Monthly Archives

dezembro 2019

Mkaer Summit 2018

Quatro dicas para criar atividades que estimulam a colaboração

By | Food for thought, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Português, Project Zero, Sala de Aula | No Comments

1. Fale explicitamente sobre colaboração

As oficinas e aulas no nosso makerspace, quase sempre, envolvem um projeto.  No entanto, o projeto final informa sobre o que foi feito e não necessariamente o processo cognitivo e emocional pelo qual os membros do grupo passaram. Usamos com frequência os protocolos da Escola de Educação de Harvard para incentivar as atitudes que consideramos importantes dentro da sala de aula: olhar investigador, curiosidade, resiliência e colaboração.  O Capítulo 8 do livro Visible Learners, fala sobre como as capacidades dos alunos para aprender em grupos podem ser incentivadas através da “conscientização de fatores que promovem o sucesso do trabalho em grupo”.  Ao final da sessão, facilitadores podem fazer algumas perguntas simples para tornar comum a discussão sobre o processo do fazer:

  1. O que estamos percebendo (professores e alunos) sobre como interagimos nos nossos grupos?
  2. Quais são os sinais de interação positiva em pequenos grupos?
  3. Quem visita nossa sala de aula pode perceber quem somos e no que acreditamos?

 

2. Proponha atividades que os alunos de fato precisem um dos outros.

Muitas vezes os alunos não colaboram porque a atividade não é ideal para o objetivo a ser alcançado. Não fica claro seu propósito. Ao desenhar uma atividade, podemos concentrar em algumas perguntas básicas para medir o quanto de colaboração a atividade realmente necessita.  Um trecho do livro Visible Learners, resume algumas ideias importantes:

  1. A atividade possui vários pontos de entrada? Alunos podem começar a atividade de diversas maneiras, cada um no seu nível de conhecimento?
  2. Os alunos precisam um do outro para realizar a tarefa?
  3. Essa tarefa pode promover neste grupo um senso de propósito para alcançar o objetivo final?
  4. Essa tarefa pode levar a um projeto que venha a contribuir para a comunidade (interna ou externa)?

 

3. Modele muito mais do que fórmulas

Nós professores estamos familiarizados com as noções de modelagem. Modelamos o uso de um pronome ou uma fórmula matemática no quadro. Infelizmente, desta maneira, simplesmente mantemos viva a cultura “agora observe que mostrarei a você”. Para vencer paradigmas e ressignificar a maneira que ensinamos, precisamos ressignificar também a maneira que aprendemos, e modelar como somos enquanto aprendizes. O Project Zero compartilha com educadores protocolos para fazer o nosso pensamento perceptível:  ME, YOU, SPACE, TIME: “MYST”

  • Eu [ME]: Como faço para tornar meu próprio pensamento visível?
  • Você [YOU]: Como faço para que o pensamento dos meus alunos se torne visível?
  • Espaço [SPACE]: Como o espaço na sala de aula é organizado de forma a ajudar a facilitar o pensamento?
  • Tempo [TIME]: Como dou tempo para pensar? Como o pensamento se desenvolve ao longo do tempo?

 

4. Trabalhe a capacidade de dar e receber feedbacks

A “Escada de Feedback” é um protocolo ou estrutura que estabelece uma cultura de confiança e suporte para sequenciar o feedback em uma ordem que é construtiva.  Identificamos algumas razões pela qual dar feedback pode aumentar a capacidade de colaborar:

  1. Alunos se percebem detentores de conhecimento, o que pode ser útil para o grupo;
  2. Cria a necessidade de ouvir e dialogar pacientemente sobre o projeto com um real propósito de melhorá-lo;
  3. Dá a oportunidade de esclarecer dúvidas e revisitar conceitos.