numbers-spaghetti-beams/.

What you need in terms of materials

  • A couple of bags of spaghetti (the cheapies will do)
  • Styrofoam boards – about 3cm thick and 1 meter long (I used one for each group, but you could cut it in half)
  • Box cutters/craft knives/utility knives (whatever you want to call them)
  • Objects to put on top of the dry spaghetti to test the strength
  • Baggage hand scale to weigh objects (I happen to have this, so I made use of it. You could just estimate the weight or even use vocabulary of comparatives and superlatives to talk about the objects).
  • Optional additions are LED lights and batteries, which give the students another level of making/designing. I also had on hand markers, paper, string, toothpicks, and scissors – but NO glue, which would defeat the purpose of the activity.
  • Design Thinking form – the outline for this is on the PPT. I have the students copy it down, do some pre-design thinking on the objectives, materials available, how they plan to execute their idea and their expected outcome. Here is a perfect moment to include the target language. After they do the activity, they revise their forms according to their experiences. Then I have them hand it in for basic corrections and as a way to wrap up their findings, thus leading to a class discussion. I also do this to stimulate critical thinking, reflection, and analysis.
  • Slides

Figuring it out

They were so engaged! They took it upon themselves to divide into groups, got the material (even asking if another Makerspace material was available for use), and spoke only in English (this time I did not have to insist on that); they cooperated, collaborated and shared ideas. The final structures were so different, showing the diversity of thought among the students. The Makerspace staff, who provided support and ideas, readily assisted them.

Developing a sensitivity to design

The result of this experience was beyond expectations. We used the Makerspace, which in itself takes your class to another level – what I like to call a ‘shift’. The idea above is not in and of itself so innovative or technological, but the dynamic that took place with my students was phenomenal.

Learning from tools and from others

At one very cool moment, two  Makerspace staff members brought out a specialized tool for cutting styrofoam and demonstrated how to use it (less mess than a box cutter). The class stood around them watching how it works, and they were in such awe that they literally let out a collective “AAAHHHH!” The word we heard the most from them during it all was “satisfying”. Summing it up, we had fun – smiling, chatting, joking, laughing. It was akin to a social event. They are begging to go back… to be continued.”

Elizabeth Silver is a  CTJ teacher since 2012 
and is always looking for different ways to 
ignite the learning spark in her students.
She uses our makerspace as her sandbox to ideate, 
prototype and even run maker activities with her groups.

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