Category

Project Zero

Mkaer Summit 2018

Quatro dicas para criar atividades que estimulam a colaboração

By | Food for thought, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Sala de Aula | No Comments

1. Fale explicitamente sobre colaboração

As oficinas e aulas no nosso makerspace, quase sempre, envolvem um projeto.  No entanto, o projeto final informa sobre o que foi feito e não necessariamente o processo cognitivo e emocional pelo qual os membros do grupo passaram. Usamos com frequência os protocolos da Escola de Educação de Harvard para incentivar as atitudes que consideramos importantes dentro da sala de aula: olhar investigador, curiosidade, resiliência e colaboração.  O Capítulo 8 do livro Visible Learners, fala sobre como as capacidades dos alunos para aprender em grupos podem ser incentivadas através da “conscientização de fatores que promovem o sucesso do trabalho em grupo”.  Ao final da sessão, facilitadores podem fazer algumas perguntas simples para tornar comum a discussão sobre o processo do fazer:

  1. O que estamos percebendo (professores e alunos) sobre como interagimos nos nossos grupos?
  2. Quais são os sinais de interação positiva em pequenos grupos?
  3. Quem visita nossa sala de aula pode perceber quem somos e no que acreditamos?

 

2. Proponha atividades que os alunos de fato precisem um dos outros.

Muitas vezes os alunos não colaboram porque a atividade não é ideal para o objetivo a ser alcançado. Não fica claro seu propósito. Ao desenhar uma atividade, podemos concentrar em algumas perguntas básicas para medir o quanto de colaboração a atividade realmente necessita.  Um trecho do livro Visible Learners, resume algumas ideias importantes:

  1. A atividade possui vários pontos de entrada? Alunos podem começar a atividade de diversas maneiras, cada um no seu nível de conhecimento?
  2. Os alunos precisam um do outro para realizar a tarefa?
  3. Essa tarefa pode promover neste grupo um senso de propósito para alcançar o objetivo final?
  4. Essa tarefa pode levar a um projeto que venha a contribuir para a comunidade (interna ou externa)?

 

3. Modele muito mais do que fórmulas

Nós professores estamos familiarizados com as noções de modelagem. Modelamos o uso de um pronome ou uma fórmula matemática no quadro. Infelizmente, desta maneira, simplesmente mantemos viva a cultura “agora observe que mostrarei a você”. Para vencer paradigmas e ressignificar a maneira que ensinamos, precisamos ressignificar também a maneira que aprendemos, e modelar como somos enquanto aprendizes. O Project Zero compartilha com educadores protocolos para fazer o nosso pensamento perceptível:  ME, YOU, SPACE, TIME: “MYST”

  • Eu [ME]: Como faço para tornar meu próprio pensamento visível?
  • Você [YOU]: Como faço para que o pensamento dos meus alunos se torne visível?
  • Espaço [SPACE]: Como o espaço na sala de aula é organizado de forma a ajudar a facilitar o pensamento?
  • Tempo [TIME]: Como dou tempo para pensar? Como o pensamento se desenvolve ao longo do tempo?

 

4. Trabalhe a capacidade de dar e receber feedbacks

A “Escada de Feedback” é um protocolo ou estrutura que estabelece uma cultura de confiança e suporte para sequenciar o feedback em uma ordem que é construtiva.  Identificamos algumas razões pela qual dar feedback pode aumentar a capacidade de colaborar:

  1. Alunos se percebem detentores de conhecimento, o que pode ser útil para o grupo;
  2. Cria a necessidade de ouvir e dialogar pacientemente sobre o projeto com um real propósito de melhorá-lo;
  3. Dá a oportunidade de esclarecer dúvidas e revisitar conceitos.

MINHA JORNADA MAKER por Julyana Brasil

By | Agency by Design, Aprendizagem Craitiva, CEM, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Narrativas Incríveis, Português, Project Zero, Sala de Aula, Testemunhos, Thinking Routines | One Comment
Julyana Brasil tem 22 anos e é professora aqui na CTJ.
Ela foi um dos 40 educadores que participaram da
primeira edição da Certificação de Educador Maker,
e conta aqui para nós como foi sua experiência.

“Assim como muitos educadores, eu tenho o sonho de transformar a educação. Tenho o sonho de que o conhecimento seja acessível e prazeroso para todos e que promova um impacto positivo capaz de transformar pessoas e realidades. Sei que é um sonho ambicioso e muitas vezes me sentia desencorajada com o cenário ao meu redor.  Foi então que ouvi sobre o aprendizado centrado no fazer (Maker-Centered Learning) e um pontinha de esperança se reacendeu no meu coração.

Nesse semestre, eu tive o privilégio de participar da Certificação de Educador Maker (CEM) promovida pela Casa Thomas Jefferson. Pude conhecer de perto os conceitos por trás da metodologia maker, como também projetos incríveis que têm mudado realidades mundo afora. Tivemos um curso online intensivo que terminou com um final de semana de imersão aqui no Makerspace da Thomas.

.

Que final de semana! Quantas pessoas de todo Brasil empenhadas em fazer da educação uma experiência significativa e transformadora. Foi inspirador conhecer profissionais que têm de fato colocado a mão na massa. Com essa experiência, percebi que muito mais do que conduzir projetos inovadores, a educação centrada no fazer desperta a curiosidade e a vontade de aprender. É maravilhoso ver o brilho no olhar dos alunos quando eles conseguem construir algo ou quando eles superam algum obstáculo e descobrem tantas coisas novas. É ainda melhor quando vemos que, além de aprenderem a fundo sobre um tema, os alunos são capazes de usar aquele conhecimento para buscar solucionar problemas do cotidiano.

Comigo não foi diferente. Na CEM eu tive a oportunidade de me colocar no lugar dos meus alunos. E como foi bom poder aprender colocando a mão na massa e, além de aprender de forma prazeirosa, poder ver o resultado dos nossos projetos. Ainda mais quando o trabalho final resulta nos rostinhos sorridentes dos nossos alunos.

O desafio era montar uma trilha de aprendizagem maker e aplicá-la em sala de aula. Até aí tudo bem. Pensei em falar sobre instrumentos musicais, pois era o que estávamos aprendendo. Para isso, contei com a ajuda de uma amiga musicista que trouxe vários instrumentos. Ela os apresentou, tocou e permitiu que fossem manuseados pelos alunos. Foi lindo vê-los animados com os sons e perdendo o medo de explorar e de tocar os instrumentos. Trabalhamos o vocabulário relacionado ao som dos instrumentos, às partes do corpo que usamos para tocá-los e às famílias musicais a que eles pertencem. Além de aprender sobre música em inglês, eles estavam desenvolvendo o que o Agency by Design chama de capacidade maker de “olhar de perto” (looking closely).

.

Depois disso, partimos para a parte de “explorar a complexidade” (exploring complexity). E aí é que veio o desafio. Inspirada nas ideias incríveis que vimos no Makerspace, resolvi dar uma de programadora e utilizei a plataforma Scratch para fazer um programa que simulasse o som dos instrumentos. A princípio, eu estava muito receosa, pois nunca havia feito nada do tipo. Se tinha uma pessoa que não entendia nada de programação e linguagem computacional, essa pessoa era eu. No entanto, lançado o desafio e com a ajuda e encorajamento do pessoal do Makerspace, lá fui eu explorar essa plataforma e tentar fazer essa programação. E como é bom quando a gente percebe que nossos medos muitas vezes são infundados ou muito maiores do que a realidade. Foi isso que eu percebi. Descobri que o Scratch é super tranquilo de mexer e que até uma leiga como eu poderia fazer projetos super legais usando linguagem de  programação.

Para completar o desafio, resolvi usar também o Makey Makey. Ele é um hardware que se comunica com o Scratch e faz com que a sua programação ganhe vida. Resumindo, com ele seria possível conectar a programação feita no Scratch à objetos que, quando manuseados pela sua superfície condutora, poderiam emitir sons. Parece complicado né?! Mas para minha surpresa não foi.

.

Os próprios alunos construíram seus instrumentos de papelão. Eles colocaram alumínio em algumas partes (porque o alumínio é condutor) e então o ligaram ao Makey Makey. Em certo ponto da lição, eles mesmos fizeram a programação para que saíssem outros sons e até gravaram algumas informações sobre o instrumento. Tudo em inglês, claro!

Essa foi uma experiência muito desafiadora, mas  extremamente gratificante. Juntamente com os alunos, superei medos e acabei aprendendo muito com isso. Para mim, educação centrada no fazer é sobre isso. É sobre colocar a mão na massa e superar obstáculos. É sobre cooperação, percepção, criatividade e interação. É sobre ser professor e aluno tudo ao mesmo tempo.  Agora, o céu é o limite!”

.

Nosso Equalizador da Inteligência Maker

By | Agency by Design, Food for thought, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Project Zero, Projetos | No Comments

Como planejar, acompanhar e compartilhar atividades para a sala de aula que estimulem a criatividade, a curiosidade, a discussão e a exploração?  No intuito de estimular habilidades e competências necessárias para a vida cotidiana no mundo que vivemos, educadores comprometidos com a ressignificação que a educação básica e ensino médio precisam, se voltam para teorias e abordagens como STEAM  (Ciências, Tecnologia, Artes & Design e Matemática), Design Thinking, Maker-Centered Learning, etc. Acreditamos que para atingir esse propósito, o esforço precisa ser coletivo. Precisamos estudar, implementar, validar e ressignificar juntos. Construímos narrativas de aprendizagem para públicos variados desde 2014, e nessa trajetória aprofundamos o nosso olhar ao estudar, pesquisar e implementar programas e aulas. Somos educadores apaixonados por aprender e questionar práticas e parte da nossa rotina de desenvolvimento profissional é dedicada a auto avaliação e construção de ferramentas que nos norteiem.

Ao terminarmos o curso da Escola de Educação de Harvard, Thinking and Learning in the Maker-Centered Classroom, e lermos o livro Maker-Centered Learning – Empowering Young People to Shape Their Worlds, queríamos fazer uma ferramenta que tornasse  o nosso aprendizado tangível. Imaginamos uma ferramenta que nos ajudasse a refletir sobre nossas oficinas, programas e nos apontasse pontos que poderíamos focar para melhorar nossa prática docente. Criamos o que carinhosamente chamamos de equalizador da inteligência maker.

O movimento do fazer na educação cria oportunidades para desenvolver competências em STEAM,  no uso de ferramentas, materiais e processos e aumenta a confiança e predisposição para reimaginar objetos e sistemas que nos cercam. O renascimento do interesse no aprendizado ativo traz as possibilidades de ressignificação de práticas e modelos mentais. Makerspaces contribuem pois disponibilizam ambiência, ferramentas e a possibilidade de encontro entre pessoas e idéias, transformando aulas tradicionais em experiências táteis e cinestésicas – o que aproxima o conhecimento dos desafios do mundo real.

Mas como saber o que realmente é uma atividade maker? Quais suas características? Como desenhar espaços e narrativas que facilitem um aprendizado realmente conectado e ativo?

As três constelações:

Segundo o centro de pesquisa Project Zero, experiências maker devem ter três pilares em comum (constelações): comunidade, espaço e aprendizagem. O equalizador é uma ferramenta que pode ajudar a desenhar atividades que garantam a promoção das habilidades necessárias para que alunos colaborem, tenham empatia, construam, inventem e compartilhem ideias e produtos significativos para a comunidade local e global.

Na constelação de comunidade, características como colaboração, aprendizado horizontal, uma combinação de diversas habilidades e competências alinhadas a uma disposição para o compartilhamento de ideias, processos e soluções podem ser usadas para reconhecer e aprimorar atividades maker.  A constelação de aprendizagem temos características como motivação intrínseca, experimentação, prototipagem rápida e uma abordagem multidisciplinar para achar uma solução. Já na constelação de espaços vemos características como espaços abertos, ricos em mídia e ferramentas.

O Equalizador

O Equalizador da Inteligência Maker é fruto de um projeto educacional conduzido pela equipe do Thomas Maker, para que líderes, gestores, professores e outras pessoas possam facilitar experiências de aprendizagem significativas e ativas com o foco em MCL. O equalizador trabalha com a abordagem de “sintomas”  – Symptoms Approach – , criada pelo Project Zero para delinear características presentes em ambientes e aprendizagem maker. Não é necessário que todos os sintomas desse equalizador sejam identificados  para que uma atividade seja considerada maker, pois existem vários tipos e a ideia não é excluir práticas. O equalizador aponta um rumo, quanto mais sintomas presentes, mais elaborada e completa é a experiência.

Usando o Equalizador

  • Facilite uma aula, workshop ou oficina maker
  • Reflita sobre o processo
  • Deslize os botões para ver o resultado
  • Seja um maker: tenha uma atitude positiva, aprenda com as falhas, estimule-se em face a dificuldade, aperfeiçoe e siga em frente ressignificando sua maneira de aprender e ensinar.

Note que não há um conflito entre o lado esquerdo e o lado direito do equalizador, e tão pouco é objetivo ter todos os critérios alinhados na extrema direita. Na verdade, os elementos que aparecem à esquerda são a base sobre a qual outras habilidades e competências são construídas durante o processo de aprendizagem.  Aprendizes gradualmente ganham confiança no uso das competências e habilidades necessárias para enfrentar o carácter multidisciplinar dos desafios do mundo real. Assim como a equalização de uma música é diferente da outra, e exige pontos mais graves e agudos, a equalização da inteligência maker também irá diferir de uma atividade para outra.

MAKERS COMPARTILHAM, enriquecem as atividades uns dos outros e puxam outros makers para cima,

mas lembram SEMPRE de dar os créditos das fontes das suas inspirações.

O equalizador foi desenvolvido pela equipe Maker da Thomas e é inspirado no livro Maker – Centered Learning Empowering Young People to Shape Their Worlds.

Consulte o Equalizador da Inteligência Maker AQUI.

Empoderamento Maker: um Conceito em Construção

By | Agency by Design, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Thinking Routines | No Comments
Texto original:
Maker Empowerment : a Concept Under Construction
Project Zero | Agency by Design
Traduzido e adaptado por Daniela Lyra

Agency by Design é uma iniciativa do centro de pesquisa da Escola de Educação de Harvard, o Project Zero, que investiga as promessas, práticas e pedagogias do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning – MCL).  Em 2013, a Agency by Design introduziu o conceito de “empoderamento maker”, como um potencial benefício da abordagem MCL.

Logo no início da pesquisa, educadores e formadores de opinião que participaram do estudo descreveram as vantagens de forma mais ampla do que a mídia mundial sugeria a época – mero estímulo ao conhecimento STEM e incentivo para formação de profissionais que pudessem desenvolver novas tecnologias e pesquisa e desenvolver a economia nacional norte americana. Os pesquisadores descobriram  características únicas associadas às práticas MCL. Entre elas vale destacar o encorajamento a formação de comunidades de aprendizagem, colaboração e conhecimento horizontal entre alunos, professores e o mundo real, mentalidade do-it-together (DIT)  façamos juntos e práticas pedagógicas que vão além das rotinas tradicionais ainda presentes em muitas escolas em pleno século XXI.

Cientes que terminologias para entender e pesquisar a respeito do MCL ainda precisavam  ser definidas, Agency by Design propôs, em 2013, o que chamou de “uma definição em construção” do empoderamento maker:

Uma sensibilidade aguçada para o “design” por trás de objetos e sistemas,
juntamente com a inclinação e desejo de “mexer com” e alterar os objetos
e os sistemas ao seu redor, aliada a uma crescente capacidade de fazê-lo.

Ao analisar a definição proposta percebemos três ideias distintas:

A primeira parte, uma sensibilidade para o “design” por trás de objetos e sistemas, ressalta a importância de simplesmente perceber que muitos objetos, ideias e sistemas (parafusos, liberdade de imprensa, foguetes, cidades, etc. ) foram projetados por seres humanos. São feitos de partes e elementos específicos que, em conjunto, prestam a uma ou várias finalidades. e, portanto, podem ser entendidos e analisados do ponto de vista do seu design.

A segunda parte, juntamente com a inclinação e desejo de “mexer com” e alterar os objetos e os sistemas ao seu redor, acrescenta um novo elemento, um viés ativo, uma inclinação para a ação.  Para ser empoderado, não basta ter a sensibilidade e entender o mundo por uma perspectiva de design, é igualmente importante ter a motivação de “mexer com as coisas” e se sentir impelido, pelo menos de tempos em tempos, a criar  ou ressignificar objetos e sistemas a sua volta (horta escolar, fila do recreio, acessibilidade, etc.). A palavra “inclinação” tem o objetivo de captar o sentido de protagonismo que vem com a tendência de ajustar, reinventar ou criar algo que agregue valor para o indivíduo ou comunidade.

A terceira parte da definição, aliada a uma crescente capacidade de fazê-lo, deixa claro o fato de que propor soluções para desafios reais requer um conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes que dão aos aprendizes não só a capacidade de manusear tecnologias, mas saber aprofundar o conhecimento onde quer que ele esteja para construir significado. Alunos aprendem uns com os outros, com professores, com ferramentas e com pessoas da comunidade. O movimento do fazer celebra o pensar com as mãos. Uma vez imersos no projeto, aprendizes aprendem a buscar os conhecimentos necessários onde quer que estejam. Do ponto de vista pedagógico, ajudar pessoas a desenvolver a capacidade de interagir com o mundo como um maker significa criar espaços nos quais as habilidades podem emergir naturalmente durante a realização do projeto, frequentemente em grupo. Em resumo, o empoderamento maker está intimamente ligado tanto as habilidades de aprender a aprender e a colaborar quanto às habilidades técnicas e os componentes  curriculares.

O desafio de capturar a essência da definição ao traduzir o termo para português é grande. Podemos analisar a definição proposta e nos colocarmos na perspectiva maker. Ou seja, podemos calibrar o nosso olhar para perceber as partes e como se relacionam. Podemos ainda,  explorar as complexidades e buscar conhecimentos para contribuir para o bom entendimento do que MCL representa, quando aplicado de forma reflexiva, construcionista e responsável. Podemos inclusive nos dedicar ao aprimoramento e disseminação de práticas, juntos, para validar a aprendizagem mais colaborativa e criativa para todos.

Traduzido e adaptado para o português respeitando a licença estabelecida no site original
Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

A estrutura do Aprendizado Centrado no Fazer, segundo o Project Zero

By | Agency by Design, Food for thought, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Thinking Routines | 2 Comments

Texto original:
The Framework for Maker-Centered Learning
Project Zero | Agency by Design
Traduzido por Soraya Lacerda

Um dos principais objetivos do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning) é ajudar jovens e adultos a se sentirem empoderados para construir e moldar seus mundos. Adquirir esse empoderamento maker é fortemente apoiado no aprendizado da percepção e do engajamento com a dimensão do ambiente físico e conceitual ao seu redor – em outras palavras, na sensibilidade para o design.

A sensibilidade para o design se desenvolve quando se tem oportunidade para: olhar de perto e refletir sobre o design de objetos e sistemas; explorar a complexidade deste design e entender-se como projetistas de seus mundos. Nesse sentido, a estrutura do Agency by Design descreve três capacidades inter-relacionadas que ajudam os alunos a desenvolver esta sensibilidade: Olhar de Perto, Explorar a Complexidade e Encontrar Oportunidades.

 

Empoderamento Maker:

Uma sensibilidade para a dimensão do design de objetos e sistemas, juntamente com a inclinação e a capacidade de moldar o mundo ao seu redor através da construção, desconstrução, adaptação ou criação.

Sensibilidade para o Design:

Aprender a perceber e engajar-se com o ambiente físico e conceitual, observando e refletindo sobre o design de objetos, sistemas [e problemas], explorando a complexidade deste design e encontrando oportunidades para torná-lo mais eficaz, mais eficiente, mais ético ou mais bonito.

Para cada uma dessas capacidades, há um conjunto de “movimentos” observáveis – ou indicadores – que alunos e educadores podem usar para ajudar a projetar experiências de aprendizado centradas no fazer e para apoiar, observar, documentar e avaliar o aprendizado neste contexto. Eles se aplicam à aprendizagem individual e colaborativa.

Explore as capacidades maker e seus movimentos / indicadores abaixo:

Traduzido para o português respeitando a licença estabelecida no site original
Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.