Category

Formação de Professor

MINHA JORNADA MAKER por Julyana Brasil

By | Agency by Design, Aprendizagem Craitiva, CEM, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Narrativas Incríveis, Português, Project Zero, Sala de Aula, Testemunhos, Thinking Routines | One Comment
Julyana Brasil tem 22 anos e é professora aqui na CTJ.
Ela foi um dos 40 educadores que participaram da
primeira edição da Certificação de Educador Maker,
e conta aqui para nós como foi sua experiência.

“Assim como muitos educadores, eu tenho o sonho de transformar a educação. Tenho o sonho de que o conhecimento seja acessível e prazeroso para todos e que promova um impacto positivo capaz de transformar pessoas e realidades. Sei que é um sonho ambicioso e muitas vezes me sentia desencorajada com o cenário ao meu redor.  Foi então que ouvi sobre o aprendizado centrado no fazer (Maker-Centered Learning) e um pontinha de esperança se reacendeu no meu coração.

Nesse semestre, eu tive o privilégio de participar da Certificação de Educador Maker (CEM) promovida pela Casa Thomas Jefferson. Pude conhecer de perto os conceitos por trás da metodologia maker, como também projetos incríveis que têm mudado realidades mundo afora. Tivemos um curso online intensivo que terminou com um final de semana de imersão aqui no Makerspace da Thomas.

.

Que final de semana! Quantas pessoas de todo Brasil empenhadas em fazer da educação uma experiência significativa e transformadora. Foi inspirador conhecer profissionais que têm de fato colocado a mão na massa. Com essa experiência, percebi que muito mais do que conduzir projetos inovadores, a educação centrada no fazer desperta a curiosidade e a vontade de aprender. É maravilhoso ver o brilho no olhar dos alunos quando eles conseguem construir algo ou quando eles superam algum obstáculo e descobrem tantas coisas novas. É ainda melhor quando vemos que, além de aprenderem a fundo sobre um tema, os alunos são capazes de usar aquele conhecimento para buscar solucionar problemas do cotidiano.

Comigo não foi diferente. Na CEM eu tive a oportunidade de me colocar no lugar dos meus alunos. E como foi bom poder aprender colocando a mão na massa e, além de aprender de forma prazeirosa, poder ver o resultado dos nossos projetos. Ainda mais quando o trabalho final resulta nos rostinhos sorridentes dos nossos alunos.

O desafio era montar uma trilha de aprendizagem maker e aplicá-la em sala de aula. Até aí tudo bem. Pensei em falar sobre instrumentos musicais, pois era o que estávamos aprendendo. Para isso, contei com a ajuda de uma amiga musicista que trouxe vários instrumentos. Ela os apresentou, tocou e permitiu que fossem manuseados pelos alunos. Foi lindo vê-los animados com os sons e perdendo o medo de explorar e de tocar os instrumentos. Trabalhamos o vocabulário relacionado ao som dos instrumentos, às partes do corpo que usamos para tocá-los e às famílias musicais a que eles pertencem. Além de aprender sobre música em inglês, eles estavam desenvolvendo o que o Agency by Design chama de capacidade maker de “olhar de perto” (looking closely).

.

Depois disso, partimos para a parte de “explorar a complexidade” (exploring complexity). E aí é que veio o desafio. Inspirada nas ideias incríveis que vimos no Makerspace, resolvi dar uma de programadora e utilizei a plataforma Scratch para fazer um programa que simulasse o som dos instrumentos. A princípio, eu estava muito receosa, pois nunca havia feito nada do tipo. Se tinha uma pessoa que não entendia nada de programação e linguagem computacional, essa pessoa era eu. No entanto, lançado o desafio e com a ajuda e encorajamento do pessoal do Makerspace, lá fui eu explorar essa plataforma e tentar fazer essa programação. E como é bom quando a gente percebe que nossos medos muitas vezes são infundados ou muito maiores do que a realidade. Foi isso que eu percebi. Descobri que o Scratch é super tranquilo de mexer e que até uma leiga como eu poderia fazer projetos super legais usando linguagem de  programação.

Para completar o desafio, resolvi usar também o Makey Makey. Ele é um hardware que se comunica com o Scratch e faz com que a sua programação ganhe vida. Resumindo, com ele seria possível conectar a programação feita no Scratch à objetos que, quando manuseados pela sua superfície condutora, poderiam emitir sons. Parece complicado né?! Mas para minha surpresa não foi.

.

Os próprios alunos construíram seus instrumentos de papelão. Eles colocaram alumínio em algumas partes (porque o alumínio é condutor) e então o ligaram ao Makey Makey. Em certo ponto da lição, eles mesmos fizeram a programação para que saíssem outros sons e até gravaram algumas informações sobre o instrumento. Tudo em inglês, claro!

Essa foi uma experiência muito desafiadora, mas  extremamente gratificante. Juntamente com os alunos, superei medos e acabei aprendendo muito com isso. Para mim, educação centrada no fazer é sobre isso. É sobre colocar a mão na massa e superar obstáculos. É sobre cooperação, percepção, criatividade e interação. É sobre ser professor e aluno tudo ao mesmo tempo.  Agora, o céu é o limite!”

.

10 Competências Gerais da BNCC na Visão de um Maker

By | Agency by Design, Escolas Públicas, Food for thought, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning | No Comments

O movimento maker já está presente há mais de uma década nos Estados Unidos, com fortes alusões às aulas de artes industriais, artes tradicionais e educação progressiva, porém com foco importante nas soft skills, tais como colaboração, resolução de problemas, compartilhamento, aprendizado conjunto, experimentação e processos iterativos. A ressurgência do “fazer” no cenário da educação prova-se singular em vários sentidos. Aplicar essa abordagem tão nova ao ensino requer pesquisa aprofundada e desenvolvimento de melhores práticas.

Essa ressurgência do “fazer” motivou o Project Zero, um centro de pesquisa na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Harvard, a conduzir um projeto de pesquisa de três anos chamado Agency by Design (AbD). O objetivo era responder às seguintes questões: qual o potencial? O que as pessoas poderiam aprender de forma única? Como se configura o “fazer” em escolas? A pesquisa identificou três capacidades fundamentais intrínsecas do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning) que podem ser ensinadas: observar de perto, explorar a complexidade e identificar oportunidades. Com essas capacidades em mente, e com o objetivo de elevar e dar força ao aprendizado centrado no fazer na sala de aula, o projeto AbD desenvolveu quatro rotinas de pensamento que visam empoderar os alunos para que percebam, redesenhem e reinventem as dimensões do mundo.

De forma similar, a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é estruturada com base no desenvolvimento de competências disposicionais que os alunos devem adquirir ao longo da Educação Básica. Os alunos são motivados a não somente aprender conteúdo, mas a desenvolver as habilidades e as atitudes para utilizar o que aprenderam com o objetivo de resolver desafios. Baixe as 10 Competências Gerais da BNCC na Visão de um Maker aqui.

Fonte: Redesign por TuneEduc, com informações do Porvir.

Se observarmos o conceito  do aprendizado centrado no fazer (em construção, segundo o AbD),  vermos que temos benefícios de aprendizagem primários e secundários. Os benefícios primários para o aluno estão relacionados com o desenvolvimento do protagonismo (tomar a iniciativa de “fazer” coisas que são significativas para si e para sua comunidade) e o desenvolvimento do seu caráter (desenvolver competências e o sentimento de “eu consigo”e construir uma postura de pensamento crítico, percebida como benéfica de maneira transversal). Como benefícios secundários temos o cultivo de competências e habilidades específicas, tanto do próprio fazer, como também dos componentes curriculares trabalhados.

Com base nessa visão conseguimos olhar para as competências gerais da BNCC e traçar seu paralelo com o aprendizado pelo fazer, verificando a estreita relação de ambos.

Texto: Daniela Lyra | Arte: Fabrício Freire

Nosso Equalizador da Inteligência Maker

By | Agency by Design, Food for thought, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Project Zero, Projetos | No Comments

Como planejar, acompanhar e compartilhar atividades para a sala de aula que estimulem a criatividade, a curiosidade, a discussão e a exploração?  No intuito de estimular habilidades e competências necessárias para a vida cotidiana no mundo que vivemos, educadores comprometidos com a ressignificação que a educação básica e ensino médio precisam, se voltam para teorias e abordagens como STEAM  (Ciências, Tecnologia, Artes & Design e Matemática), Design Thinking, Maker-Centered Learning, etc. Acreditamos que para atingir esse propósito, o esforço precisa ser coletivo. Precisamos estudar, implementar, validar e ressignificar juntos. Construímos narrativas de aprendizagem para públicos variados desde 2014, e nessa trajetória aprofundamos o nosso olhar ao estudar, pesquisar e implementar programas e aulas. Somos educadores apaixonados por aprender e questionar práticas e parte da nossa rotina de desenvolvimento profissional é dedicada a auto avaliação e construção de ferramentas que nos norteiem.

Ao terminarmos o curso da Escola de Educação de Harvard, Thinking and Learning in the Maker-Centered Classroom, e lermos o livro Maker-Centered Learning – Empowering Young People to Shape Their Worlds, queríamos fazer uma ferramenta que tornasse  o nosso aprendizado tangível. Imaginamos uma ferramenta que nos ajudasse a refletir sobre nossas oficinas, programas e nos apontasse pontos que poderíamos focar para melhorar nossa prática docente. Criamos o que carinhosamente chamamos de equalizador da inteligência maker.

O movimento do fazer na educação cria oportunidades para desenvolver competências em STEAM,  no uso de ferramentas, materiais e processos e aumenta a confiança e predisposição para reimaginar objetos e sistemas que nos cercam. O renascimento do interesse no aprendizado ativo traz as possibilidades de ressignificação de práticas e modelos mentais. Makerspaces contribuem pois disponibilizam ambiência, ferramentas e a possibilidade de encontro entre pessoas e idéias, transformando aulas tradicionais em experiências táteis e cinestésicas – o que aproxima o conhecimento dos desafios do mundo real.

Mas como saber o que realmente é uma atividade maker? Quais suas características? Como desenhar espaços e narrativas que facilitem um aprendizado realmente conectado e ativo?

As três constelações:

Segundo o centro de pesquisa Project Zero, experiências maker devem ter três pilares em comum (constelações): comunidade, espaço e aprendizagem. O equalizador é uma ferramenta que pode ajudar a desenhar atividades que garantam a promoção das habilidades necessárias para que alunos colaborem, tenham empatia, construam, inventem e compartilhem ideias e produtos significativos para a comunidade local e global.

Na constelação de comunidade, características como colaboração, aprendizado horizontal, uma combinação de diversas habilidades e competências alinhadas a uma disposição para o compartilhamento de ideias, processos e soluções podem ser usadas para reconhecer e aprimorar atividades maker.  A constelação de aprendizagem temos características como motivação intrínseca, experimentação, prototipagem rápida e uma abordagem multidisciplinar para achar uma solução. Já na constelação de espaços vemos características como espaços abertos, ricos em mídia e ferramentas.

O Equalizador

O Equalizador da Inteligência Maker é fruto de um projeto educacional conduzido pela equipe do Thomas Maker, para que líderes, gestores, professores e outras pessoas possam facilitar experiências de aprendizagem significativas e ativas com o foco em MCL. O equalizador trabalha com a abordagem de “sintomas”  – Symptoms Approach – , criada pelo Project Zero para delinear características presentes em ambientes e aprendizagem maker. Não é necessário que todos os sintomas desse equalizador sejam identificados  para que uma atividade seja considerada maker, pois existem vários tipos e a ideia não é excluir práticas. O equalizador aponta um rumo, quanto mais sintomas presentes, mais elaborada e completa é a experiência.

Usando o Equalizador

  • Facilite uma aula, workshop ou oficina maker
  • Reflita sobre o processo
  • Deslize os botões para ver o resultado
  • Seja um maker: tenha uma atitude positiva, aprenda com as falhas, estimule-se em face a dificuldade, aperfeiçoe e siga em frente ressignificando sua maneira de aprender e ensinar.

Note que não há um conflito entre o lado esquerdo e o lado direito do equalizador, e tão pouco é objetivo ter todos os critérios alinhados na extrema direita. Na verdade, os elementos que aparecem à esquerda são a base sobre a qual outras habilidades e competências são construídas durante o processo de aprendizagem.  Aprendizes gradualmente ganham confiança no uso das competências e habilidades necessárias para enfrentar o carácter multidisciplinar dos desafios do mundo real. Assim como a equalização de uma música é diferente da outra, e exige pontos mais graves e agudos, a equalização da inteligência maker também irá diferir de uma atividade para outra.

MAKERS COMPARTILHAM, enriquecem as atividades uns dos outros e puxam outros makers para cima,

mas lembram SEMPRE de dar os créditos das fontes das suas inspirações.

O equalizador foi desenvolvido pela equipe Maker da Thomas e é inspirado no livro Maker – Centered Learning Empowering Young People to Shape Their Worlds.

Consulte o Equalizador da Inteligência Maker AQUI.

Maker-Centered Learning [MCL] : base teórica

By | Food for thought, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Sala de Aula | No Comments

O movimento do fazer abre oportunidades para que aprendizes (estudantes e educadores) possam ressignificar a maneira que ensinam e aprendem no século XXI. Mas quais são as principais características do design instrucional e das metodologias que facilitam e fomentam a entrada da Maker Education? Como nós podemos embasar o movimento do fazer ao ponto de argumentar a seu favor dentro do currículo escolar? Muitas das características principais de atividades maker – descobrir as coisas por conta própria, aprender fazendo e colaboração, são conceitos definidores da educação progressista e baseiam-se em três pilares teóricos e pedagógicos: educação experiencial, construcionismo e pedagogia crítica.

John Dewey (1859–1952)

O filósofo John Dewey enfatiza o aprender fazendo. Dewey rejeitou noções tradicionais de educação que tratavam o conhecimento como algo que poderia ser depositado em mentes passivas. Ele via o conhecimento como um processo dinâmico que se potencializa por meio da interação reflexiva e iterativa com as exigências e desafios práticos de se fazer, criar e construir.

“Dê aos alunos algo para fazer, não algo para aprender;
e se a atividade exigir pensar e conectar ideias,
os estudantes naturalmente aprenderão

John Dewey

Lev Vygotsky (1896-1934)

O pensamento do psicólogo Lev Vygotsky originou a corrente pedagógica socioconstrutivismo ou sociointeracionismo e promove a ideia de que toda aprendizagem é social. Vygotsky propôs a ideia de desenvolvimento proximal – a distância entre o desenvolvimento real de uma criança e aquilo que ela tem o potencial de aprender – potencial que é demonstrado pela capacidade de desenvolver uma competência com a ajuda de um adulto ou um parceiro que saiba um pouco mais. Em outras palavras, a zona de desenvolvimento proximal é o caminho entre o que a criança consegue fazer sozinha e o que ela está perto de conseguir fazer sozinha. Saber identificar essas duas capacidades e trabalhar o percurso de cada aluno entre ambas são as duas principais habilidades que um professor precisa ter, segundo Vygotsky.

Em uma sala de aula tradicional, na qual alunos são nivelados e todos estudam os mesmos conteúdos ao mesmo tempo, esse desafio pode ser maior. Em uma aula maker esse compartilhamento de informações é mais dinâmico e estimulante. Apesar de não ter formulado uma teoria pedagógica, a vasta obra de Vygotsky, com sua ênfase no aprendizado, ressalta a importância da instituição escolar na formação do conhecimento. Para ele, a intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente.

Ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, “puxando” dela um novo conhecimento. Para o psicólogo, todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma conteúdo ou habilidade, pois amplia as estruturas cognitivas da criança. Numa aula maker, por exemplo, com o domínio da programação, o aluno adquire também capacidades de reflexão sobre como pode criar o seu próprio jogo.

Paulo Freire  (1921–1997)

Paulo Freire criticou a educação e a descontextualização do currículo. O educador acreditava que projetos da sala de aula devem estar conectados com desafios reais, seja em nível pessoal ou comunitário, e que estudantes e professores devessem projetar soluções para esses desafios. Temos no Brasil exemplos de projetos premiados que implementam essas idéias, com reconhecimento mundial. O trabalho da professora Débora Garófalo e do professor Jayse Antônio nos mostram que é possível mudar a maneira que trabalhamos nas escolas públicas se vencermos as nossas barreiras políticas e sociais.

Seymour Papert (1928-2016)

Seymour Papert, matemático que trabalhou ao lado de Piaget por anos, foi um dos primeiros a advogar pelo uso de tecnologia digital na educação. Considerado por muitos como pai do ressurgimento do fazer em ambientes educacionais, ele sustenta que o aprendizado acontece melhor quando os aprendizes trabalham diretamente com “mídia manipulável” – Lego, argila, aplicativos de codificação, máquinas de prototipagem rápida ou até mesmo recicláveis. Papert deixou clara a relação entre construtivismo e construcionismo, a ênfase importante em fazer projetos tangíveis e a inclinação para compartilhar.

Construcionismo (uma teoria da aprendizagem e uma estratégia para a educação) tem por base dois tipos de construções: Primeiramente, explica que a aprendizagem é um processo ativo no qual pessoas constroem conhecimento por meio das experiências com o mundo real.  Pessoas não absorvem conhecimento, elas o constroem; Esses novos conhecimentos são mais facilmente construídos quando pessoas estão envolvidas na criação de um objeto ou sistema que tenham valor pessoal, que faça sentido e envolva interesses pessoais. Esses objetos podem ser um castelo de areia, um poema, máquinas de LEGO (Resnick, 1994), ou programas de computador (Harel, 1991; Kafai, 1995). O que realmente importa para o construtivista é que os aprendizes estejam engajados em um projeto que desperte paixões e motivação intrínseca, resolva um desafio real com pessoas e o compartilhe com outras pessoas fora da sala de aula.

Project-Based Learning [PBL] X Maker-Centered Learning [MCL]

O Maker-Centered Learning (MCL – Aprendizado Centrado no Fazer) possui fortes conexões com o Project-Based Learning (PBL – Aprendizado Baseado em Projetos). Ambos são orientados por interesses, podem usar conhecimentos e habilidades especializados e estimulam colaboração e iteração com frequência. Além disso, usam diversas tecnologias de aprendizado (de lápis e papel a ferramentas digitais e analógicas) e em ambos, espera-se que os alunos criem produtos tangíveis que tornam os processos de aprendizagem visíveis. Existem de fato muitas semelhanças entre as duas abordagens, mas existem também diferenças importantes.

Em PBL, os projetos executados pelos alunos são tipicamente desenvolvidos ao longo de período estendido de tempo e giram em torno de uma pergunta norteadora intimamente relacionada ao conteúdo do currículo. Esses aspectos podem estar presentes no MCL. Por exemplo, MCL é normalmente guiado pelo interesse dos alunos; às vezes envolve a utilização de conhecimento e habilidades de experts; é frequentemente colaborativo; envolve o uso de estratégias e ferramentas de aprendizagem desde de sucata até uma variedade de recursos digitais; e ao produzir objetos, os alunos criam representações tangíveis de sua aprendizagem. No entanto, as diferenças entre PBL e MCL precisam ser observadas. PBL é uma abordagem instrucional bem estruturada que possui determinados critérios que são frequentemente utilizados para enquadrar um currículo inteiro e é tipicamente regida por perguntas abrangentes que propiciam a investigação interdisciplinar. O MCL não precisa estar vinculado a um currículo tão estruturado, ele pode conversar com várias disciplinas e aulas, muitas vezes acontece no o seu próprio espaço conceitual e físico e permite que o engajamento seja  regido pela atração e desafio de criar objetos, como videogames e engenhocas.

Uma sala de aula maker estimula o fazer em grupos e o aprender é um ato social. São estimulados projetos onde alunos muitas vezes precisam ensinar aos seus professores ou seus colegas. Por exemplo,  um aluno pode saber mais sobre a programação que um professor, e ensiná-lo. Aprendizes podem ajudar o professor ao dar suporte como mentor de um aluno que quase consegue fazer a atividade ou projeto, mas ainda precisa de um pouco de suporte. Alunos podem ensinar uns aos outros, ou entrar em contato com especialistas, mesmo que estejam do outro lado do mundo. O movimento do fazer atribui um papel crucial às relações sociais no  processo de criação de soluções. MCL nos dá a oportunidade de colocar os ensinamentos de filósofos, pesquisadores e educadores progressistas em ação e criar espaços onde a grande virada de uma educação construtivista para uma educação mais engajadora aconteça.

Bibliografia

John Dewey. Stanford Encyclopedia of Philosophy. (2018) Disponível em: <https://plato.stanford.edu/>

Paulo Freire : a brief intellectual biography. Disponível em: <http://oxfordre.com/education/view/10.1093/acrefore/9780190264093.001.0001/acrefore-9780190264093-e-10#acrefore-9780190264093-e-10-div1-1>

Mindstorms : children, computers, and powerful Ideas. (1980) Disponível em: <http://worrydream.com/refs/Papert%20-%20Mindstorms%201st%20ed.pdf>

AKERMANN, Edith. Piaget’s Constructivism, Papert’s Constructionism: what’s the difference? Disponível em: <https://learning.media.mit.edu/content/publications/EA.Piaget%20_%20Papert.pdf>

KAUFMAN, Dorit. Construtivist issues in language learning and teaching. (2004) Disponível em: <https://pdfs.semanticscholar.org/4dcd/a4ae8ba46837662b8467854c26bca7802270.pdf>

Empoderamento Maker: um Conceito em Construção

By | Agency by Design, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Thinking Routines | No Comments
Texto original:
Maker Empowerment : a Concept Under Construction
Project Zero | Agency by Design
Traduzido e adaptado por Daniela Lyra

Agency by Design é uma iniciativa do centro de pesquisa da Escola de Educação de Harvard, o Project Zero, que investiga as promessas, práticas e pedagogias do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning – MCL).  Em 2013, a Agency by Design introduziu o conceito de “empoderamento maker”, como um potencial benefício da abordagem MCL.

Logo no início da pesquisa, educadores e formadores de opinião que participaram do estudo descreveram as vantagens de forma mais ampla do que a mídia mundial sugeria a época – mero estímulo ao conhecimento STEM e incentivo para formação de profissionais que pudessem desenvolver novas tecnologias e pesquisa e desenvolver a economia nacional norte americana. Os pesquisadores descobriram  características únicas associadas às práticas MCL. Entre elas vale destacar o encorajamento a formação de comunidades de aprendizagem, colaboração e conhecimento horizontal entre alunos, professores e o mundo real, mentalidade do-it-together (DIT)  façamos juntos e práticas pedagógicas que vão além das rotinas tradicionais ainda presentes em muitas escolas em pleno século XXI.

Cientes que terminologias para entender e pesquisar a respeito do MCL ainda precisavam  ser definidas, Agency by Design propôs, em 2013, o que chamou de “uma definição em construção” do empoderamento maker:

Uma sensibilidade aguçada para o “design” por trás de objetos e sistemas,
juntamente com a inclinação e desejo de “mexer com” e alterar os objetos
e os sistemas ao seu redor, aliada a uma crescente capacidade de fazê-lo.

Ao analisar a definição proposta percebemos três ideias distintas:

A primeira parte, uma sensibilidade para o “design” por trás de objetos e sistemas, ressalta a importância de simplesmente perceber que muitos objetos, ideias e sistemas (parafusos, liberdade de imprensa, foguetes, cidades, etc. ) foram projetados por seres humanos. São feitos de partes e elementos específicos que, em conjunto, prestam a uma ou várias finalidades. e, portanto, podem ser entendidos e analisados do ponto de vista do seu design.

A segunda parte, juntamente com a inclinação e desejo de “mexer com” e alterar os objetos e os sistemas ao seu redor, acrescenta um novo elemento, um viés ativo, uma inclinação para a ação.  Para ser empoderado, não basta ter a sensibilidade e entender o mundo por uma perspectiva de design, é igualmente importante ter a motivação de “mexer com as coisas” e se sentir impelido, pelo menos de tempos em tempos, a criar  ou ressignificar objetos e sistemas a sua volta (horta escolar, fila do recreio, acessibilidade, etc.). A palavra “inclinação” tem o objetivo de captar o sentido de protagonismo que vem com a tendência de ajustar, reinventar ou criar algo que agregue valor para o indivíduo ou comunidade.

A terceira parte da definição, aliada a uma crescente capacidade de fazê-lo, deixa claro o fato de que propor soluções para desafios reais requer um conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes que dão aos aprendizes não só a capacidade de manusear tecnologias, mas saber aprofundar o conhecimento onde quer que ele esteja para construir significado. Alunos aprendem uns com os outros, com professores, com ferramentas e com pessoas da comunidade. O movimento do fazer celebra o pensar com as mãos. Uma vez imersos no projeto, aprendizes aprendem a buscar os conhecimentos necessários onde quer que estejam. Do ponto de vista pedagógico, ajudar pessoas a desenvolver a capacidade de interagir com o mundo como um maker significa criar espaços nos quais as habilidades podem emergir naturalmente durante a realização do projeto, frequentemente em grupo. Em resumo, o empoderamento maker está intimamente ligado tanto as habilidades de aprender a aprender e a colaborar quanto às habilidades técnicas e os componentes  curriculares.

O desafio de capturar a essência da definição ao traduzir o termo para português é grande. Podemos analisar a definição proposta e nos colocarmos na perspectiva maker. Ou seja, podemos calibrar o nosso olhar para perceber as partes e como se relacionam. Podemos ainda,  explorar as complexidades e buscar conhecimentos para contribuir para o bom entendimento do que MCL representa, quando aplicado de forma reflexiva, construcionista e responsável. Podemos inclusive nos dedicar ao aprimoramento e disseminação de práticas, juntos, para validar a aprendizagem mais colaborativa e criativa para todos.

Traduzido e adaptado para o português respeitando a licença estabelecida no site original
Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

img_2885

STEM Tech Camp Brasil 2019 Developments

By | 21st Century Skills, English, Escolas Públicas, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Problem Solving, Projetos | No Comments

STEM Tech Camp Brasil 2019 was a powerful experience, and you can read about what CTJ Makerspace staff members consider some of the highlights here. On this post, we share some of the developments that took place after the amazing week we spent at USP learning about tools and techniques to help us solve some of our biggest regional challenges.

The first meeting took place in CTJ Makerspace on February 21st. Among the participants, there were all STEM Tech Campers from the federal district – Maria Zilma (CEMI-GAMA), Fernando Wirthmann (Secretaria of Education-DIEM), and André Luiz de Brito Alves ( IFB-Ceilândia). They brought along other members of the Secretarias of Education and top Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM) teachers from across the district.

The second meeting took place on March 11th at CTJ Makerspace again, and the group revisited their challenge – Advance STEM education in the federal district by creating a series of public education -, and came up with a very solid plan for 2019.

20190311_172509

By April 22nd, we will have two online meetings to inspire and equip the multipliers. The DF team will take advantage of the ecosystem created and invite the following STEM Tech Camp facilitators:

  • Gustavo Pugliese – to talk about STEM education
  • Edson (Instituto Federal SP) - to talk about how he engages his students in sound STEM projects.

Following these two online training initiative, there will be two face to face meeting for the trainers. CTJ Makerspace will demonstrate instructional design best practices on April 15th. And, on April 22nd, we will meet to detail the teacher education course for 50 stellar public school teachers.

The target audience for the training course these multipliers will put together are public teachers who already work with STEM projects in model institutions that are already advancing in the transition to the new educational policy – BNCC. The group’s idea is to work with 50 teachers, have them write a STEM project plan, carry out the activities with students, validade practices, and share the results with other educators by making the documentation available in an CC platform.

Among the benefits of being in these network, we could mention the possibility of getting high quality instructional design training, discussing with experts the best practices and projects to work with students, and becoming part of CTJ Makerspace mentoring program. Teachers will have opportunity to learn with CTJ maker education experts the skills needed to implement their ideas in class. Among our team we have designers, engineers, developers, programmers, and educators who are all very excited to collaborate and help teachers carry out impactful projects with their students, document, and share.

CTJ Makerspace @ STEM Tech Camp Brasil 2019

By | Design Thinking, English, Escolas Públicas, Eventos, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Português, Projetos, STEAM Activity | No Comments

Em fevereiro passado, o CTJ Makerspace foi convidado a participar como parte da equipe de facilitadores / mentores do STEM Tech Camp Brasil 2019, realizado na PoliSUP, em São Paulo. Passamos uma semana compartilhando experiências e conhecimentos com um incrível grupo de educadores, capacitando-os por meio de treinamentos de alfabetização digital e de mídia, bem como sessões sobre o movimento maker e tendências atuais de educação.

O que é um STEM Tech Camp?

Trata-se de uma semana impactante de imersão, parte de um programa de dois anos da Embaixada dos EUA no Brasil, em parceria com o Laboratório de Sistemas Tecnológicos Integrais (LSI-TEC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e o Grupo Mais Unidos. Mas por que isso é importante? A edição brasileira de 2019 foi cuidadosamente planejada e executada para garantir o alcance de sua meta final: estruturar uma rede de multiplicadores formada por educadores, representantes das 27 Secretarias Estaduais de Educação e professores envolvidos com iniciativas escolares inovadoras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). E o momento é oportuno, já que o Brasil está prestes a implementar uma reforma massiva da educação que representa grandes desafios para todos os atores envolvidos. Nesse cenário, o Tech Camp de 2019 é de grande relevância, pois incentiva a colaboração entre pessoas com potencial e liderança para articular e aprimorar ações – já existentes e novas -, visando o avanço do STEM. Veja a lista completa de participantes aqui.

O Camp reúne grandes protagonistas e líderes inspiradores que vivem de acordo com o que pregam. A Dra. Roseli de Deus Lopes da USP com sua palestra sobre o 21st Century Skills faz um chamado à ação. Ela apoiou seu discurso com dados relevantes em um tom perspicaz e motivador. O setor privado foi representado pela IBM, Instituto 3M, Microsoft, Qualcomm e Educando, entre outros. Eles falaram sobre seus programas educacionais e transmitiram uma mensagem incisiva: procure parceiros próximos à sua escola, planeje estratégias, faça contatos, envolva a sociedade privada e a sociedade civil para fazer uma diferença significativa. Ao todo, a equipe organizadora criou o ambiente perfeito para as pessoas se conectarem com idéias e projetos e desenvolverem uma orientação ao espírito do “eu posso fazer”, para desenvolver um senso comum de projetos compartilhados que tenham grande potencial para preparar melhor novas gerações de educadores e estudantes com o foco em um sistema educacional mais significativo e envolvente.

Last February the CTJ Makerspace was invited to participate as part of the facilitators/mentors team of the STEM Tech Camp Brasil 2019, held at PoliSUP, São Paulo. We spent a week sharing experiences and knowledge with an amazing group of educators, empowering them through targeted digital and media literacy training as well as sessions on the maker movement and current education trends.

What’s a STEM Tech Camp?

It is an impactful workshop week, part of a broader two-year program by the U.S. Embassy in Brazil, in close partnership with the Technological Integral Systems Laboratory (LSI-TEC), Polytechnic School of the University of São Paulo (Poli-USP) and the Mais Unidos Group. But why is it important? The 2019 Brazilian edition was carefully planned and executed to make sure it reached its ultimate goal: structure a network of multipliers formed by educators, representatives of the 27 Brazilian State Secretariats of Education and teachers leading important school initiatives in Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM). And the timing is just right, as Brazil is on the verge of implementing a massive education reform that poses great challenges to all players involved. In this scenario, the 2019 Tech Camp is of high relevance because it motivates collaboration among people with the potential and leadership to articulate and improve existing and new actions aimed at advancing STEM. See the full list of Participants here.

The Camp puts together great players and inspirational leaders who live by what they preach. Dr. Roseli de Deus Lopes from USP and her talk about 21st Century Skills is a call for arms. She backed her speech with relevant data in an insightful tone. The private sector was represented by IBM, Instituto 3M, Microsoft, Qualcomm, and Educando among others. They talked about their educational programs and conveyed a loud message: look for partners near your school, strategize, network, involve the private and civil society in order to significantly make a difference. All in all, the organizing team created the perfect environment for people to connect with ideas and projects, and develop an “I-can-do-it” orientation toward developing a sense of common, shared projects that have great potential to better prepare new generations of educators and students toward a more meaningful and engaging educational system.

Speed Geeking dominou a cena

O Camp desafiou a nós, facilitadores, a mudar nossas perspectivas, não apenas ministrando, mas também experimentando o engajamento e o aprendizado ativo. E a melhor maneira experimentarmos esse aprendizado é passarmos por ele. Tivemos que apresentar, convencer e “vender” nossas sessões junto com outros grandes apresentadores. E eram tantas sessões incríveis. Como apresentadoras, foi uma oportunidade única, pois pudemos sentir como o público respondeu às nossas ideias e ajustamos a abordagem do que estávamos trazendo para a conferência, tentando atender melhor as necessidades de nosso público. Os participantes estavam ansiosos para ouvir o que tínhamos a dizer e fizeram perguntas para entender melhor se nossa proposta era viável e ia de encontro a suas próprias realidades. Eles podiam escolher apenas três sessões de treinamento, então, eles estavam animados, energizados e realmente querendo participar! A experiência realmente nos mostrou que podemos inspirar e “nos inspirar” em novas formas de ensinar e aprender, quando envolvemos as pessoas de maneira diferente. Veja aqui o que aconteceu nessa experiência de aprendizado ativa e única.


O Design Thinking sempre ajuda

Sempre que um grupo multidisciplinar de pessoas comprometidas se reúne em uma sessão de brainstorming, num esforço colaborativo para resolver um problema com o qual realmente se preocupam e usam a metodologia do Design Thinking, a mágica acontece. Os participantes foram separados em grupos representando as cinco regiões brasileiras (Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste) e  foram convidados a falar sobre os desafios de suas realidades, e não ficarem paralisados por eles. Eles tiveram que encontrar uma necessidade e desenvolver um plano de ação para atacá-la. Ter a Renata Duarte da IDEO conosco maximizou nossas chances de alcançar bons resultados porque ela ajudou todos os grupos com a pergunta “Como podemos …” – a base para iniciar um plano centrado no ser humano em direção à ação. A abordagem foi comprovada correta pelos projetos incríveis de todas as regiões apresentados no último dia.

Maker-Centered Learning no STEM Tech Camp

Lendo a mídia popular, pode-se erroneamente pensar que os benefícios do aprendizado baseado no fazer (maker-centered learning) giram em torno das habilidades STEM. No entanto, as sessões maker em um STEM Tech Camp são mais sobre fomentar a mentalidade do maker para introduzir o aprendizado ativo nas aulas de STEM, aumentar o engajamento do aluno e fazê-lo ter sucesso nesse campo. Reforçando isso, uma pesquisa conduzida pela equipe do Agency by Design Project (AbD) sugere que uma promessa central de aprendizado baseado no fazer é mais do que o ter o conhecimento acadêmico específico (STEM). O Project Zero, sede da AbD em Harvard, descreve o principal benefício maker na educação como sendo o conceito do “empoderamento maker”: um tipo de disposição caracterizada por ver o mundo (objetos e sistemas projetados) como algo que você pode mudar. O empoderamento maker também tem a ver perceber-se como uma pessoa talentosa, ávido por reunir o conhecimento “just-in-time”, necessário para redirecionar e redesenhar as coisas através da criação, do fazer e do engajamento em projetos colaborativos. O aprendizado baseado no fazer é um grito de ação, construção de comunidade e fortalecimento de redes. Logo, ter uma sessão de empoderamento maker no Camp fez todo sentido. Todas as pessoas envolvidas precisam observar, questionar e redesenhar a maneira como os sistemas funcionam. Para ter sucesso, eles precisam de uma comunidade confiável de profissionais multidisciplinares, dispostos a fornecer insights e apoio – e a equipe da USP os ajudará totalmente nessa jornada. Não se consegue ser mais maker do que isso: comunidade, processo e ambiente combinados para melhorar a maneira como ensinamos e aprendemos no Brasil.

Relatividade evidente & Potencializando o que temos

No terceiro dia do Camp, ficamos todos emocionados ao sermos apresentados a alguns programas educacionais extraordinários no Brasil. Um grupo do STEM Tech Camp 2018 foi convidado para contar suas histórias de sucesso, e isso teve um impacto poderoso nos Campers de 2019. Aprender com os ex-alunos do STEM Tech Camp Brasil 2018 foi inspirador e relatável. Também curtimos os painéis de negócios e interações (Q&A) com Microsoft, Instituto 3M, IBM, Qualcomm e Educando by Worldfund. Há muita coisa acontecendo lá fora, e devemos nos basear nos pontos fortes dos outros e aprender juntos.

Alguns finalistas da Mostra de C&T 13M apresentaram seus projetos fenomenais durante o STEM Tech Camp. Ouvir os jovens e os professores defenderem o seu trabalho foi muito motivador e destaca a necessidade de mais pesquisa e produção prática na educação básica. Os alunos falaram sobre a emoção de aprender e fazer com propósito e como os projetos impactaram suas vidas. Isso nos lembrou que jovens sendo seus próprios porta-vozes foi um tema atual na Faire Maker de NY em 2018. Nela, vimos um talk rápido com o MIT Admissions Officer, Chris Peterson que compartilhou as razões do MIT para adotar um portfólio maker como mais uma maneira os candidatos poderiam expressar suas idéias durante o processo de admissão. Os candidatos devem integrar sua produção com uma história de como, por que e para/com quem você faz. Pudemos perceber que isso é exatamente o que a mostra do Instituto 3M fez. Mesmo que nem todos os estudantes se tornem cientistas, a capacidade de justificar suas escolhas de projetos já é uma boa razão para que o STEM alcance todos os alunos do sistema público. Agora que a primeira semana de workshop terminou, as equipes trabalharão em estreita colaboração com a USP e os facilitadores. Nós da CTJ Makerspace faremos o nosso melhor para contribuir com todos os projetos e estamos ansiosos para vê-los todos bem sucedidos, criando um maravilhoso efeito cascata.

.

Speed Geeking rules

The Camp challenged us, facilitators, to change our perspectives not only by delivering but also experimenting active engagement and active learning. And there is no better way than giving facilitators and participants opportunities to do just that. We had to pitch, convince, and “sell” our sessions against other great presenters. And so many great sessions there were. As presenters, it was a unique opportunity, since we got to feel how the audience responded to our ideas and troubleshoot our own approach to what we were bringing to the conference, trying to better tap into our audience’s needs. Participants were eager to hear what we had to say and asked questions to better understand if our proposal was feasible and adaptable to their own realities. They could choose only three training sessions, so they were excited, energized and EAGER! The experience really showed us that we can inspire and get inspired by new ways of teaching and learning when we engage people differently. Check what happened in this one-of-a-kind active learning experience.

Design Thinking helps every time

Whenever a multidisciplinary group of committed people sits together in a brainstorming session in a collaborative effort to solve a problem they genuinely care about and use Design Thinking framework, magic happens. Participants were separated into groups representing the five regions (Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte, and Nordeste) and asked to talk about the challenges and not be paralyzed by them. They had to find a need and develop an action plan. Having Renata Duarte from IDEO with us maximized our chances of achieving good results because she helped all the groups with their “How Might We…” question – the basis for starting a human-centered plan towards action. The approach was proven correct by the outstanding projects all the regions presented on the last Day.

Maker-Centered Learning in a STEM Tech Camp

Reading popular media, one might mistakenly think that the benefits of maker-centered learning revolve around science, math, engineering, and technology skills. Thus, maker sessions at a STEM Tech Camp are about fostering the maker mindset to introduce active learning in STEM classes, increase student engagement, and have them succeed in STEM. However, research conducted by the Agency by Design Project (AbD) team suggests that a central promise of maker-centered learning is more than the specific academic knowledge (STEM). Project Zero, home of AbD at Harvard, describes the primary benefit of maker in education as the concept of maker empowerment – a kind of disposition characterized by seeing the world (designed objects and systems) as something you can change. Maker empowerment has also to do with understanding oneself as a resourceful person, eager to gather the “just-in-time” knowledge necessary to repurpose and redesign things through making, creating, and engaging in collaborative projects. Maker-centered learning is a cry for action, community building and strengthening networks, so, having a maker empowerment session at the Camp makes a lot of sense. All people involved need to observe, question, and repurpose the way systems work. In order to succeed, they need a trusted community of cross disciplinary professionals, willing to provide insights and support – and the USP team will help them fully. It does not get more maker than that: community, process and environment to improve the way we teach and learn in Brazil.

Evident relatability & Leveraging what we have

On the third day of the Camp, we were all thrilled to learn about some extraordinary educational programs in Brazil. A group of 2018 Stem Tech Campers were invited to tell their success stories, and the impact on 2019 campers was powerful. Learning from the Alumni of the STEM Tech Camp Brasil 2018 was both inspirational and relatable.

We also enjoyed the business Panels and Interaction (Q&A) with Microsoft, Instituto 3M, IBM, Qualcomm, and Educando by Worldfund. There is so much already going on out there, and we should build on the strengths of others and learn together. See the business panels bellow.

Some finalists of Mostra de C&T 13M showcased their phenomenal projects during STEM Tech Camp. Hearing both youth and teachers advocate for their work was very motivating and highlights the need to have more research and hands-on making in basic education. Students talked about the thrill of purposeful learning and making and how the projects impacted their lives. Youth being their own advocates was a current topic at the NY Maker Faire, as MIT Admissions Officer, Chris Peterson shared MIT’s reasons for adding a maker portfolio as one more way applicants could express their ideas. Candidates have to integrate their making with a story of how, why, and for/with whom you make. I could notice that this is just what Instituto 3M Mostra did. Even if not all students will become scientists, being able to justify their project choices is already a good reason for advancing STEM for all students in the public system.

Now that the first workshop week is over, the teams will work in close collaboration with USP and the facilitators. We from CTJ Makerstpace will do our best to contribute to all projects and are eager to see them all succeed and create a wonderful ripple effect.

clique nas setas para ver o álbum de fotos

makerspace-1

10 Tips to get started in the Maker Movement

By | Food for thought, Formação de Professor, Maker Movement, Makerspaces | No Comments

Makerspaces are ideal places to grasp what happens when learners work directly with manipulative media- clay, scratch, circuitry, legos, movie editing apps, etc. to interact, create and share.

 

About the Maker Movement

The maker movement is hardly something new.  It’s been around in the U.S.  for over a decade now with big resemblances to shop classes, traditional art education, and progressive education. With an important focus on soft skills, such as collaboration, problem-solving, sharing, learning together, experimentation, and iterative processes, the making at the heart of this resurgence in educational settings is unique in many ways.

First, we need to distinguish making from Maker-Centered Learning.  In the book Maker-Centered Learning – Empowering Young People to Shape their Worlds, the writers state that Maker-Centered Learning (MCL) goes beyond acquiring maker abilities (coding, digital illustrating, video making, drilling, fast prototyping, etc.) or discipline-specific knowledge and skills. It’s about building character, gaining creative confidence, knowing how to collaborate with others and being resourceful when confronted with challenges. The resurgence of making in educational settings is about opening a space in school where kids gather to create, invent, tinker, explore & discover. It’s also about having students learn from one another and create visible representations of their learning – be it a stop motion video, an animation or a game with scratch, a 3D print project, a circuit, a rocket, or a sand castle.  MCL provides people with tools and ideas to rethink educational settings. But how to start? How to harness the power of making in my classes? What tools to get? What do teaching and learning look like in these so-called MCL environments?

20170914_142527

Tips to get started in the maker movement

1. Any space can become a makerspace

Do not wait, you have lots to learn and you’d better get started. The easiest way to start making connections to the classroom is to get as many people involved as soon as possible. At Casa Thomas Jefferson, the initial approach was to bring the movement to libraries. Before the dedicated space for making –  CTJ Makerspace was inaugurated, teachers, librarians, students, and the community started experiencing with tinkering and  the idea that a school library is a place for collaboration, active learning, engagement, discovery, and surprise.

  When you start a makerspace in a library you send your community the message that the way people learn has changed, and that the school is learning together. Just find some room for a table and encourage tinkering, play, design and engineering challenges and open-ended exploration. Start with low cost and low tech challenges in a space where people feel welcome, challenged, and eager to learn how to make something of value to themselves or their community.

2. Realize early that it’s about building communities and having a maker mindset

Network, visit other makerspaces, read, share, challenge yourself to learn new abilities and be resilient. Participate in maker workshops and observe closely how the sessions are delivered and learn what teaching and learning feel like in action. Bring makers, enthusiasts, hobbyists, engineers, partners, teachers into a creative space with easy access to manipulative media. Look for partners and together find ways to offer the community a space to connect with ideas, tools, and people to fix, create, hack, and make new things. Most importantly, do it together with people who believe that the educational system needs a radical change and that we can help improve it.

3.  Remember it is about the learning experiences, not just the technology, the tools or the physical space

A makerspace can be anything from a table full of craft supplies to a space with 3D printers, laser cutters, and power tools. However, in time you will become more adventurous and willing to experiment with the possibilities of fast prototyping within educational settings. Put yourself in a position in which you will need to learn from tools, the internet, students,  experts, and community members. Again, visit educational makerspaces to learn about how educational narratives are designed, what people are making, sharing and learning. Worry about which tools and machines to get once you have become more familiar with the concept.

4.  Understand maker-centered educational roots and connections

John Dewey‘s work emphasizes learning by doing.  The philosopher understood knowledge-making as a dynamic process that unfolds as learners are engaged through reflective, iterative interaction with the practical demands and challenges of doing things in the real world. Two educational theories that connect directly to MCL are constructivism and constructionism. Jean Piaget argued that knowledge is constructed via the interaction between the learner’s conceptual schema and their experiences in the world to which these schemata are applied.  At the core of MCL activities there is a strong focus on tinkering and figuring out solutions to challenges, and both processes start with one’s own ideas and the inclination and sensitivity to opportunities to shape these ideas through direct, experiential action.

Seymour Papert, considered by many the father of the resurgence of making in educational settings, holds in his view (Constructionism) that learning happens at it’s best when learners work directly with manipulative media. Lego bricks, clay, coding apps, fast prototyping machines, or even recyclables.  Papert made clear the relationship between constructivism and constructionism, the important emphasis on making tangible projects, and the inclination to sharing what one makes with a wide audience throughout his work.

In a maker-centered classroom, facilitators encourage students to work together to solve challenges and derive inspiration from one another’s work.  Peer learning and the work of Lev Vygotsky, relates heavily to MCL, for he promoted the idea that all learning is social. His concept of proximal development is highly applicable to the variety of peer learning that happens in a maker-centered class. Although peer learning is not a new concept, it is important to note that for MCL, peer learning is crucial either because learners genuinely know a lot, or because the efficient distribution of skill-instruction requires it, especially in case you have a large group who needs to learn a maker ability in order to perform the task and the fastest way to disseminate knowledge is by having students teach one another.

MCL has strong connections with Project-Based Learning (PBL). Both MCL and PBL are interest driven, may use expert knowledge and skills, are frequently collaborative, use learning technologies from paper-and-pencil mind maps to a variety of digital and analog tools, and students are expected to create tangible products that make the learning processes visible.

But the differences are worth noting

  1. MCL might not be as well structured as PBL is. That is, for MCL, the learning experience might start with simply tinkering, opening a toy, or observing a system or product so that the inquiry questions emerge from student’s interactions with materials. MCL brings opportunities to build a maker mindset and build a tinkering attitude towards learning – a playful, failure positive way to approach challenges through direct experience, hands-on engagement, and discovery.
  2. MCL is not a well structured instructional approach as PBL is. PBL has a set of criteria which are often used to frame an entire curriculum. It might be the case with MCL, but for the most part, it weaves in and out of varied learning contexts.

5.  Create a  shared view of what MCL should look like in your school and build a bridge to your curriculum

Perhaps the best way to start implementing ideas into the classrooms informed both by progressive learning theories like John Dewey, Jean Piaget, Seymour Papert, and Lev Vygotsky and educational approaches like peer learning and PBL is to start thinking about the new words and jargon that we are using when we talk about MCL. Project Zero suggests a  symptoms-based approach to point out characteristics that suggest what qualifies as a maker-centered experience but do not strictly define what the essence is or is not. In other words, a MCL experience need not include the full set of characteristics associated with such experience to qualify as one; rather, exhibiting a majority of these characteristics in any configuration suffices. Makerspaces are ideal for asking questions, prototyping ideas and learning by doing. We take inspiration from the book Maker-Centered Learning to attempt at drafting our own definition of  MCL to guide us into designing MCL activities for our institution so that we have a single tool to validate practices, build confidence and competence, and strengthen our internal expertise.

screen-shot-2018-06-05-at-17-44-49

6. Experience inspirational learning communities

7. Explore Apps and Tools for creators

8. Research, implement, reflect, tinker, and improve your practice

9. Belong, make sense, be brave, proactive, and build in yourself creative competence and confidence to make things happen

Read about CTJ Makerspace maker workshops specially designed to connect people,  foster the maker capacities of looking closely at products and systems, exploring complexities and finding opportunities to improve things around us.

10. Be generous and share your learning path.

Mkaer Summit 2018

CTJ Maker Summit 2018 – A Professional Development Experience

By | American Spaces, Formação de Professor, Maker Movement, Sala de Aula, STEAM Activity | No Comments

On the 24th of January, CTJ Makerspace held the first Maker Summit for our American Space educators. OUR ULTIMATE GOAL was for teachers to feel truly inspired and motivated to take risks in adopting a Maker mindset, that is, we wanted teachers to feel motivated to use Maker activities in the classroom, as well as to feel capable of effectively integrating them in their classes so as to boost language practice/production. We wanted the Maker Day to be a memorable collective experience and that teachers felt empowered to innovate in their classrooms and to be the drivers of positive change in our school culture.

The first step toward maker-centered education is to “teach the teachers.” And what better way for teachers to learn than by becoming students for a day? That was the idea behind the 2018 Maker Summit. Equipped with some of the latest technology, teachers had to figure out how to manipulate the likes of virtual reality apps and glasses, Osmo Words kits, stop-motion videos apps, green screening, and Design Thinking. Educators got firsthand experience of the challenges, insecurities, and benefits that their students may have with interactive, exploratory, creative learning.

20180124_143311

After the event, the facilitating team sat together to discuss feedback from the involved teachers. Upon reflection, a series of important conclusions arose, the most important of which are:

  • It is paramount to be prepared to adapt activities in case technical issues occur, and not to let potential failures dismantle the whole project. In short: you always need a plan B!
  • In the mindset most of us were raised in and are accustomed to, it can be easy to think of discovery-driven learning as unclear and lacking in instruction, of noisy classrooms as messy or out-of-control. Therefore, it is important to keep an open mind and come to terms with the fact that learner autonomy in the classroom requires, also, that facilitators have the skills necessary to harness students’ creative energy for learning.

Overall, the 2018 CTJ Maker Summit was a valuable immersion experience for all involved parties and one that should yield fulfilling results in the near future.

See here photos of this great teacher development opportunity.

Written by Paula Cruz

 

 

Glowing firefly- vector illustration

Enriching Teacher XP | Professor Fazedor

By | Competência Digital, English, Formação de Professor, Maker Movement, Makerspaces, Português, Sala de Aula | No Comments

The first makerspace in a binational center in Brazil, CTJ Makerspace, has one main goal: we aim at bringing the library into the 21st century – teaching multiple literacies through print and digital content. With the support of a dedicated staff, we are always more than happy to help teachers use pieces of technology to enrich their lessons. A good example of this practice is how the English teacher Lucia Carneiro learned how to use an image editor (Adobe Illustrator) to create unique learning experiences for her learners.

Our librarian and makerspace supervisor, Soraya Lacerda, helped Lúcia use technology to get creative and design an innovative storytelling session. Students participated in the telling as the teacher projected characters on the ceiling using a flashlight and cutout bugs. Lucia also took to class a template of a firefly, facilitated a session in which students made the bug light up, and recorded their singing the song “Fireflies” (OwlCity) while playing with their creations. As a result, students were very enthusiastic about their production and families realized how creative her lessons are.

EFL Learning | Maker XP 

A Casa Thomas Jefferson é um centro de excelência acadêmica muito comprometido com o treinamento de professores. O CTJ Makerspace é um local onde educadores buscam novas vivências e se aproximam de tecnologias para enriquecer suas práticas de sala de aula. Um bom exemplo disso foi o aprendizado da professora Lúcia Carneiro no makerspace esse semestre. Ela veio ao espaço e com ajuda da bibliotecária e supervisora, Soraya Lacerda, pensou em duas atividades para os seus alunos. Lúcia usou a plotter de corte para criar stencils que, usados com uma lanterna, projetaram imagens no teto. As alunos participaram ativamente de uma contação de história bastante inusitada que trazia vida ao vocabulário estudado. Lúcia também usou o makerspace para criar os templates  que os alunos combinaram com bateria botão e LEDs para construir vagalumes. Ao final da atividade, os alunos cantaram a música “Fireflies” (OwlCity) e gravaram um video que foi encaminhado aos pais. Lúcia, intrinsicamente motivada, aprendeu uma habilidade, adaptou ao seu contexto, encantou seus alunos e compartilhou o seu conhecimento com colegas. Pontos fortes de um DNA maker de profissional do século 21.  

IMG_2567

20170303_153154

Be the Change You Want to See in Educational Settings

By | 21st Century Skills, American Spaces, Competência Digital, English, Formação de Professor, Maker Movement | No Comments

We invite you to consider the following questions:

  • What kinds of challenges will people face in 5 years?
  • What kinds of skills will people need to face these challenges?
  • How do educators and parents who believe in maker-centered learning get prepared to foster an I-can-do-it attitude in young people?
  • How to develop a sensitivity to design and understand learning as experiences that should prepare people for the challenged that will appear before them in the future?

Perhaps the answer to the last question should be:  develop soft skills in ourselves first. In other words, educators should be the first to feel encouraged to notice opportunities to build, tinker, hack, and design learning artifacts and systems in an ever-changing world.

With this premise in mind, we designed and delivered two Librarian Training sessions in 2017. The idea revolved around the fact that we strongly believe people, educators included, need to become sensitive to opportunities to activate their sense of maker empowerment.

On our first meeting, Casa Thomas Jefferson’s Resource Center team was invited to think about what their patrons’ needs and interests are and how to design programs to cater for those needs. Then, the whole Resource Center team revisited what Casa Thomas Jefferson’s mission is and started writing the Resource Center very own mission statement.

For the second meeting, Resource Center staff members came to CTJ Makerspace and got their hands dirty; we revisited the mission they created as a group and learned a new skill – we learned the technical part of using a plotter machine, but we had a purpose in mind: The team learned how to use the machine to make the mission statement visually appealing to everyone who visits our Resource Centers.

All in all, the two sessions worked on a maker skill as a secondary aim, for the most important learning outcome was to build confidence and build a maker mindset. As a result, we have a shared vision as what a dynamic learning center is. Now it’s much easier to plan programs that engage people with ideas and tools to foster learning in the  21st Century.

Building Internal Expertise

14317400_1178065298931806_306156304991541757_n

Developing reading tasks with Lego© & Technology

By | American Spaces, Competência Digital, Formação de Professor, Makerspaces, Narrativas Incríveis, Sala de Aula, STEAM Activity | No Comments

CTJ Makerspace fosters a community of committed teachers, who are eager to learn new technologies to implement in their classrooms. During the first EdTech Hub in the makerspace, teachers were exposed to Stop Motion Studio App that makes creating stop motion videos really easy. The Edtech facilitator, Mariana Sucena, guided teachers into the task of preparing short videos based on pieces of reading from varied levels: Junior, Teens, Flex Flex, or  Top Flex.

In sync with the maker spirit, teachers learned by doing and were really excited about the power of integrated activities: reading, making, and using technology with a clear pedagogical goal in mind. Educators left the session with some feasible and exciting ideas to engage their students. It was a creative and exciting day at CTJ Makerspace. Please, see what some very creative teachers created below.