All Posts By

Soraya Lacerda

MOONLANDIG CELEBRATION :: DR ANNA LEE FISHER VISIT

By | 21st Century Skills, American Spaces, Cultural, English, Eventos, Português, STEAM Activity | No Comments

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA juntou-se a muitos parceiros em todo o mundo para celebrar uma das maiores realizações da humanidade: pousar na Lua, Missão da Apollo 11 que não foi apenas um sucesso para a América, mas para o mundo inteiro. Aqui no Brasil, não foi diferente.

Para celebrar uma data tão importante, a Embaixada Americana e o Espaço Americano Casa Thomas Jefferson tiveram o prazer de receber a primeira mãe americana a ir ao espaço, a Dra Anna Fisher. Um dos objetivos mais importantes do nosso Espaço Americano é promover a educação STEM, e ter a Dra Fisher fez exatamente isso. O programa contou com a presença de professores e alunos de escolas públicas que fazem parte do Programa Access em Brasília, juntamente com alguns de nossos próprios professores, alunos e usuários.

Last week, the U.S. Department of State joined many partners around the world to celebrate one of humanity’s greatest achievements: landing on the moon, for The Apollo 11 Mission was not just a success for America, but for the whole world. Here in Brazil, was not different.

To celebrate such an important date, The American Embassy and the American Space – the Binational Center Casa Thomas Jefferson -, had the pleasure of hosting the first American mother to go to Space – Dr Anna Fisher. One of the most important goals of our American Space is to advance education and promote STEM education, and having Dr Fisher here did exactly that. The program counted with the presence of public school teachers and students that are part of the Access Scholarship Program in Brasilia along with some of our own teachers, students and patrons.

Os participantes tiveram uma grande experiência de aprendizado quando ouviram uma astronauta dizer-lhes em primeira mão sobre sua missão, com um tom muito humano e amigável. Ela adicionou fotos dela beijando seu bebê, pouco antes de sua missão, e outras fotos muito impressionantes que ela tirou do espaço com sua própria câmera. Ela também respondeu muitas perguntas de participantes ávidos e reforçou a necessidade de dedicar tempo a estudos sérios e à busca de carreiras nas áreas de STEM.

Após a palestra, conduzimos uma atividade STEM/Maker aqui no Thomas Maker. Os grupos tiveram que conduzir pesquisas sobre os três principais desafios ao reentrar na atmosfera – desaceleração, como pousar com segurança no oceano e como resistir ao calor da reentrada. A Dra Fisher circulou por todas as mesas onde os grupos estavam trabalhando para contribuir e adicionar informações que eles precisavam para entender melhor os desafios propostos. Ter a chance de aprender com um especialista agregou muito valor à atividade. Para ajudar os participantes a lidar com a carga do idioma, a equipe fez uma cuidadosa curadoria de sites e ideias importantes, incluindo um vídeo muito interessante sobre como criar um escudo térmico DIY.

Participants had a great learning experience as they heard an astronaut tell them first hand about her mission with a very humane and friendly tone. She added pictures of her, kissing her baby child, just before her mission, and some very impressive photos she took from space with her own camera. She also answered many questions from eager participants, and wrapped up by reinforcing the need to devote time to serious studying and pursuing STEM careers.

Following the talk, we delivered  a STEM/Maker activity at Thomas Maker. Groups had to conduct research on the three main challenges when re-entering the atmosphere – deceleration, how to land safely on the ocean, and how to resist the heat. Dr Fisher went to all the tables where the groups were working to contribute and add pieces of information they needed in order to understand better the challenges proposed; having the chance to learn from an expert added a lot of value to the activity. To help participants cope with the language load, the staff made a careful curation of important sites and ideas, including a very interesting video about how to create a DIY heat shield.

Os grupos foram rearranjados para que todos tivessem um componente a ser observado de perto nos desafios propostos e trabalhassem em equipe. Os participantes, então, receberam o desafio de prototipar um módulo de reentrada. Para isso eles receberam um mini-módulo cortado a laser e trabalharam nele para vencer o desafio final: derrubá-lo com um ovo dentro, de uma altura de 5m, para testar seu trabalho.

Como resultado, os participantes tiveram uma melhor compreensão dos desafios enfrentados pelos astronautas, trabalharam em conceitos STEM, praticaram o idioma inglês e se familiarizaram com os procedimentos de design e prototipagem / teste. Além disso, foram também muito motivados para se dedicarem à vida acadêmica.

The groups were rearranged so that all the groups had one component that had observed closely one of the challenges proposed and could work as a team. Participants, then, were given the challenge of prototyping a re-entry module. They got a laser cut module, and worked on it to make it more equipped for the challenge: drop it with an egg inside to test their work.

As a result, participants got a better understanding of the challenges astronauts face, worked on STEM concepts, practiced the English language, and got familiar with design and prototyping/testing procedures. Besides, getting very motivated to devote themselves to their academic lives.

MINHA JORNADA MAKER por Julyana Brasil

By | Agency by Design, Aprendizagem Craitiva, CEM, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Narrativas Incríveis, Português, Project Zero, Sala de Aula, Testemunhos, Thinking Routines | One Comment
Julyana Brasil tem 22 anos e é professora aqui na CTJ.
Ela foi um dos 40 educadores que participaram da
primeira edição da Certificação de Educador Maker,
e conta aqui para nós como foi sua experiência.

“Assim como muitos educadores, eu tenho o sonho de transformar a educação. Tenho o sonho de que o conhecimento seja acessível e prazeroso para todos e que promova um impacto positivo capaz de transformar pessoas e realidades. Sei que é um sonho ambicioso e muitas vezes me sentia desencorajada com o cenário ao meu redor.  Foi então que ouvi sobre o aprendizado centrado no fazer (Maker-Centered Learning) e um pontinha de esperança se reacendeu no meu coração.

Nesse semestre, eu tive o privilégio de participar da Certificação de Educador Maker (CEM) promovida pela Casa Thomas Jefferson. Pude conhecer de perto os conceitos por trás da metodologia maker, como também projetos incríveis que têm mudado realidades mundo afora. Tivemos um curso online intensivo que terminou com um final de semana de imersão aqui no Makerspace da Thomas.

.

Que final de semana! Quantas pessoas de todo Brasil empenhadas em fazer da educação uma experiência significativa e transformadora. Foi inspirador conhecer profissionais que têm de fato colocado a mão na massa. Com essa experiência, percebi que muito mais do que conduzir projetos inovadores, a educação centrada no fazer desperta a curiosidade e a vontade de aprender. É maravilhoso ver o brilho no olhar dos alunos quando eles conseguem construir algo ou quando eles superam algum obstáculo e descobrem tantas coisas novas. É ainda melhor quando vemos que, além de aprenderem a fundo sobre um tema, os alunos são capazes de usar aquele conhecimento para buscar solucionar problemas do cotidiano.

Comigo não foi diferente. Na CEM eu tive a oportunidade de me colocar no lugar dos meus alunos. E como foi bom poder aprender colocando a mão na massa e, além de aprender de forma prazeirosa, poder ver o resultado dos nossos projetos. Ainda mais quando o trabalho final resulta nos rostinhos sorridentes dos nossos alunos.

O desafio era montar uma trilha de aprendizagem maker e aplicá-la em sala de aula. Até aí tudo bem. Pensei em falar sobre instrumentos musicais, pois era o que estávamos aprendendo. Para isso, contei com a ajuda de uma amiga musicista que trouxe vários instrumentos. Ela os apresentou, tocou e permitiu que fossem manuseados pelos alunos. Foi lindo vê-los animados com os sons e perdendo o medo de explorar e de tocar os instrumentos. Trabalhamos o vocabulário relacionado ao som dos instrumentos, às partes do corpo que usamos para tocá-los e às famílias musicais a que eles pertencem. Além de aprender sobre música em inglês, eles estavam desenvolvendo o que o Agency by Design chama de capacidade maker de “olhar de perto” (looking closely).

.

Depois disso, partimos para a parte de “explorar a complexidade” (exploring complexity). E aí é que veio o desafio. Inspirada nas ideias incríveis que vimos no Makerspace, resolvi dar uma de programadora e utilizei a plataforma Scratch para fazer um programa que simulasse o som dos instrumentos. A princípio, eu estava muito receosa, pois nunca havia feito nada do tipo. Se tinha uma pessoa que não entendia nada de programação e linguagem computacional, essa pessoa era eu. No entanto, lançado o desafio e com a ajuda e encorajamento do pessoal do Makerspace, lá fui eu explorar essa plataforma e tentar fazer essa programação. E como é bom quando a gente percebe que nossos medos muitas vezes são infundados ou muito maiores do que a realidade. Foi isso que eu percebi. Descobri que o Scratch é super tranquilo de mexer e que até uma leiga como eu poderia fazer projetos super legais usando linguagem de  programação.

Para completar o desafio, resolvi usar também o Makey Makey. Ele é um hardware que se comunica com o Scratch e faz com que a sua programação ganhe vida. Resumindo, com ele seria possível conectar a programação feita no Scratch à objetos que, quando manuseados pela sua superfície condutora, poderiam emitir sons. Parece complicado né?! Mas para minha surpresa não foi.

.

Os próprios alunos construíram seus instrumentos de papelão. Eles colocaram alumínio em algumas partes (porque o alumínio é condutor) e então o ligaram ao Makey Makey. Em certo ponto da lição, eles mesmos fizeram a programação para que saíssem outros sons e até gravaram algumas informações sobre o instrumento. Tudo em inglês, claro!

Essa foi uma experiência muito desafiadora, mas  extremamente gratificante. Juntamente com os alunos, superei medos e acabei aprendendo muito com isso. Para mim, educação centrada no fazer é sobre isso. É sobre colocar a mão na massa e superar obstáculos. É sobre cooperação, percepção, criatividade e interação. É sobre ser professor e aluno tudo ao mesmo tempo.  Agora, o céu é o limite!”

.

10 Competências Gerais da BNCC na Visão de um Maker

By | Agency by Design, Escolas Públicas, Food for thought, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning | No Comments

O movimento maker já está presente há mais de uma década nos Estados Unidos, com fortes alusões às aulas de artes industriais, artes tradicionais e educação progressiva, porém com foco importante nas soft skills, tais como colaboração, resolução de problemas, compartilhamento, aprendizado conjunto, experimentação e processos iterativos. A ressurgência do “fazer” no cenário da educação prova-se singular em vários sentidos. Aplicar essa abordagem tão nova ao ensino requer pesquisa aprofundada e desenvolvimento de melhores práticas.

Essa ressurgência do “fazer” motivou o Project Zero, um centro de pesquisa na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Harvard, a conduzir um projeto de pesquisa de três anos chamado Agency by Design (AbD). O objetivo era responder às seguintes questões: qual o potencial? O que as pessoas poderiam aprender de forma única? Como se configura o “fazer” em escolas? A pesquisa identificou três capacidades fundamentais intrínsecas do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning) que podem ser ensinadas: observar de perto, explorar a complexidade e identificar oportunidades. Com essas capacidades em mente, e com o objetivo de elevar e dar força ao aprendizado centrado no fazer na sala de aula, o projeto AbD desenvolveu quatro rotinas de pensamento que visam empoderar os alunos para que percebam, redesenhem e reinventem as dimensões do mundo.

De forma similar, a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é estruturada com base no desenvolvimento de competências disposicionais que os alunos devem adquirir ao longo da Educação Básica. Os alunos são motivados a não somente aprender conteúdo, mas a desenvolver as habilidades e as atitudes para utilizar o que aprenderam com o objetivo de resolver desafios. Baixe as 10 Competências Gerais da BNCC na Visão de um Maker aqui.

Fonte: Redesign por TuneEduc, com informações do Porvir.

Se observarmos o conceito  do aprendizado centrado no fazer (em construção, segundo o AbD),  vermos que temos benefícios de aprendizagem primários e secundários. Os benefícios primários para o aluno estão relacionados com o desenvolvimento do protagonismo (tomar a iniciativa de “fazer” coisas que são significativas para si e para sua comunidade) e o desenvolvimento do seu caráter (desenvolver competências e o sentimento de “eu consigo”e construir uma postura de pensamento crítico, percebida como benéfica de maneira transversal). Como benefícios secundários temos o cultivo de competências e habilidades específicas, tanto do próprio fazer, como também dos componentes curriculares trabalhados.

Com base nessa visão conseguimos olhar para as competências gerais da BNCC e traçar seu paralelo com o aprendizado pelo fazer, verificando a estreita relação de ambos.

Texto: Daniela Lyra | Arte: Fabrício Freire

Empoderamento Maker: um Conceito em Construção

By | Agency by Design, Formação de Professor, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Thinking Routines | No Comments
Texto original:
Maker Empowerment : a Concept Under Construction
Project Zero | Agency by Design
Traduzido e adaptado por Daniela Lyra

Agency by Design é uma iniciativa do centro de pesquisa da Escola de Educação de Harvard, o Project Zero, que investiga as promessas, práticas e pedagogias do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning – MCL).  Em 2013, a Agency by Design introduziu o conceito de “empoderamento maker”, como um potencial benefício da abordagem MCL.

Logo no início da pesquisa, educadores e formadores de opinião que participaram do estudo descreveram as vantagens de forma mais ampla do que a mídia mundial sugeria a época – mero estímulo ao conhecimento STEM e incentivo para formação de profissionais que pudessem desenvolver novas tecnologias e pesquisa e desenvolver a economia nacional norte americana. Os pesquisadores descobriram  características únicas associadas às práticas MCL. Entre elas vale destacar o encorajamento a formação de comunidades de aprendizagem, colaboração e conhecimento horizontal entre alunos, professores e o mundo real, mentalidade do-it-together (DIT)  façamos juntos e práticas pedagógicas que vão além das rotinas tradicionais ainda presentes em muitas escolas em pleno século XXI.

Cientes que terminologias para entender e pesquisar a respeito do MCL ainda precisavam  ser definidas, Agency by Design propôs, em 2013, o que chamou de “uma definição em construção” do empoderamento maker:

Uma sensibilidade aguçada para o “design” por trás de objetos e sistemas,
juntamente com a inclinação e desejo de “mexer com” e alterar os objetos
e os sistemas ao seu redor, aliada a uma crescente capacidade de fazê-lo.

Ao analisar a definição proposta percebemos três ideias distintas:

A primeira parte, uma sensibilidade para o “design” por trás de objetos e sistemas, ressalta a importância de simplesmente perceber que muitos objetos, ideias e sistemas (parafusos, liberdade de imprensa, foguetes, cidades, etc. ) foram projetados por seres humanos. São feitos de partes e elementos específicos que, em conjunto, prestam a uma ou várias finalidades. e, portanto, podem ser entendidos e analisados do ponto de vista do seu design.

A segunda parte, juntamente com a inclinação e desejo de “mexer com” e alterar os objetos e os sistemas ao seu redor, acrescenta um novo elemento, um viés ativo, uma inclinação para a ação.  Para ser empoderado, não basta ter a sensibilidade e entender o mundo por uma perspectiva de design, é igualmente importante ter a motivação de “mexer com as coisas” e se sentir impelido, pelo menos de tempos em tempos, a criar  ou ressignificar objetos e sistemas a sua volta (horta escolar, fila do recreio, acessibilidade, etc.). A palavra “inclinação” tem o objetivo de captar o sentido de protagonismo que vem com a tendência de ajustar, reinventar ou criar algo que agregue valor para o indivíduo ou comunidade.

A terceira parte da definição, aliada a uma crescente capacidade de fazê-lo, deixa claro o fato de que propor soluções para desafios reais requer um conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes que dão aos aprendizes não só a capacidade de manusear tecnologias, mas saber aprofundar o conhecimento onde quer que ele esteja para construir significado. Alunos aprendem uns com os outros, com professores, com ferramentas e com pessoas da comunidade. O movimento do fazer celebra o pensar com as mãos. Uma vez imersos no projeto, aprendizes aprendem a buscar os conhecimentos necessários onde quer que estejam. Do ponto de vista pedagógico, ajudar pessoas a desenvolver a capacidade de interagir com o mundo como um maker significa criar espaços nos quais as habilidades podem emergir naturalmente durante a realização do projeto, frequentemente em grupo. Em resumo, o empoderamento maker está intimamente ligado tanto as habilidades de aprender a aprender e a colaborar quanto às habilidades técnicas e os componentes  curriculares.

O desafio de capturar a essência da definição ao traduzir o termo para português é grande. Podemos analisar a definição proposta e nos colocarmos na perspectiva maker. Ou seja, podemos calibrar o nosso olhar para perceber as partes e como se relacionam. Podemos ainda,  explorar as complexidades e buscar conhecimentos para contribuir para o bom entendimento do que MCL representa, quando aplicado de forma reflexiva, construcionista e responsável. Podemos inclusive nos dedicar ao aprimoramento e disseminação de práticas, juntos, para validar a aprendizagem mais colaborativa e criativa para todos.

Traduzido e adaptado para o português respeitando a licença estabelecida no site original
Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

A estrutura do Aprendizado Centrado no Fazer, segundo o Project Zero

By | Agency by Design, Food for thought, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Thinking Routines | 2 Comments

Texto original:
The Framework for Maker-Centered Learning
Project Zero | Agency by Design
Traduzido por Soraya Lacerda

Um dos principais objetivos do aprendizado centrado no fazer (maker-centered learning) é ajudar jovens e adultos a se sentirem empoderados para construir e moldar seus mundos. Adquirir esse empoderamento maker é fortemente apoiado no aprendizado da percepção e do engajamento com a dimensão do ambiente físico e conceitual ao seu redor – em outras palavras, na sensibilidade para o design.

A sensibilidade para o design se desenvolve quando se tem oportunidade para: olhar de perto e refletir sobre o design de objetos e sistemas; explorar a complexidade deste design e entender-se como projetistas de seus mundos. Nesse sentido, a estrutura do Agency by Design descreve três capacidades inter-relacionadas que ajudam os alunos a desenvolver esta sensibilidade: Olhar de Perto, Explorar a Complexidade e Encontrar Oportunidades.

 

Empoderamento Maker:

Uma sensibilidade para a dimensão do design de objetos e sistemas, juntamente com a inclinação e a capacidade de moldar o mundo ao seu redor através da construção, desconstrução, adaptação ou criação.

Sensibilidade para o Design:

Aprender a perceber e engajar-se com o ambiente físico e conceitual, observando e refletindo sobre o design de objetos, sistemas [e problemas], explorando a complexidade deste design e encontrando oportunidades para torná-lo mais eficaz, mais eficiente, mais ético ou mais bonito.

Para cada uma dessas capacidades, há um conjunto de “movimentos” observáveis – ou indicadores – que alunos e educadores podem usar para ajudar a projetar experiências de aprendizado centradas no fazer e para apoiar, observar, documentar e avaliar o aprendizado neste contexto. Eles se aplicam à aprendizagem individual e colaborativa.

Explore as capacidades maker e seus movimentos / indicadores abaixo:

Traduzido para o português respeitando a licença estabelecida no site original
Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

CTJ Makerspace @ STEM Tech Camp Brasil 2019

By | Design Thinking, English, Escolas Públicas, Eventos, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Português, Projetos, STEAM Activity | No Comments

Em fevereiro passado, o CTJ Makerspace foi convidado a participar como parte da equipe de facilitadores / mentores do STEM Tech Camp Brasil 2019, realizado na PoliSUP, em São Paulo. Passamos uma semana compartilhando experiências e conhecimentos com um incrível grupo de educadores, capacitando-os por meio de treinamentos de alfabetização digital e de mídia, bem como sessões sobre o movimento maker e tendências atuais de educação.

O que é um STEM Tech Camp?

Trata-se de uma semana impactante de imersão, parte de um programa de dois anos da Embaixada dos EUA no Brasil, em parceria com o Laboratório de Sistemas Tecnológicos Integrais (LSI-TEC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e o Grupo Mais Unidos. Mas por que isso é importante? A edição brasileira de 2019 foi cuidadosamente planejada e executada para garantir o alcance de sua meta final: estruturar uma rede de multiplicadores formada por educadores, representantes das 27 Secretarias Estaduais de Educação e professores envolvidos com iniciativas escolares inovadoras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). E o momento é oportuno, já que o Brasil está prestes a implementar uma reforma massiva da educação que representa grandes desafios para todos os atores envolvidos. Nesse cenário, o Tech Camp de 2019 é de grande relevância, pois incentiva a colaboração entre pessoas com potencial e liderança para articular e aprimorar ações – já existentes e novas -, visando o avanço do STEM. Veja a lista completa de participantes aqui.

O Camp reúne grandes protagonistas e líderes inspiradores que vivem de acordo com o que pregam. A Dra. Roseli de Deus Lopes da USP com sua palestra sobre o 21st Century Skills faz um chamado à ação. Ela apoiou seu discurso com dados relevantes em um tom perspicaz e motivador. O setor privado foi representado pela IBM, Instituto 3M, Microsoft, Qualcomm e Educando, entre outros. Eles falaram sobre seus programas educacionais e transmitiram uma mensagem incisiva: procure parceiros próximos à sua escola, planeje estratégias, faça contatos, envolva a sociedade privada e a sociedade civil para fazer uma diferença significativa. Ao todo, a equipe organizadora criou o ambiente perfeito para as pessoas se conectarem com idéias e projetos e desenvolverem uma orientação ao espírito do “eu posso fazer”, para desenvolver um senso comum de projetos compartilhados que tenham grande potencial para preparar melhor novas gerações de educadores e estudantes com o foco em um sistema educacional mais significativo e envolvente.

Last February the CTJ Makerspace was invited to participate as part of the facilitators/mentors team of the STEM Tech Camp Brasil 2019, held at PoliSUP, São Paulo. We spent a week sharing experiences and knowledge with an amazing group of educators, empowering them through targeted digital and media literacy training as well as sessions on the maker movement and current education trends.

What’s a STEM Tech Camp?

It is an impactful workshop week, part of a broader two-year program by the U.S. Embassy in Brazil, in close partnership with the Technological Integral Systems Laboratory (LSI-TEC), Polytechnic School of the University of São Paulo (Poli-USP) and the Mais Unidos Group. But why is it important? The 2019 Brazilian edition was carefully planned and executed to make sure it reached its ultimate goal: structure a network of multipliers formed by educators, representatives of the 27 Brazilian State Secretariats of Education and teachers leading important school initiatives in Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM). And the timing is just right, as Brazil is on the verge of implementing a massive education reform that poses great challenges to all players involved. In this scenario, the 2019 Tech Camp is of high relevance because it motivates collaboration among people with the potential and leadership to articulate and improve existing and new actions aimed at advancing STEM. See the full list of Participants here.

The Camp puts together great players and inspirational leaders who live by what they preach. Dr. Roseli de Deus Lopes from USP and her talk about 21st Century Skills is a call for arms. She backed her speech with relevant data in an insightful tone. The private sector was represented by IBM, Instituto 3M, Microsoft, Qualcomm, and Educando among others. They talked about their educational programs and conveyed a loud message: look for partners near your school, strategize, network, involve the private and civil society in order to significantly make a difference. All in all, the organizing team created the perfect environment for people to connect with ideas and projects, and develop an “I-can-do-it” orientation toward developing a sense of common, shared projects that have great potential to better prepare new generations of educators and students toward a more meaningful and engaging educational system.

Speed Geeking dominou a cena

O Camp desafiou a nós, facilitadores, a mudar nossas perspectivas, não apenas ministrando, mas também experimentando o engajamento e o aprendizado ativo. E a melhor maneira experimentarmos esse aprendizado é passarmos por ele. Tivemos que apresentar, convencer e “vender” nossas sessões junto com outros grandes apresentadores. E eram tantas sessões incríveis. Como apresentadoras, foi uma oportunidade única, pois pudemos sentir como o público respondeu às nossas ideias e ajustamos a abordagem do que estávamos trazendo para a conferência, tentando atender melhor as necessidades de nosso público. Os participantes estavam ansiosos para ouvir o que tínhamos a dizer e fizeram perguntas para entender melhor se nossa proposta era viável e ia de encontro a suas próprias realidades. Eles podiam escolher apenas três sessões de treinamento, então, eles estavam animados, energizados e realmente querendo participar! A experiência realmente nos mostrou que podemos inspirar e “nos inspirar” em novas formas de ensinar e aprender, quando envolvemos as pessoas de maneira diferente. Veja aqui o que aconteceu nessa experiência de aprendizado ativa e única.


O Design Thinking sempre ajuda

Sempre que um grupo multidisciplinar de pessoas comprometidas se reúne em uma sessão de brainstorming, num esforço colaborativo para resolver um problema com o qual realmente se preocupam e usam a metodologia do Design Thinking, a mágica acontece. Os participantes foram separados em grupos representando as cinco regiões brasileiras (Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste) e  foram convidados a falar sobre os desafios de suas realidades, e não ficarem paralisados por eles. Eles tiveram que encontrar uma necessidade e desenvolver um plano de ação para atacá-la. Ter a Renata Duarte da IDEO conosco maximizou nossas chances de alcançar bons resultados porque ela ajudou todos os grupos com a pergunta “Como podemos …” – a base para iniciar um plano centrado no ser humano em direção à ação. A abordagem foi comprovada correta pelos projetos incríveis de todas as regiões apresentados no último dia.

Maker-Centered Learning no STEM Tech Camp

Lendo a mídia popular, pode-se erroneamente pensar que os benefícios do aprendizado baseado no fazer (maker-centered learning) giram em torno das habilidades STEM. No entanto, as sessões maker em um STEM Tech Camp são mais sobre fomentar a mentalidade do maker para introduzir o aprendizado ativo nas aulas de STEM, aumentar o engajamento do aluno e fazê-lo ter sucesso nesse campo. Reforçando isso, uma pesquisa conduzida pela equipe do Agency by Design Project (AbD) sugere que uma promessa central de aprendizado baseado no fazer é mais do que o ter o conhecimento acadêmico específico (STEM). O Project Zero, sede da AbD em Harvard, descreve o principal benefício maker na educação como sendo o conceito do “empoderamento maker”: um tipo de disposição caracterizada por ver o mundo (objetos e sistemas projetados) como algo que você pode mudar. O empoderamento maker também tem a ver perceber-se como uma pessoa talentosa, ávido por reunir o conhecimento “just-in-time”, necessário para redirecionar e redesenhar as coisas através da criação, do fazer e do engajamento em projetos colaborativos. O aprendizado baseado no fazer é um grito de ação, construção de comunidade e fortalecimento de redes. Logo, ter uma sessão de empoderamento maker no Camp fez todo sentido. Todas as pessoas envolvidas precisam observar, questionar e redesenhar a maneira como os sistemas funcionam. Para ter sucesso, eles precisam de uma comunidade confiável de profissionais multidisciplinares, dispostos a fornecer insights e apoio – e a equipe da USP os ajudará totalmente nessa jornada. Não se consegue ser mais maker do que isso: comunidade, processo e ambiente combinados para melhorar a maneira como ensinamos e aprendemos no Brasil.

Relatividade evidente & Potencializando o que temos

No terceiro dia do Camp, ficamos todos emocionados ao sermos apresentados a alguns programas educacionais extraordinários no Brasil. Um grupo do STEM Tech Camp 2018 foi convidado para contar suas histórias de sucesso, e isso teve um impacto poderoso nos Campers de 2019. Aprender com os ex-alunos do STEM Tech Camp Brasil 2018 foi inspirador e relatável. Também curtimos os painéis de negócios e interações (Q&A) com Microsoft, Instituto 3M, IBM, Qualcomm e Educando by Worldfund. Há muita coisa acontecendo lá fora, e devemos nos basear nos pontos fortes dos outros e aprender juntos.

Alguns finalistas da Mostra de C&T 13M apresentaram seus projetos fenomenais durante o STEM Tech Camp. Ouvir os jovens e os professores defenderem o seu trabalho foi muito motivador e destaca a necessidade de mais pesquisa e produção prática na educação básica. Os alunos falaram sobre a emoção de aprender e fazer com propósito e como os projetos impactaram suas vidas. Isso nos lembrou que jovens sendo seus próprios porta-vozes foi um tema atual na Faire Maker de NY em 2018. Nela, vimos um talk rápido com o MIT Admissions Officer, Chris Peterson que compartilhou as razões do MIT para adotar um portfólio maker como mais uma maneira os candidatos poderiam expressar suas idéias durante o processo de admissão. Os candidatos devem integrar sua produção com uma história de como, por que e para/com quem você faz. Pudemos perceber que isso é exatamente o que a mostra do Instituto 3M fez. Mesmo que nem todos os estudantes se tornem cientistas, a capacidade de justificar suas escolhas de projetos já é uma boa razão para que o STEM alcance todos os alunos do sistema público. Agora que a primeira semana de workshop terminou, as equipes trabalharão em estreita colaboração com a USP e os facilitadores. Nós da CTJ Makerspace faremos o nosso melhor para contribuir com todos os projetos e estamos ansiosos para vê-los todos bem sucedidos, criando um maravilhoso efeito cascata.

.

Speed Geeking rules

The Camp challenged us, facilitators, to change our perspectives not only by delivering but also experimenting active engagement and active learning. And there is no better way than giving facilitators and participants opportunities to do just that. We had to pitch, convince, and “sell” our sessions against other great presenters. And so many great sessions there were. As presenters, it was a unique opportunity, since we got to feel how the audience responded to our ideas and troubleshoot our own approach to what we were bringing to the conference, trying to better tap into our audience’s needs. Participants were eager to hear what we had to say and asked questions to better understand if our proposal was feasible and adaptable to their own realities. They could choose only three training sessions, so they were excited, energized and EAGER! The experience really showed us that we can inspire and get inspired by new ways of teaching and learning when we engage people differently. Check what happened in this one-of-a-kind active learning experience.

Design Thinking helps every time

Whenever a multidisciplinary group of committed people sits together in a brainstorming session in a collaborative effort to solve a problem they genuinely care about and use Design Thinking framework, magic happens. Participants were separated into groups representing the five regions (Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte, and Nordeste) and asked to talk about the challenges and not be paralyzed by them. They had to find a need and develop an action plan. Having Renata Duarte from IDEO with us maximized our chances of achieving good results because she helped all the groups with their “How Might We…” question – the basis for starting a human-centered plan towards action. The approach was proven correct by the outstanding projects all the regions presented on the last Day.

Maker-Centered Learning in a STEM Tech Camp

Reading popular media, one might mistakenly think that the benefits of maker-centered learning revolve around science, math, engineering, and technology skills. Thus, maker sessions at a STEM Tech Camp are about fostering the maker mindset to introduce active learning in STEM classes, increase student engagement, and have them succeed in STEM. However, research conducted by the Agency by Design Project (AbD) team suggests that a central promise of maker-centered learning is more than the specific academic knowledge (STEM). Project Zero, home of AbD at Harvard, describes the primary benefit of maker in education as the concept of maker empowerment – a kind of disposition characterized by seeing the world (designed objects and systems) as something you can change. Maker empowerment has also to do with understanding oneself as a resourceful person, eager to gather the “just-in-time” knowledge necessary to repurpose and redesign things through making, creating, and engaging in collaborative projects. Maker-centered learning is a cry for action, community building and strengthening networks, so, having a maker empowerment session at the Camp makes a lot of sense. All people involved need to observe, question, and repurpose the way systems work. In order to succeed, they need a trusted community of cross disciplinary professionals, willing to provide insights and support – and the USP team will help them fully. It does not get more maker than that: community, process and environment to improve the way we teach and learn in Brazil.

Evident relatability & Leveraging what we have

On the third day of the Camp, we were all thrilled to learn about some extraordinary educational programs in Brazil. A group of 2018 Stem Tech Campers were invited to tell their success stories, and the impact on 2019 campers was powerful. Learning from the Alumni of the STEM Tech Camp Brasil 2018 was both inspirational and relatable.

We also enjoyed the business Panels and Interaction (Q&A) with Microsoft, Instituto 3M, IBM, Qualcomm, and Educando by Worldfund. There is so much already going on out there, and we should build on the strengths of others and learn together. See the business panels bellow.

Some finalists of Mostra de C&T 13M showcased their phenomenal projects during STEM Tech Camp. Hearing both youth and teachers advocate for their work was very motivating and highlights the need to have more research and hands-on making in basic education. Students talked about the thrill of purposeful learning and making and how the projects impacted their lives. Youth being their own advocates was a current topic at the NY Maker Faire, as MIT Admissions Officer, Chris Peterson shared MIT’s reasons for adding a maker portfolio as one more way applicants could express their ideas. Candidates have to integrate their making with a story of how, why, and for/with whom you make. I could notice that this is just what Instituto 3M Mostra did. Even if not all students will become scientists, being able to justify their project choices is already a good reason for advancing STEM for all students in the public system.

Now that the first workshop week is over, the teams will work in close collaboration with USP and the facilitators. We from CTJ Makerstpace will do our best to contribute to all projects and are eager to see them all succeed and create a wonderful ripple effect.

clique nas setas para ver o álbum de fotos

O Poder das Thinking Routines*

By | Food for thought, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Thinking Routines | No Comments
Publicado originalmente em inglês com o título
"The Power of Thinking Routines"
no Blog de Agency by Design Oakland
Por Alia Ghabra & Nico Chen.
Traduzido por Soraya Lacerda

“Eu achava que o ‘aprendizado centrado no fazer’ [maker-centered learning] era fazer projetos. Agora eu sei que o ‘aprendizado centrado no fazer’ é uma maneira de pensar.”

Professor Fellow [2018-2019] – AGENCY BY DESIGN OAKLAND

Às vezes é difícil dizer exatamente o que nossos alunos estão pensando e o que esse pensamento mostra sobre o entendimento deles, ou como estão dando sentido ao mundo. Ao usar “thinking routines” (rotinas de raciocínio) com nossos alunos, eles podem tornar suas ideias e seu entendimento visíveis para si mesmos, para o outro e para o professor.

O objetivo final do “aprendizado centrado no fazer” (maker-centered learning) é desenvolver o empoderamento maker – a mentalidade do “eu consigo!” ou “eu consigo descobrir isso”. Pesquisadores do Project Zero, da Escola de Graduação em Educação de Harvard, nos dizem que um dos principais ingredientes no empoderamento de um maker é ter uma sensibilidade para o design de objetos e sistemas no mundo. Mas como ensinamos isso? Felizmente, os pesquisadores dividem ainda mais as capacidades que dão suporte ao empoderamento dos makers, que são: olhando de perto, encontrando oportunidades e explorando a complexidade. e encontrando oportunidade.  E thinking routines específicas foram desenvolvidas para apoiar o desenvolvimento de cada uma dessas capacidades.

Em seu livro “Culturally Responsive Teaching & the Brain“, o escritor, educador e defensor da alfabetização Zaretta Hammond escreve: “Construir uma cultura de cuidado que ajude os alunos dependentes a buscar a independência requer o que eu chamo de parceria de aprendizagem.” Praticando essas thinking routines com nossa comunidade de aprendizado, ancoradas dentro e através de áreas de conteúdo, empoderamos o professor e o aluno a entrar em uma parceria de aprendizagem – para pensar profundamente a partir de uma variedade de perspectivas, desenvolver suas curiosidade, empatia e compreensão, não apenas dos sistemas, mas também em suas diferentes camadas. Hammond escreve: “Pense nisso como uma equação: relacionamento + aliança = percepção cognitiva”. Usando essas thinking routines frequentemente, os educadores apóiam os alunos em uma cultura de pensamento, estabelecendo um relacionamento e uma aliança em suas parcerias de aprendizagem que levam a percepções cognitivas.

“As rotinas cognitivas são justiça social”, disse Hammond depois que ela participou do workshop de Tim Bremner, ministrado no Agency by Design de Oakland,  “Como as thinking routines cognitivas são uma ferramenta para o ensino culturalmente responsivo?“. Neste post, você conhecerá as cinco thinking routines do Agency by Design e verá exemplos de como elas estão sendo usadas pelos professores de Oakland, nas aulas de STEAM e de Ciências Humanas. Essas thinking routines podem ser usadas em vários contextos e em níveis diferentes. Quanto mais exposição e prática os alunos tiverem com cada rotina, mais aprofundarão sua sensibilidade ao design e sua capacidade de pensar criticamente.

trs

Pense, sinta, se importe (think, feel, care)

Essa poderosa thinking routine pode ser usada não apenas para explorar a complexidade dos sistemas, mas também as diferentes experiências vividas pelas pessoas. Temos visto como ela pode desenvolver empatia em comunidades de aprendizagem, considerando múltiplas perspectivas ao analisar sistemas ou eventos. Nesta thinking routine, os alunos são convidados a considerar os diferentes pontos de vista de várias pessoas dentro de um sistema, ou dentro de um único evento – como em um novo estudo, ou o estudo de um sistema abrangente.

screenshot2018-12-19at4-36-04pm

Partes, finalidades, complexidades (parts, purposes, complexities)

Essa thinking routine é fundamental para desenvolver não apenas uma sensibilidade ao design dos objetos, mas também aproveitar a curiosidade natural de uma pessoa sobre o como e o porquê de uma criação. Ela permite que os alunos considerem objetos não apenas em sua totalidade, mas também suas partes e seus propósitos. Vimos os alunos usarem essa rotina com objetos físicos (canetas, lápis, computadores antigos, tacos) e até mesmo para observar objetos digitais, como sites ou aplicativos. É uma ótima maneira de introduzir os alunos a uma ferramenta que eles podem começar a usar (uma chave de fenda ou um livro didático) ou algo que eles possam começar a fazer ou construir (uma pipa, um site). Explorar as complexidades e os propósitos dos objetos/sistemas ativa as questões de como e por que algo é construído da maneira como é, e ajuda a capacitar os criadores a considerarem seus próprios designs e criações, a partir de uma perspectiva mais micro e macro.

screenshot2018-12-20at12-16-06pm

Partes, perspectivas, e Eu (parts, perspectives, me)

Nesta thinking routine, pede-se que os alunos não apenas considerem ou entrem em um sistema, mas olhem atentamente a partir de uma perspectiva desse sistema e, então, considerem seu próprio papel. Uma fusão de “pense, senta, se importe com “partes, finalidades e complexidades, esta thinking routine suporta um estudo aprofundado de macro-sistemas e micro-experiências. Ao se aproximar e se afastar dos sistemas, das perspectivas e deles próprios, os alunos podem explorar as complexidades e os efeitos dos vários sistemas neste mundo.

download

Partes, pessoas, interações (parts, people, interactions)

Da mesma forma que as thinking routines já mencionadas, esta ajuda a apoiar o olhar mais atento e o explorar a complexidade. Os alunos são novamente convidados a entrar em um sistema e considerar as partes desse sistema, as pessoas envolvidas nele, bem como suas interações entre si. Viver em uma sociedade individualista muitas vezes pode nos levar a somente considerar nossas próprias perspectivas e focar apenas em como nós, como indivíduos, somos impactados por um sistema. Essa rotina de pensamento ajuda a expandir as mentes dos alunos para ver que há muitos atores dentro dos sistemas, alguns que têm interesses conflitantes, alguns que se beneficiam e outros que não. Como a rotina “pensar, sentir, se importar”, essa pode ser uma forma poderosa de desenvolver a empatia em relação a diferentes perspectivas e experiências.

screenshot2018-12-20at9-33-48am

Imagine se… (imagine if…)

Por último, mas não menos importante, temos uma thinking routine divertida e lúdica que apoia a capacidade de encontrar oportunidades. Durante essa thinking routine, os alunos são convidados a considerar o design de objetos ou sistemas e a reprojetá-los (através da imaginação) para serem mais eficazes, eficientes, éticos e belos. É totalmente aberto para o design, para que os alunos sintam e experimentem as possibilidades de suas imaginações mais loucas. Agora, os alunos não são apenas observadores dos sistemas, mas empoderados para serem criadores, imaginando como eles mudariam e projetariam os objetos e sistemas em seus mundos.

screenshot2018-12-20at12-06-47pm


* Resultado de um estudo do Project Zero de Harvard sobre aprendizagem baseada no fazer (maker-centered learning), as thinking routines são estruturas simples que buscam ativar o pensamento criativo e colaborativo de nossos alunos de forma a motivá-los a observar mais atenciosamente, organizar melhor suas ideias, racionalizar cuidadosamente e refletir em como ele podem achar oportunidades para mudar o mundo a sua volta. São ferramentas poderosas para prepararmos cidadãos realmente pensadores e fazedores.

10 Dicas para iniciar no Movimento Maker

By | Food for thought, Maker Movement, Makerspaces | No Comments

Makerspaces são lugares ideais para entender o que acontece quando alunos trabalham diretamente com a chamada “mídia manipulativa” – argila, Scratch, circuitos, Legos™, aplicativos de edição de filmes, etc. – para interagir, criar e compartilhar.

 

Sobre o Movimento do Fazer

O movimento do fazer (maker movement) dificilmente pode ser considerado algo novo. Está presente nos EUA há mais de uma década, com grandes semelhanças com aulas de workshops, educação artística tradicional e educação progressista. O “fazer” no cerne desse ressurgimento em ambientes educacionais, entretanto, é único em muitos aspectos, com seu foco importante em soft skills, como colaboração, solução de problemas, compartilhamento, aprendizado em conjunto, experimentação e processos iterativos.

No livro Maker-Centered Learning – Empowering Young People to Shape their Worlds, os autores afirmam que o Maker-Centered Learning (MCL) vai além de adquirir habilidades de fazedor (programação, ilustração digital, criação de vídeo, prototipagem rápida, etc.) ou de conhecimentos e habilidades específicos de uma disciplina. Trata-se de construir caráter, ganhar confiança criativa, saber colaborar com os outros e ser engenhoso quando confrontado com desafios. O ressurgimento do “fazer” em ambientes educacionais tem a ver com a abertura de um espaço na escola onde os alunos se reúnem para criar, inventar, mexer, explorar e descobrir. É também sobre tê-los aprendendo uns com os outros e criando representações visíveis de seu aprendizado – seja um vídeo em stop motion, uma animação ou um jogo feito em Scratch, um projeto de impressão em 3D, um circuito, um foguete ou um castelo de areia. O MCL oferece às pessoas ferramentas e ideias para repensar as configurações educacionais. Mas como começar? Como aproveitar o poder do “fazer” nas minhas aulas? Que ferramentas devo ter? Como é o ensino e a aprendizagem nesses chamados ambientes de MCL?

20170914_142527

Dicas para dar o primeiro passo

1. Qualquer espaço pode se tornar um makerspace

Não espere, você tem muito a aprender e é melhor você começar imediatamente. A maneira mais fácil de começar a fazer conexões com a sala de aula é envolver o maior número de pessoas o mais rápido possível. Na Casa Thomas Jefferson, a abordagem inicial foi levar o movimento para as bibliotecas. Antes da inauguração do espaço dedicado à produção – CTJ Makerspace -, professores, bibliotecários, estudantes e a comunidade começaram a experimentar com a idéia de que uma biblioteca escolar é um local de colaboração, aprendizado ativo, engajamento, descoberta e surpresa.

Quando você cria um makerspace numa biblioteca, você envia à sua comunidade a mensagem de que o modo como as pessoas aprendem mudou e que a escola está aprendendo junto. Basta encontrar algum espaço para colocar uma mesa e incentivar os desafios de brincar, investigar, projetar, desenhar e explorar abertamente. Comece com desafios de baixo custo e baixa tecnologia em um espaço onde as pessoas se sintam bem-vindas, desafiadas e ansiosas para aprender como fazer algo de valor para si ou para sua comunidade.

2. Chegue logo à conclusão de que o importante é construir comunidades e ter um modelo mental Maker

Faça contatos, visite outros fazedores, leia, compartilhe, desafie-se para aprender novas habilidades e seja resiliente. Participe de oficinas maker, observe de perto como as sessões são ministradas e aprenda como o ensino e a aprendizagem realmente acontecem nesse modelo. Traga criadores, entusiastas, engenheiros, parceiros e professores para um espaço criativo com fácil acesso a medias manipuláveis. Procure parceiros e, juntos, encontrem maneiras de oferecer à comunidade um espaço para se conectar com ideias, ferramentas e pessoas para corrigir, criar, hackear e fazer coisas novas. Mais importante ainda, faça isso junto com pessoas que acreditem que o sistema educacional precisa de uma mudança radical e que podemos ajudar a melhorá-lo.

3.  Lembre-se que o mais importante é a experiência de aprendizado e não somente a tecnologia, as ferramentas ou o espaço físico

Um makerspace pode ser qualquer coisa, desde uma mesa cheia de suprimentos de artesanato até um espaço com impressoras 3D, cortadoras a laser e ferramentas elétricas. No entanto, com o tempo você se tornará mais aventureiro e disposto a experimentar as possibilidades de prototipagem rápida dentro de ambientes educacionais. Coloque-se em uma posição na qual você precisará aprender com essas ferramentas. Mais uma vez, visite makerspaces educacionais para aprender como as narrativas educacionais são projetadas, e o que as pessoas estão fazendo, compartilhando e aprendendo. Preocupe-se com quais ferramentas e máquinas obter somente quando você já estiver familiarizado com o conceito.

4.  Compreenda as raízes e conexões educacionais centradas no fazer

O trabalho de John Dewey enfatiza o aprendizado por meio do fazer. O filósofo entendia a produção de conhecimento como um processo dinâmico que se desdobra à medida que os aprendizes se engajam por meio da interação reflexiva. O processo, segundo o filósofo, devia ser de ordem iterativa e envolver desafios práticos com aplicabilidade no mundo real. Duas teorias educacionais se conectam diretamente ao MCL – o construtivismo e o construcionismo. Jean Piaget argumentou que o conhecimento é construído através da interação entre o esquema conceitual do aprendiz e suas experiências no mundo ao qual esses esquemas são aplicados. No cerne das atividades do MCL, há um forte foco em consertar e descobrir soluções para os desafios, e ambos os processos começam com as próprias idéias e a inclinação e sensibilidade às oportunidades para moldar essas ideias por meio da ação direta e experimental.

Seymour Papert, considerado por muitos o pai do ressurgimento do fazer em ambientes educacionais, sustenta, na sua opinião (construcionismo), que o aprendizado acontece melhor quando os aprendizes trabalham diretamente com  ‘mídia manipulável’. Lego, argila, aplicativos de codificação, máquinas de prototipagem rápida ou até mesmo recicláveis. Papert deixou clara a relação entre construtivismo e construcionismo, a ênfase importante em fazer projetos tangíveis e a inclinação para compartilhar o que se faz com um público amplo ao longo de seu trabalho.

Em uma sala de aula centrada no fazer, os facilitadores incentivam os alunos a trabalhar juntos para resolver desafios e inspirar-se no trabalho uns dos outros. A aprendizagem entre pares e o trabalho de Lev Vygotsky relacionam-se fortemente com o MCL, pois ele promoveu a ideia de que todo aprendizado é social. Seu conceito de desenvolvimento por proximidade é altamente aplicável à variedade de aprendizagem entre pares que acontece em uma aula centrada no fazer. Embora a aprendizagem entre pares não seja um conceito novo, é importante notar que para o MCL, a aprendizagem entre pares é crucial, porque os alunos realmente sabem muito, ou porque a distribuição eficiente de instrução de habilidades requer isso, especialmente no caso de se ter um grande grupo que precisa aprender uma habilidade maker para realizar a tarefa. E a maneira mais rápida de disseminar o conhecimento é fazer com que os alunos ensinem uns aos outros.

O MCL possui fortes conexões com o Aprendizado Baseado em Projetos (PBL). Tanto o MCL quanto o PBL são orientados por interesses, podem usar conhecimentos e habilidades especializados e estimulam colaboração e iteração com frequência. Ambos também usam tecnologias de aprendizado diversas  (de lápis e papel para uma variedade de ferramentas digitais e analógicas) e em ambos, espera-se que os alunos criem produtos tangíveis que tornam os processos de aprendizagem visíveis.

Mas vale apontar as diferenças

  1. PBL é  uma pedagogia bem estruturada com parâmetros curriculares específicos. O MCL pode não ser tão bem estruturado quanto o PBL. Ou seja, para a MCL, a experiência de aprendizado pode começar simplesmente com  a abertura de um brinquedo ou a observação de um sistema ou produto, de modo que as questões de investigação surjam das interações do aluno com os materiais.
  2. O MCL não é uma abordagem instrucional bem estruturada como a PBL é. O PBL tem um conjunto de critérios que são frequentemente usados para enquadrar todo o currículo. Pode ser o caso do MCL, mas na maior parte, navega entre contextos variados de aprendizagem.

5.  Crie uma visão compartilhada do que deve ser o MCL em sua escola e construa uma ponte para seu currículo

Talvez a melhor maneira de começar a implementar ideias nas salas de aula informadas, tanto por teorias de aprendizado progressivas (John Dewey, Jean Piaget, Seymour Papert e Lev Vygotsky) quanto por abordagens educacionais como aprendizagem entre pares e PBL, é começar a pensar sobre as novas palavras e jargões que usamos quando falamos de MCL. O Projeto Zero sugere uma abordagem baseada em sintomas, para apontar características que sugerem o que se qualifica como uma experiência centrada no fazedor, mas que não definem estritamente o que a essência é ou não é. Em outras palavras, uma experiência de MCL não precisa incluir o conjunto completo de características associadas a essa experiência para se qualificar como uma; em vez disso, exibir a maioria dessas características em qualquer configuração é suficiente. Makerspaces são ideais para fazer perguntas, ideias de protótipos e aprender fazendo. Inspiramo-nos no livro Maker-Centered Learning para tentar esboçar nossa própria definição de MCL para nos orientar na criação de atividades de MCL para nossa instituição, de modo que tenhamos uma única ferramenta para validar práticas, criar confiança e competência e fortalecer nossa expertise interna.

screen-shot-2018-06-05-at-17-44-49

6. Participe de comunidades inspiradoras de aprendizagem

7. Explore Apps e ferramentas para criadores

8. Pesquise, implemente, reflita, modifique e melhore sua prática

9. Pertença, faça sentido, seja corajoso, proativo e construa em si mesmo competência criativa e confiança para fazer as coisas acontecerem

Leia sobre as oficinas Maker do CTJ Makerspace, especialmente projetadas para conectar pessoas, fomentar as capacidades dos fabricantes de olhar atentamente para produtos e sistemas, explorar complexidades e encontrar oportunidades para melhorar as coisas ao nosso redor.

10. Seja generoso e compartilhe sua trilha de aprendizado.

Thanksgiving Wings

By | Cultural, Narrativas Incríveis, STEAM Activity | No Comments

Texto por Larissa Victório e Naya Cunha

Fotos CTJ Makerspace

What are you thankful for? Essa foi a pergunta que nós do CTJ Makerspace resolvemos fazer para nossos usuários durante a semana que antecedeu o Thanksgiving.

Para exibir as respostas e ao mesmo tempo gerar engajamento, fizemos um par de asas estilizadas para a celebração do Dia de Ação de Graças e o penduramos no corredor de entrada do Makerspace. Disponibilizamos penas de papel onde as crianças puderam escrever suas mensagens de gratidão e colar na asa.

img_1218

A inspiração veio das artes do Beco do Batman em São Paulo, lugar onde grafiteiros se tornam famosos por suas artes urbanas estampadas nas paredes do lugar. “Demos asas” ao espírito de Thanksgiving e motivamos a todos a refletir sobre os motivos para agradecer.

img_1246img_1239img_1249

img_1241

.

.

.

.

.

.

.

.

A estrutura das asas ficou linda e foi cortada em papelão duplo usando a laser cutter no Makerspace, mas poderia muito bem ter sido cortada à mão. Sua estrutura foi composta de camadas sobrepostas para dar volume e pintada de rosa com tinta spray. As penas foram cortadas em papel A4 colorido na plotter de corte. O material  de baixo custo e de fácil aquisição, pode ser utilizado em diferentes projetos.

img_1224

Embora as asas ficassem no corredor, os professores foram muito importantes na divulgação. Eles levaram suas turmas para participar da ação, provocando a reflexão sobre o tema e permitindo o alinhamento com diferentes conteúdo programáticos. Depois de escreverem seus votos de agradecimento, os participantes podiam tirar fotos com as asas ao fundo, podendo postá-las com as hashtag’s #makergonnathank #thanksformaking e @ctjmakerspace.

img_1216

Muito sucesso, porém poucas fotos nas Hashtags! Todos gostaram muito do projeto, e tiraram fotos em seus aparelhos, porém as pessoas não as marcaram nas hashtags. Mesmo assim, para nós do Makerspace foi divertido e inspirador ler as mensagens coladas e ao mesmo tempo motivador. Muitos alunos escreveram o quanto gostam de estar e estudar na Thomas e fazer parte do nosso universo CTJMakerspace.

 img_1259

[MAKER FAIRE NYC 2018] How a Maker Faire can boost your Makerspace

By | Food for thought, Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Makerspaces | No Comments

The first visit to Maker Faire NY, if you are a makerspace supervisor can be quite overwhelming. Trust me OVERWHELMING INDEED. Everything strikes your attention and becomes a must-have. In time, your heartbeat becomes normal again and you can start to focus again. Hopefully, you will be able to keep focused and make the most strategic decisions for your space. MFNY’18 offered a world of options, activities and special experiential workshops. So, here we listed a few suggestions to help you rise to the challenge.

20180922_130042

Have a Plan

Set your main areas of interest and focus on them, but ALWAYS keep your community in mind. What worked well for us this weekend was checking the innovative fast prototyping machines (3D, CNC, and laser). Visiting the Solidworks booth we learned about their new app for kids and how to set a classroom environment.

Get inspired by the drop-in stations

We are often involved in delivering maker activities to large groups at the entrance level. Make sure you take a lot of photos, get your hands dirty, and talk to organizers to learn from them the subtle tricks to make the experience just right for your audience. These stations are simple but can add value to your library activities or even more complex practices.


Think carefully about what you will take home

Buying maker kits at the fair is a unique opportunity. There is a great variety and very often the prices are inviting. That is precisely why you should think of how you will use the kits. Consider using them in stations/groups that help students better understand a concept and make sure you get kits that are both reliable and robust.

See other blogposts about our trip to the Maker Faire NY 2018 here.

Check our photo album too.

[MAKER FAIRE NYC 2018] Make Education Forum – Highlights

By | Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Makerspaces, Testemunhos | No Comments

download

If you are at home eager to have an overview of everything that happened at the Make Education Forum, this post is for you. The Forum aimed at spreading the word that one  important outcome for maker education is helping more students find meaningful, productive work. At this year’s Education Forum at World Maker Faire NY, a great lineup of speakers  look at how maker educators can help students navigate the future of work–a future that focuses on curiosity and innovation.Speakers and panelists provided insight into how hands-on learning experiences  develop future-forward skills and mindset.

Innovating the School Experience

Sarah Boisvert with Fab Lab Hub operates 2 Fab Labs in Santa Fe, NM and has developed Digital Badges for operators and service techs. Her work mapping what skills are needed for today’s operators and technicians point to the  realisation that 95% of the manufacturers said they are looking for people with problem-solving skills. All the work All work is documented online and accessible to those willing to master important skills for the jobs of the future.

The New Collar Workforce

At the heart of making is the belief that we have the chance to tackle the problems we are passionate about. Carlos Moreno, Co-Executive Director of Big Picture Learning, is unapologetically passionate about promoting equality. He supports schools and educational leaders who are creating high-quality, non-traditional schools.

Fostering Maker Empowerment and a Sensitivity to Design

Senior Research Manager Andrea Sachdeva from the Agency by Design (AbD) research initiative at Project Zero (Harvard Graduate School of Education) took us beyond thinking of making as a skill to be applied. She shared some relevant frameworks to help educators think of  making as an educational approach to design and instruct maker activities across the curriculum. She brought along examples far from the technical skills and offered a fresh look to making. The Project’s site is undergoing massive changes soon.

What School Makerspaces Can Learn From Co-Working Spaces

Azadeh Jamalian, the former head of Education Strategy at littleBits, is the founder of the world’s first incubator + invention hub for kids.  She got Inspired by new working environments and a their flat hierarchy to think of ways schools can promote new social + invention hub for kids to do what they dream.

Makerspaces in the Workspace

Aaron Cunningham, the global makerspace lead at Google, Leads a team of over 250 volunteers. They focus  on Google engagement and growth at over 50 makerspaces in Google offices around the world. Google encourages making as a means of driving innovation across Google. In the beginning, people would come to a google makerspace to code. Then, 3d printers were introduced to prototype products.  3d printers started to collect dust and the office understood that what makes the place are the people in them. Aaron shared his personal story – he does not have a college degree but by volunteering and working together with other makers at  a makerspaces developed in him the skills that landed him a job at Google. Aaron urged educators and people to encounter the maker movement. “…We should not worry about certificates. We need dispositions to make things happen at google.”

Connecting Students and Seniors for Real-World Problem Solving

Niti Parikh shared the process and findings from a pilot workshop offered in Spring 2018 where 6 senior community members were paired up with 6 Cornell Tech graduate students. The methodology used is fascinating and the results were interesting.

Inspiring Makers, Dreamers and Entrepreneurs

Michael Holmstrom introduced us to STEM Punks and inspires a new generation of creative and innovative thinkers. Their  eLearning programs have been developed to enable online learning of our Innovation Programs.

Solving Hard Problems in Challenging Situations

Brad Halsey of Building Momentum in Arlington, VA has applied his diverse maker skills in maker training for the Marines as well as deployments in disaster relief. Brad is a motivated scientist who thrives at leading others to develop and use technology to rapidly solve critical problems, especially in challenging, austere, and combat environments. He advocates for Problem solving being used as a tool and says that all one need to find solutions is confidence and permission. He challenged educators to throw a real challenge at the school community and he would help youth build the confidence and competence needed  to make changes.

See more blogposts about our trip to the Maker Faire NY 2018 here.

Check our photo album too.

.

 

[MAKER FAIRE NYC 2018] Here we go!

By | Maker Faire NY 2018, Maker Movement, Makerspaces, Testemunhos | No Comments

Logo_Maker_Faire

Este ano, o time do CTJ Makerspace participará pela segunda vez de uma das maiores feiras Maker do mundo, a Maker Faire NY.

Maker Faire NY é uma celebração de invenção, criatividade e curiosidade com o objetivo de exibir o melhor do Movimento Maker global.

Passaremos 2 dias inteiros visitando mais de 600 projetos, escolhendo dentre 26 workshops e de olhos grudados em 8 palcos, tudo com conectado com o “fazer”, focado no bem-estar social, na saúde, na tecnologia, na eletrônica, na impressão e fabricação 3D, na produção de alimentos, na robótica, na arte e muito mais!

Na véspera do evento participaremos também do Maker Education Forum, com uma programação desenhada especificamente para educadores maker de forma a promover a discussão e reflexão sobre como experiências de aprendizado ativas e mão na massa podem ajudar a desenvolver habilidades e mentalidade para o profissional do futuro. 

E vamos compartilhar com vocês, tudo o que nos encantar por lá. Fique ligado nos posts que vamos fazer aqui, no álbum do fotos e no nosso Instagram, assim você não perde nada.

mf_newyork_seeusthere_450

BIGBITS_Circuit boards_Handbook

BigBits : a low cost – with high impact – circuitry activity

By | English, Maker Movement, Makerspaces | One Comment

Everywhere makers go, we hear that we don’t need fancy or high tech materials to take our maker space to the next level. And it is true, indeed!

Last August, I was one of many maker enthusiasts, from all over the world, that took the “The Tinkering Fundamentals” course, offered by The Exploratorium Team at Coursera E-Learning platform.

A three weeks course, “The Tinkering Fundamentals” aimed to help educators and enthusiasts to learn how to develop a practice of tinkering and making. This course was designed as a hands-on workshop, where we handled making and tinkering activities aided by video content, activity guides, background reading, forum discussions, and instructor`s guidance.

With a very clear and straight to the point content, especially for those who are taking their first steps into the maker movement, the Exploratorium Team guided us on how to conduct making and tinkering activities without handing to the kids the whole treasure map, motivating them to think, discover and solve problems by way of trying, failing, trying again and finally nailing it.

Each week we had to do an activity aligned with the content dealt with. I was happy to see that most of them were no news to our maker team at Casa Thomas Jefferson, and some were even already posted here as inspiration like the ones in the posts: “How to Make a Doodler”, “How to Make Your First Robot”, “How to Make a LED Powered Card” and “How to Make Your First Wearable Circuit“, just to name a few.

The activity of the Week Two though was a refreshing surprise: The Circuit Boards – what we right away nicknamed as BigBits (a clear reference to its ‘cousin’, the ©LittleBits). BigBits, as we call them now, are real electrical parts mounted on sturdy wood blocks designed for anyone (at almost any age) to start creating electrical connections between everyday objects like batteries, bulbs, buzzers, switches, and other electrical components, using alligator clips. They are very similar to the LittleBits, but with a difference: they are low cost since you can make them from scratch with used toys and electric parts, or very inexpensive components.

We put together a basic set here at Casa Thomas Jefferson and it made a surprisingly humongous success! We never imagined they would cause such engagement and curiosity. Even parents couldn’t resist the urge to start playing around.  It is great to see how they figure the connections out without minimum orientation, and how participants solve the problems of multiple connections easily by working together.

We leave the set available on a table, and they are free to play with it whenever they want. We also use it as a drop-in station whenever we throw a Mobile Maker Showcase at our outposts or external events. In either case, it is a buzz maker!

To make a BigBits set is easy and it only requires some basic DIYer skills like drilling, hammering and handling the soldering iron and the hot glue gun. The detailed instructions on how to make the circuits are available at The Exploratorium website.

The wood blocks can come from scrap pieces of wood that you can easily negotiate at any wood workshop (I did and it cost me nothing!), and here are a few basic components you might find at any local electronic store – except for the hand crank generator (sold at Amazon) and those knife switchers (easily replaced by any regular ones). Check the materials and the tools you need here.

We also used some parts from old toys – from a campaign we made – like DC motors, servo motors, switches, lamps, engines and so on… Here are some images from our set in action.

So… what are you waiting for?! Roll up your sleeves and make a BigBits set for your maker space. One thing I guarantee: you won’t regret it and the kids will have loads of fun! ;-)

USEFUL LINKS:
Exploratorium Activites Ideas
http://exploratorium.edu/explore/activities
http://www.exploratorium.edu/snacks/

Exploratorium Courses at Coursera
https://www.coursera.org/exploratorium

Circuit Boards “BigBits”  Handbook
http://tinkering.exploratorium.edu/sites/default/files/Instructions/circuit_boards.pdf

Electrical Components Stores (Online)
http://mecaloja.com/
http://www.labdegaragem.org/
http://www.vinitronica.com.br/
http://www.huinfinito.com.br/
http://www.filipeflop.com/
https://multilogica-shop.com/