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março 2019

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STEM Tech Camp Brasil 2019 Developments

By | 21st Century Skills, English, Escolas Públicas, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, Problem Solving, Projetos | No Comments

STEM Tech Camp Brasil 2019 was a powerful experience, and you can read about what CTJ Makerspace staff members consider some of the highlights here. On this post, we share some of the developments that took place after the amazing week we spent at USP learning about tools and techniques to help us solve some of our biggest regional challenges.

The first meeting took place in CTJ Makerspace on February 21st. Among the participants, there were all STEM Tech Campers from the federal district – Maria Zilma (CEMI-GAMA), Fernando Wirthmann (Secretaria of Education-DIEM), and André Luiz de Brito Alves ( IFB-Ceilândia). They brought along other members of the Secretarias of Education and top Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM) teachers from across the district.

The second meeting took place on March 11th at CTJ Makerspace again, and the group revisited their challenge – Advance STEM education in the federal district by creating a series of public education -, and came up with a very solid plan for 2019.

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By April 22nd, we will have two online meetings to inspire and equip the multipliers. The DF team will take advantage of the ecosystem created and invite the following STEM Tech Camp facilitators:

  • Gustavo Pugliese – to talk about STEM education
  • Edson (Instituto Federal SP) - to talk about how he engages his students in sound STEM projects.

Following these two online training initiative, there will be two face to face meeting for the trainers. CTJ Makerspace will demonstrate instructional design best practices on April 15th. And, on April 22nd, we will meet to detail the teacher education course for 50 stellar public school teachers.

The target audience for the training course these multipliers will put together are public teachers who already work with STEM projects in model institutions that are already advancing in the transition to the new educational policy – BNCC. The group’s idea is to work with 50 teachers, have them write a STEM project plan, carry out the activities with students, validade practices, and share the results with other educators by making the documentation available in an CC platform.

Among the benefits of being in these network, we could mention the possibility of getting high quality instructional design training, discussing with experts the best practices and projects to work with students, and becoming part of CTJ Makerspace mentoring program. Teachers will have opportunity to learn with CTJ maker education experts the skills needed to implement their ideas in class. Among our team we have designers, engineers, developers, programmers, and educators who are all very excited to collaborate and help teachers carry out impactful projects with their students, document, and share.

CTJ Makerspace no STEM Tech Camp Brasil 2019

By | Design Thinking, Escolas Públicas, Eventos, Formação de Professor, Maker-Centered Learning, STEAM Activity | No Comments

Em fevereiro passado, o CTJ Makerspace foi convidado a participar como parte da equipe de facilitadores / mentores do STEM Tech Camp Brasil 2019, realizado na PoliSUP, em São Paulo. Passamos uma semana compartilhando experiências e conhecimentos com um incrível grupo de educadores, capacitando-os por meio de treinamentos de alfabetização digital e de mídia, bem como sessões sobre o movimento maker e tendências atuais de educação.

O que é um STEM Tech Camp?

Trata-se de uma semana impactante de imersão, parte de um programa de dois anos da Embaixada dos EUA no Brasil, em parceria com o Laboratório de Sistemas Tecnológicos Integrais (LSI-TEC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e o Grupo Mais Unidos. Mas por que isso é importante? A edição brasileira de 2019 foi cuidadosamente planejada e executada para garantir o alcance de sua meta final: estruturar uma rede de multiplicadores formada por educadores, representantes das 27 Secretarias Estaduais de Educação e professores envolvidos com iniciativas escolares inovadoras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). E o momento é oportuno, já que o Brasil está prestes a implementar uma reforma massiva da educação que representa grandes desafios para todos os atores envolvidos. Nesse cenário, o Tech Camp de 2019 é de grande relevância, pois incentiva a colaboração entre pessoas com potencial e liderança para articular e aprimorar ações – já existentes e novas -, visando o avanço do STEM. Veja a lista completa de participantes aqui.

O Camp reúne grandes protagonistas e líderes inspiradores que vivem de acordo com o que pregam. A Dra. Roseli de Deus Lopes da USP com sua palestra sobre o 21st Century Skills faz um chamado à ação. Ela apoiou seu discurso com dados relevantes em um tom perspicaz e motivador. O setor privado foi representado pela IBM, Instituto 3M, Microsoft, Qualcomm e Educando, entre outros. Eles falaram sobre seus programas educacionais e transmitiram uma mensagem incisiva: procure parceiros próximos à sua escola, planeje estratégias, faça contatos, envolva a sociedade privada e a sociedade civil para fazer uma diferença significativa. Ao todo, a equipe organizadora criou o ambiente perfeito para as pessoas se conectarem com idéias e projetos e desenvolverem uma orientação ao espírito do “eu posso fazer”, para desenvolver um senso comum de projetos compartilhados que tenham grande potencial para preparar melhor novas gerações de educadores e estudantes com o foco em um sistema educacional mais significativo e envolvente.

Speed Geeking dominou a cena

O Camp desafiou a nós, facilitadores, a mudar nossas perspectivas, não apenas ministrando, mas também experimentando o engajamento e o aprendizado ativo. E a melhor maneira experimentarmos esse aprendizado é passarmos por ele. Tivemos que apresentar, convencer e “vender” nossas sessões junto com outros grandes apresentadores. E eram tantas sessões incríveis. Como apresentadoras, foi uma oportunidade única, pois pudemos sentir como o público respondeu às nossas ideias e ajustamos a abordagem do que estávamos trazendo para a conferência, tentando atender melhor as necessidades de nosso público. Os participantes estavam ansiosos para ouvir o que tínhamos a dizer e fizeram perguntas para entender melhor se nossa proposta era viável e ia de encontro a suas próprias realidades. Eles podiam escolher apenas três sessões de treinamento, então, eles estavam animados, energizados e realmente querendo participar! A experiência realmente nos mostrou que podemos inspirar e “nos inspirar” em novas formas de ensinar e aprender, quando envolvemos as pessoas de maneira diferente. Veja aqui o que aconteceu nessa experiência de aprendizado ativa e única.


O Design Thinking sempre ajuda

Sempre que um grupo multidisciplinar de pessoas comprometidas se reúne em uma sessão de brainstorming, num esforço colaborativo para resolver um problema com o qual realmente se preocupam e usam a metodologia do Design Thinking, a mágica acontece. Os participantes foram separados em grupos representando as cinco regiões brasileiras (Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste) e  foram convidados a falar sobre os desafios de suas realidades, e não ficarem paralisados por eles. Eles tiveram que encontrar uma necessidade e desenvolver um plano de ação para atacá-la. Ter a Renata Duarte da IDEO conosco maximizou nossas chances de alcançar bons resultados porque ela ajudou todos os grupos com a pergunta “Como podemos …” – a base para iniciar um plano centrado no ser humano em direção à ação. A abordagem foi comprovada correta pelos projetos incríveis de todas as regiões apresentados no último dia.

Maker-Centered Learning no STEM Tech Camp

Lendo a mídia popular, pode-se erroneamente pensar que os benefícios do aprendizado baseado no fazer (maker-centered learning) giram em torno das habilidades STEM. No entanto, as sessões maker em um STEM Tech Camp são mais sobre fomentar a mentalidade do maker para introduzir o aprendizado ativo nas aulas de STEM, aumentar o engajamento do aluno e fazê-lo ter sucesso nesse campo. Reforçando isso, uma pesquisa conduzida pela equipe do Agency by Design Project (AbD) sugere que uma promessa central de aprendizado baseado no fazer é mais do que o ter o conhecimento acadêmico específico (STEM). O Project Zero, sede da AbD em Harvard, descreve o principal benefício maker na educação como sendo o conceito do “empoderamento maker”: um tipo de disposição caracterizada por ver o mundo (objetos e sistemas projetados) como algo que você pode mudar. O empoderamento maker também tem a ver perceber-se como uma pessoa talentosa, ávido por reunir o conhecimento “just-in-time”, necessário para redirecionar e redesenhar as coisas através da criação, do fazer e do engajamento em projetos colaborativos. O aprendizado baseado no fazer é um grito de ação, construção de comunidade e fortalecimento de redes. Logo, ter uma sessão de empoderamento maker no Camp fez todo sentido. Todas as pessoas envolvidas precisam observar, questionar e redesenhar a maneira como os sistemas funcionam. Para ter sucesso, eles precisam de uma comunidade confiável de profissionais multidisciplinares, dispostos a fornecer insights e apoio – e a equipe da USP os ajudará totalmente nessa jornada. Não se consegue ser mais maker do que isso: comunidade, processo e ambiente combinados para melhorar a maneira como ensinamos e aprendemos no Brasil.

Relatividade evidente & Potencializando o que temos

No terceiro dia do Camp, ficamos todos emocionados ao sermos apresentados a alguns programas educacionais extraordinários no Brasil. Um grupo do STEM Tech Camp 2018 foi convidado para contar suas histórias de sucesso, e isso teve um impacto poderoso nos Campers de 2019. Aprender com os ex-alunos do STEM Tech Camp Brasil 2018 foi inspirador e relatável. Também curtimos os painéis de negócios e interações (Q&A) com Microsoft, Instituto 3M, IBM, Qualcomm e Educando by Worldfund. Há muita coisa acontecendo lá fora, e devemos nos basear nos pontos fortes dos outros e aprender juntos.

Alguns finalistas da Mostra de C&T 13M apresentaram seus projetos fenomenais durante o STEM Tech Camp. Ouvir os jovens e os professores defenderem o seu trabalho foi muito motivador e destaca a necessidade de mais pesquisa e produção prática na educação básica. Os alunos falaram sobre a emoção de aprender e fazer com propósito e como os projetos impactaram suas vidas. Isso nos lembrou que jovens sendo seus próprios porta-vozes foi um tema atual na Faire Maker de NY em 2018. Nela, vimos um talk rápido com o MIT Admissions Officer, Chris Peterson que compartilhou as razões do MIT para adotar um portfólio maker como mais uma maneira os candidatos poderiam expressar suas idéias durante o processo de admissão. Os candidatos devem integrar sua produção com uma história de como, por que e para/com quem você faz. Pudemos perceber que isso é exatamente o que a mostra do Instituto 3M fez. Mesmo que nem todos os estudantes se tornem cientistas, a capacidade de justificar suas escolhas de projetos já é uma boa razão para que o STEM alcance todos os alunos do sistema público. Agora que a primeira semana de workshop terminou, as equipes trabalharão em estreita colaboração com a USP e os facilitadores. Nós da CTJ Makerspace faremos o nosso melhor para contribuir com todos os projetos e estamos ansiosos para vê-los todos bem sucedidos, criando um maravilhoso efeito cascata.

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O Poder das Thinking Routines*

By | Food for thought, Maker Movement, Maker-Centered Learning, Thinking Routines | No Comments
Publicado originalmente em inglês com o título
"The Power of Thinking Routines"
no Blog de Agency by Design Oakland
Por Alia Ghabra & Nico Chen.
Traduzido por Soraya Lacerda

“Eu achava que o ‘aprendizado centrado no fazer’ [maker-centered learning] era fazer projetos. Agora eu sei que o ‘aprendizado centrado no fazer’ é uma maneira de pensar.”

Professor Fellow [2018-2019] – AGENCY BY DESIGN OAKLAND

Às vezes é difícil dizer exatamente o que nossos alunos estão pensando e o que esse pensamento mostra sobre o entendimento deles, ou como estão dando sentido ao mundo. Ao usar “thinking routines” (rotinas de raciocínio) com nossos alunos, eles podem tornar suas ideias e seu entendimento visíveis para si mesmos, para o outro e para o professor.

O objetivo final do “aprendizado centrado no fazer” (maker-centered learning) é desenvolver o empoderamento maker – a mentalidade do “eu consigo!” ou “eu consigo descobrir isso”. Pesquisadores do Project Zero, da Escola de Graduação em Educação de Harvard, nos dizem que um dos principais ingredientes no empoderamento de um maker é ter uma sensibilidade para o design de objetos e sistemas no mundo. Mas como ensinamos isso? Felizmente, os pesquisadores dividem ainda mais as capacidades que dão suporte ao empoderamento dos makers, que são: olhando de perto, encontrando oportunidades e explorando a complexidade. e encontrando oportunidade.  E thinking routines específicas foram desenvolvidas para apoiar o desenvolvimento de cada uma dessas capacidades.

Em seu livro “Culturally Responsive Teaching & the Brain“, o escritor, educador e defensor da alfabetização Zaretta Hammond escreve: “Construir uma cultura de cuidado que ajude os alunos dependentes a buscar a independência requer o que eu chamo de parceria de aprendizagem.” Praticando essas thinking routines com nossa comunidade de aprendizado, ancoradas dentro e através de áreas de conteúdo, empoderamos o professor e o aluno a entrar em uma parceria de aprendizagem – para pensar profundamente a partir de uma variedade de perspectivas, desenvolver suas curiosidade, empatia e compreensão, não apenas dos sistemas, mas também em suas diferentes camadas. Hammond escreve: “Pense nisso como uma equação: relacionamento + aliança = percepção cognitiva”. Usando essas thinking routines frequentemente, os educadores apóiam os alunos em uma cultura de pensamento, estabelecendo um relacionamento e uma aliança em suas parcerias de aprendizagem que levam a percepções cognitivas.

“As rotinas cognitivas são justiça social”, disse Hammond depois que ela participou do workshop de Tim Bremner, ministrado no Agency by Design de Oakland,  “Como as thinking routines cognitivas são uma ferramenta para o ensino culturalmente responsivo?“. Neste post, você conhecerá as cinco thinking routines do Agency by Design e verá exemplos de como elas estão sendo usadas pelos professores de Oakland, nas aulas de STEAM e de Ciências Humanas. Essas thinking routines podem ser usadas em vários contextos e em níveis diferentes. Quanto mais exposição e prática os alunos tiverem com cada rotina, mais aprofundarão sua sensibilidade ao design e sua capacidade de pensar criticamente.

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Pense, sinta, se importe (think, feel, care)

Essa poderosa thinking routine pode ser usada não apenas para explorar a complexidade dos sistemas, mas também as diferentes experiências vividas pelas pessoas. Temos visto como ela pode desenvolver empatia em comunidades de aprendizagem, considerando múltiplas perspectivas ao analisar sistemas ou eventos. Nesta thinking routine, os alunos são convidados a considerar os diferentes pontos de vista de várias pessoas dentro de um sistema, ou dentro de um único evento – como em um novo estudo, ou o estudo de um sistema abrangente.

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Partes, finalidades, complexidades (parts, purposes, complexities)

Essa thinking routine é fundamental para desenvolver não apenas uma sensibilidade ao design dos objetos, mas também aproveitar a curiosidade natural de uma pessoa sobre o como e o porquê de uma criação. Ela permite que os alunos considerem objetos não apenas em sua totalidade, mas também suas partes e seus propósitos. Vimos os alunos usarem essa rotina com objetos físicos (canetas, lápis, computadores antigos, tacos) e até mesmo para observar objetos digitais, como sites ou aplicativos. É uma ótima maneira de introduzir os alunos a uma ferramenta que eles podem começar a usar (uma chave de fenda ou um livro didático) ou algo que eles possam começar a fazer ou construir (uma pipa, um site). Explorar as complexidades e os propósitos dos objetos/sistemas ativa as questões de como e por que algo é construído da maneira como é, e ajuda a capacitar os criadores a considerarem seus próprios designs e criações, a partir de uma perspectiva mais micro e macro.

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Partes, perspectivas, e Eu (parts, perspectives, me)

Nesta thinking routine, pede-se que os alunos não apenas considerem ou entrem em um sistema, mas olhem atentamente a partir de uma perspectiva desse sistema e, então, considerem seu próprio papel. Uma fusão de “pense, senta, se importe com “partes, finalidades e complexidades, esta thinking routine suporta um estudo aprofundado de macro-sistemas e micro-experiências. Ao se aproximar e se afastar dos sistemas, das perspectivas e deles próprios, os alunos podem explorar as complexidades e os efeitos dos vários sistemas neste mundo.

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Partes, pessoas, interações (parts, people, interactions)

Da mesma forma que as thinking routines já mencionadas, esta ajuda a apoiar o olhar mais atento e o explorar a complexidade. Os alunos são novamente convidados a entrar em um sistema e considerar as partes desse sistema, as pessoas envolvidas nele, bem como suas interações entre si. Viver em uma sociedade individualista muitas vezes pode nos levar a somente considerar nossas próprias perspectivas e focar apenas em como nós, como indivíduos, somos impactados por um sistema. Essa rotina de pensamento ajuda a expandir as mentes dos alunos para ver que há muitos atores dentro dos sistemas, alguns que têm interesses conflitantes, alguns que se beneficiam e outros que não. Como a rotina “pensar, sentir, se importar”, essa pode ser uma forma poderosa de desenvolver a empatia em relação a diferentes perspectivas e experiências.

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Imagine se… (imagine if…)

Por último, mas não menos importante, temos uma thinking routine divertida e lúdica que apoia a capacidade de encontrar oportunidades. Durante essa thinking routine, os alunos são convidados a considerar o design de objetos ou sistemas e a reprojetá-los (através da imaginação) para serem mais eficazes, eficientes, éticos e belos. É totalmente aberto para o design, para que os alunos sintam e experimentem as possibilidades de suas imaginações mais loucas. Agora, os alunos não são apenas observadores dos sistemas, mas empoderados para serem criadores, imaginando como eles mudariam e projetariam os objetos e sistemas em seus mundos.

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* Resultado de um estudo do Project Zero de Harvard sobre aprendizagem baseada no fazer (maker-centered learning), as thinking routines são estruturas simples que buscam ativar o pensamento criativo e colaborativo de nossos alunos de forma a motivá-los a observar mais atenciosamente, organizar melhor suas ideias, racionalizar cuidadosamente e refletir em como ele podem achar oportunidades para mudar o mundo a sua volta. São ferramentas poderosas para prepararmos cidadãos realmente pensadores e fazedores.

CTJ Makerspace @ STEM Tech Camp Brasil 2019

By | American Spaces, Design Thinking, Escolas Públicas, Formação de Professor, Maker Movement, Português, Programas Sociais, Projetos, Sala de Aula, Sem categoria, STEAM Activity | No Comments

Clique aqui para a versão em PORTUGUÊS.

Last February the CTJ Makerspace was invited to participate as part of the facilitators/mentors team of the STEM Tech Camp Brasil 2019, held at PoliSUP, São Paulo. We spent a week sharing experiences and knowledge with an amazing group of educators, empowering them through targeted digital and media literacy training as well as sessions on the maker movement and current education trends.

What’s a STEM Tech Camp?

It is an impactful workshop week, part of a broader two-year program by the U.S. Embassy in Brazil, in close partnership with the Technological Integral Systems Laboratory (LSI-TEC), Polytechnic School of the University of São Paulo (Poli-USP) and the Mais Unidos Group. But why is it important? The 2019 Brazilian edition was carefully planned and executed to make sure it reached its ultimate goal: structure a network of multipliers formed by educators, representatives of the 27 Brazilian State Secretariats of Education and teachers leading important school initiatives in Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM). And the timing is just right, as Brazil is on the verge of implementing a massive education reform that poses great challenges to all players involved. In this scenario, the 2019 Tech Camp is of high relevance because it motivates collaboration among people with the potential and leadership to articulate and improve existing and new actions aimed at advancing STEM. See the full list of Participants here.

The Camp puts together great players and inspirational leaders who live by what they preach. Dr. Roseli de Deus Lopes from USP and her talk about 21st Century Skills is a call for arms. She backed her speech with relevant data in an insightful tone. The private sector was represented by IBM, Instituto 3M, Microsoft, Qualcomm, and Educando among others. They talked about their educational programs and conveyed a loud message: look for partners near your school, strategize, network, involve the private and civil society in order to significantly make a difference. All in all, the organizing team created the perfect environment for people to connect with ideas and projects, and develop an “I-can-do-it” orientation toward developing a sense of common, shared projects that have great potential to better prepare new generations of educators and students toward a more meaningful and engaging educational system.

Speed Geeking rules

The Camp challenged us, facilitators, to change our perspectives not only by delivering but also experimenting active engagement and active learning. And there is no better way than giving facilitators and participants opportunities to do just that. We had to pitch, convince, and “sell” our sessions against other great presenters. And so many great sessions there were. As presenters, it was a unique opportunity, since we got to feel how the audience responded to our ideas and troubleshoot our own approach to what we were bringing to the conference, trying to better tap into our audience’s needs. Participants were eager to hear what we had to say and asked questions to better understand if our proposal was feasible and adaptable to their own realities. They could choose only three training sessions, so they were excited, energized and EAGER! The experience really showed us that we can inspire and get inspired by new ways of teaching and learning when we engage people differently. Check what happened in this one-of-a-kind active learning experience.


Design Thinking helps every time

Whenever a multidisciplinary group of committed people sits together in a brainstorming session in a collaborative effort to solve a problem they genuinely care about and use Design Thinking framework, magic happens. Participants were separated into groups representing the five regions (Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte, and Nordeste) and asked to talk about the challenges and not be paralyzed by them. They had to find a need and develop an action plan. Having Renata Duarte from IDEO with us maximized our chances of achieving good results because she helped all the groups with their “How Might We…” question – the basis for starting a human-centered plan towards action. The approach was proven correct by the outstanding projects all the regions presented on the last Day.

Maker-Centered Learning in a STEM Tech Camp

Reading popular media, one might mistakenly think that the benefits of maker-centered learning revolve around science, math, engineering, and technology skills. Thus, maker sessions at a STEM Tech Camp are about fostering the maker mindset to introduce active learning in STEM classes, increase student engagement, and have them succeed in STEM. However, research conducted by the Agency by Design Project (AbD) team suggests that a central promise of maker-centered learning is more than the specific academic knowledge (STEM). Project Zero, home of AbD at Harvard, describes the primary benefit of maker in education as the concept of maker empowerment – a kind of disposition characterized by seeing the world (designed objects and systems) as something you can change. Maker empowerment has also to do with understanding oneself as a resourceful person, eager to gather the “just-in-time” knowledge necessary to repurpose and redesign things through making, creating, and engaging in collaborative projects. Maker-centered learning is a cry for action, community building and strengthening networks, so, having a maker empowerment session at the Camp makes a lot of sense. All people involved need to observe, question, and repurpose the way systems work. In order to succeed, they need a trusted community of cross disciplinary professionals, willing to provide insights and support – and the USP team will help them fully. It does not get more maker than that: community, process and environment to improve the way we teach and learn in Brazil.

Evident relatability & Leveraging what we have

On the third day of the Camp, we were all thrilled to learn about some extraordinary educational programs in Brazil. A group of 2018 Stem Tech Campers were invited to tell their success stories, and the impact on 2019 campers was powerful. Learning from the Alumni of the STEM Tech Camp Brasil 2018 was both inspirational and relatable.

We also enjoyed the business Panels and Interaction (Q&A) with Microsoft, Instituto 3M, IBM, Qualcomm, and Educando by Worldfund. There is so much already going on out there, and we should build on the strengths of others and learn together. See the business panels bellow.

Some finalists of Mostra de C&T 13M showcased their phenomenal projects during STEM Tech Camp. Hearing both youth and teachers advocate for their work was very motivating and highlights the need to have more research and hands-on making in basic education. Students talked about the thrill of purposeful learning and making and how the projects impacted their lives. Youth being their own advocates was a current topic at the NY Maker Faire, as MIT Admissions Officer, Chris Peterson shared MIT’s reasons for adding a maker portfolio as one more way applicants could express their ideas. Candidates have to integrate their making with a story of how, why, and for/with whom you make. I could notice that this is just what Instituto 3M Mostra did. Even if not all students will become scientists, being able to justify their project choices is already a good reason for advancing STEM for all students in the public system.

Now that the first workshop week is over, the teams will work in close collaboration with USP and the facilitators. We from CTJ Makerstpace will do our best to contribute to all projects and are eager to see them all succeed and create a wonderful ripple effect.

And we wrap it up with Raul Seixas’ song “Prelúdio”, sung by the participants during their presentation:

“Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade”

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10 Dicas para iniciar no Movimento Maker

By | Food for thought, Maker Movement, Makerspaces | No Comments

Makerspaces são lugares ideais para entender o que acontece quando alunos trabalham diretamente com a chamada “mídia manipulativa” – argila, Scratch, circuitos, Legos™, aplicativos de edição de filmes, etc. – para interagir, criar e compartilhar.

 

Sobre o Movimento do Fazer

O movimento do fazer (maker movement) dificilmente pode ser considerado algo novo. Está presente nos EUA há mais de uma década, com grandes semelhanças com aulas de workshops, educação artística tradicional e educação progressista. O “fazer” no cerne desse ressurgimento em ambientes educacionais, entretanto, é único em muitos aspectos, com seu foco importante em soft skills, como colaboração, solução de problemas, compartilhamento, aprendizado em conjunto, experimentação e processos iterativos.

No livro Maker-Centered Learning – Empowering Young People to Shape their Worlds, os autores afirmam que o Maker-Centered Learning (MCL) vai além de adquirir habilidades de fazedor (programação, ilustração digital, criação de vídeo, prototipagem rápida, etc.) ou de conhecimentos e habilidades específicos de uma disciplina. Trata-se de construir caráter, ganhar confiança criativa, saber colaborar com os outros e ser engenhoso quando confrontado com desafios. O ressurgimento do “fazer” em ambientes educacionais tem a ver com a abertura de um espaço na escola onde os alunos se reúnem para criar, inventar, mexer, explorar e descobrir. É também sobre tê-los aprendendo uns com os outros e criando representações visíveis de seu aprendizado – seja um vídeo em stop motion, uma animação ou um jogo feito em Scratch, um projeto de impressão em 3D, um circuito, um foguete ou um castelo de areia. O MCL oferece às pessoas ferramentas e ideias para repensar as configurações educacionais. Mas como começar? Como aproveitar o poder do “fazer” nas minhas aulas? Que ferramentas devo ter? Como é o ensino e a aprendizagem nesses chamados ambientes de MCL?

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Dicas para dar o primeiro passo

1. Qualquer espaço pode se tornar um makerspace

Não espere, você tem muito a aprender e é melhor você começar imediatamente. A maneira mais fácil de começar a fazer conexões com a sala de aula é envolver o maior número de pessoas o mais rápido possível. Na Casa Thomas Jefferson, a abordagem inicial foi levar o movimento para as bibliotecas. Antes da inauguração do espaço dedicado à produção – CTJ Makerspace -, professores, bibliotecários, estudantes e a comunidade começaram a experimentar com a idéia de que uma biblioteca escolar é um local de colaboração, aprendizado ativo, engajamento, descoberta e surpresa.

Quando você cria um makerspace numa biblioteca, você envia à sua comunidade a mensagem de que o modo como as pessoas aprendem mudou e que a escola está aprendendo junto. Basta encontrar algum espaço para colocar uma mesa e incentivar os desafios de brincar, investigar, projetar, desenhar e explorar abertamente. Comece com desafios de baixo custo e baixa tecnologia em um espaço onde as pessoas se sintam bem-vindas, desafiadas e ansiosas para aprender como fazer algo de valor para si ou para sua comunidade.

2. Chegue logo à conclusão de que o importante é construir comunidades e ter um modelo mental Maker

Faça contatos, visite outros fazedores, leia, compartilhe, desafie-se para aprender novas habilidades e seja resiliente. Participe de oficinas maker, observe de perto como as sessões são ministradas e aprenda como o ensino e a aprendizagem realmente acontecem nesse modelo. Traga criadores, entusiastas, engenheiros, parceiros e professores para um espaço criativo com fácil acesso a medias manipuláveis. Procure parceiros e, juntos, encontrem maneiras de oferecer à comunidade um espaço para se conectar com ideias, ferramentas e pessoas para corrigir, criar, hackear e fazer coisas novas. Mais importante ainda, faça isso junto com pessoas que acreditem que o sistema educacional precisa de uma mudança radical e que podemos ajudar a melhorá-lo.

3.  Lembre-se que o mais importante é a experiência de aprendizado e não somente a tecnologia, as ferramentas ou o espaço físico

Um makerspace pode ser qualquer coisa, desde uma mesa cheia de suprimentos de artesanato até um espaço com impressoras 3D, cortadoras a laser e ferramentas elétricas. No entanto, com o tempo você se tornará mais aventureiro e disposto a experimentar as possibilidades de prototipagem rápida dentro de ambientes educacionais. Coloque-se em uma posição na qual você precisará aprender com essas ferramentas. Mais uma vez, visite makerspaces educacionais para aprender como as narrativas educacionais são projetadas, e o que as pessoas estão fazendo, compartilhando e aprendendo. Preocupe-se com quais ferramentas e máquinas obter somente quando você já estiver familiarizado com o conceito.

4.  Compreenda as raízes e conexões educacionais centradas no fazer

O trabalho de John Dewey enfatiza o aprendizado por meio do fazer. O filósofo entendia a produção de conhecimento como um processo dinâmico que se desdobra à medida que os aprendizes se engajam por meio da interação reflexiva. O processo, segundo o filósofo, devia ser de ordem iterativa e envolver desafios práticos com aplicabilidade no mundo real. Duas teorias educacionais se conectam diretamente ao MCL – o construtivismo e o construcionismo. Jean Piaget argumentou que o conhecimento é construído através da interação entre o esquema conceitual do aprendiz e suas experiências no mundo ao qual esses esquemas são aplicados. No cerne das atividades do MCL, há um forte foco em consertar e descobrir soluções para os desafios, e ambos os processos começam com as próprias idéias e a inclinação e sensibilidade às oportunidades para moldar essas ideias por meio da ação direta e experimental.

Seymour Papert, considerado por muitos o pai do ressurgimento do fazer em ambientes educacionais, sustenta, na sua opinião (construcionismo), que o aprendizado acontece melhor quando os aprendizes trabalham diretamente com  ‘mídia manipulável’. Lego, argila, aplicativos de codificação, máquinas de prototipagem rápida ou até mesmo recicláveis. Papert deixou clara a relação entre construtivismo e construcionismo, a ênfase importante em fazer projetos tangíveis e a inclinação para compartilhar o que se faz com um público amplo ao longo de seu trabalho.

Em uma sala de aula centrada no fazer, os facilitadores incentivam os alunos a trabalhar juntos para resolver desafios e inspirar-se no trabalho uns dos outros. A aprendizagem entre pares e o trabalho de Lev Vygotsky relacionam-se fortemente com o MCL, pois ele promoveu a ideia de que todo aprendizado é social. Seu conceito de desenvolvimento por proximidade é altamente aplicável à variedade de aprendizagem entre pares que acontece em uma aula centrada no fazer. Embora a aprendizagem entre pares não seja um conceito novo, é importante notar que para o MCL, a aprendizagem entre pares é crucial, porque os alunos realmente sabem muito, ou porque a distribuição eficiente de instrução de habilidades requer isso, especialmente no caso de se ter um grande grupo que precisa aprender uma habilidade maker para realizar a tarefa. E a maneira mais rápida de disseminar o conhecimento é fazer com que os alunos ensinem uns aos outros.

O MCL possui fortes conexões com o Aprendizado Baseado em Projetos (PBL). Tanto o MCL quanto o PBL são orientados por interesses, podem usar conhecimentos e habilidades especializados e estimulam colaboração e iteração com frequência. Ambos também usam tecnologias de aprendizado diversas  (de lápis e papel para uma variedade de ferramentas digitais e analógicas) e em ambos, espera-se que os alunos criem produtos tangíveis que tornam os processos de aprendizagem visíveis.

Mas vale apontar as diferenças

  1. PBL é  uma pedagogia bem estruturada com parâmetros curriculares específicos. O MCL pode não ser tão bem estruturado quanto o PBL. Ou seja, para a MCL, a experiência de aprendizado pode começar simplesmente com  a abertura de um brinquedo ou a observação de um sistema ou produto, de modo que as questões de investigação surjam das interações do aluno com os materiais.
  2. O MCL não é uma abordagem instrucional bem estruturada como a PBL é. O PBL tem um conjunto de critérios que são frequentemente usados para enquadrar todo o currículo. Pode ser o caso do MCL, mas na maior parte, navega entre contextos variados de aprendizagem.

5.  Crie uma visão compartilhada do que deve ser o MCL em sua escola e construa uma ponte para seu currículo

Talvez a melhor maneira de começar a implementar ideias nas salas de aula informadas, tanto por teorias de aprendizado progressivas (John Dewey, Jean Piaget, Seymour Papert e Lev Vygotsky) quanto por abordagens educacionais como aprendizagem entre pares e PBL, é começar a pensar sobre as novas palavras e jargões que usamos quando falamos de MCL. O Projeto Zero sugere uma abordagem baseada em sintomas, para apontar características que sugerem o que se qualifica como uma experiência centrada no fazedor, mas que não definem estritamente o que a essência é ou não é. Em outras palavras, uma experiência de MCL não precisa incluir o conjunto completo de características associadas a essa experiência para se qualificar como uma; em vez disso, exibir a maioria dessas características em qualquer configuração é suficiente. Makerspaces são ideais para fazer perguntas, ideias de protótipos e aprender fazendo. Inspiramo-nos no livro Maker-Centered Learning para tentar esboçar nossa própria definição de MCL para nos orientar na criação de atividades de MCL para nossa instituição, de modo que tenhamos uma única ferramenta para validar práticas, criar confiança e competência e fortalecer nossa expertise interna.

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6. Participe de comunidades inspiradoras de aprendizagem

7. Explore Apps e ferramentas para criadores

8. Pesquise, implemente, reflita, modifique e melhore sua prática

9. Pertença, faça sentido, seja corajoso, proativo e construa em si mesmo competência criativa e confiança para fazer as coisas acontecerem

Leia sobre as oficinas Maker do CTJ Makerspace, especialmente projetadas para conectar pessoas, fomentar as capacidades dos fabricantes de olhar atentamente para produtos e sistemas, explorar complexidades e encontrar oportunidades para melhorar as coisas ao nosso redor.

10. Seja generoso e compartilhe sua trilha de aprendizado.